terça-feira, 15 de maio de 2007

Eu seria mais feliz se o mundo reconhecesse que isso não é roupa.Não é roupa, gente, é só um lençol onde alguém fez um buraco e falou "toma, enfia a cabeça aí." Alguém muito esperto resolveu não ter trabalho com modelagem, corte, nada disso. Fez o buraco no lençol e resolveu chamar de roupa. Mas não adianta. Isso não é uma peça de roupa.
Por favor, não insistam.

Gente, não tem shampoo na Globo?
Por que o Thiago Lacerda não lava o cabelo?

domingo, 13 de maio de 2007

Adoro ser de uma família feminina. Na verdade, há mais homens na minha família do que mulheres, mas eu sempre vi minha família como feminina. As mulheres sempre chamaram mais a minha atenção.

Acho demais passar o dia com a minha mãe, minha avó, minha tia e minha prima. Uma em cima da outra, falando de tudo e de nada, morrendo de rir.
...
Mas ter primos também é legal. Porque com eles não tem isso de conversar sentimentos. Eles perguntam "e aí, a gente tem que dar um pega nele ou não precisa?" e eu acabo achando o máximo ter meninos na família também.

she is

She is the air I breathe, entranced
awake or asleep, in storm or cold

She is the smile that keeps me warm
with matchless laughter, eyes ablaze

-Tá bom, Renata. Muito bonitinho. Mas agora pára de expor minha figura na Internet. Por falar nisso, você já organizou seus sapatos hoje?

She is the smile of love
She is the air of love
She is the day of love

A minha é a melhor do mundo. ;)

sábado, 12 de maio de 2007

Tive uma noite péssima, acordando toda hora, acabei não conseguindo dormir direito. Sonhei várias vezes a mesma coisa, que uma pessoa que eu conheço tava muito angustiada. Acordei nervosa e morrendo de sono, no total devo ter dormido só umas três horas. Fui trabalhar. Voltei, só tirei a roupa e me joguei na cama. Dormi mais quatro horas.

E acordei com o cheiro do pudim de leite que minha mãe tá fazendo.

Pra compensar.


nessas horas é muito bom ter o quarto perto da cozinha.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Sobre ter irmãos:

A bateria do meu celular tá fraca. Toda hora ele apita pra me avisar. Eu já sei. Está ligado só pra irritar meu irmão, que dorme e deixa o celular apitando a tarde toda.

Ele tá ficando maluco.

A Carrie disse: "The fact is sometimes it's really hard to walk in a single woman's shoes. That's why we need really special ones now and then to make the walk a little more fun."

Mas, fora a Carrie, ninguém avisa. Ninguém avisa que ser solteira é difícil. Eu não fui treinada pra interpretar sinais, todo mundo tem que ser muito claro comigo.

Mas aí eu saio de casa. E nunca sei o que é que tá acontecendo. Tá pedindo meu cartão porque quer mesmo uma tradução pro seus artigos da pós ou vai me ligar pra gente tomar um chopp? Prefiro saber logo, porque se for pra tomar um chopp e nunca ligar, ok, mas se for pra uma tradução mesmo e não me ligar, vou ficar muito zangada por não ganhar dinheiro.

Na loja de sapatos. Tá pedindo opinião porque não tem bom gosto e eu estou usando sapatos fofos ou porque é uma cantada e eu não percebi? A minha opinião vai ajudar a escolher sapatos pra sua mãe mesmo ou é pra sua mulher? Tem uma aliança escondida no bolso? Porque, vamos ver. Se for pra sua mãe mesmo, eu vou escolher os de 370 reais, porque aí quando a gente casar, ela sempre vai me amar por ter feito você gastar dinheiro com ela. Bom, se bem que se for pra sua mulher, eu escolho os de 370 também, pra aprender a não ser babaca. E também porque uma mulher que tá com um pamonha desses merece sapatos de 370 reais.

Chamei de pamonha. Não tem chance de dar certo.

Recebo um manual pra tradução. Numa língua daquelas com acentos em consoantes. Na verdade, acho que todas as letras de todas as palavras são acentuadas. Parece linguagem de miguxos.

Enfim, não é Inglês.

Cara, eu faço tradução. Tra-du-ção. Não é milagre, não.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Então, assim. Fui comprar o sapatinho de mamãe.

E aconteceu o inevitável. É claro, se era inevitável tinha mesmo que acontecer. ¬¬

Pois é, quando sua mãe aposta com uma amiga que você não vai conseguir sair da loja de sapatos sem comprar um sapato pra você, você TEM que comprar um sapato, porque, afinal, quem é que tem um coração de pedra e deixaria a mãe perder uma aposta?

Vou ser sincera. De cetim. De bailarina. Eu teria comprado mesmo se fosse pra minha mãe perder a aposta. hahaha.

E hoje é dia de comprar presente pra mamãe.
Mamãe pediu um sapatinho "assim baixinho, não muito fechado, assim, meio retrô"

Antes disso, ela tinha pedido uma Melissa. Mas eu deixei claro que a adolescente aqui sou eu.

Tá bom pra você?

O que acontece: é todo o universo conspirando contra mim. Eu pedi, por favor, que o YouTube publicasse o vídeo aqui, ele não quis. Pessoa paciente que eu sou, pedi de novo. Ele se recusou, mais uma vez. YouTube não tem educação.

Fui dormir e o que ele fez? Colocou o vídeo aqui. Duas vezes. Como eu tinha pedido, ok, mas se o YouTube fosse esperto, teria percebido que eu não queria mais.

Então, deletei os posts que tavam sobrando. E também porque a imagem congelada do YouTube é sempre a pior ¬¬.

Os comentários que estavam nos posts com vídeo, eu passei pra este post aqui.

:)

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Era pro YouTube ter colocado um vídeo aqui, mas ele não quis ser amigo.
É um vídeo-desabafo. Me senti enganada indo trabalhar num dia que era pra ser feriado. Era pra ser!

Tem algumas coisas:
1. Eu TENTO, mas não consigo não mexer as mãos tanto assim. É uma doença, ok?
2. Eu sou pateta. Eu nasci assim, eu cresci assim e sou mesmo sim. Vou ser sempre assim pateta, sempre pateta.
3. Isso é pra convencer o mundo de que eu não tenho mesmo nada pra fazer. Porque as pessoas me ligam e perguntam "tá ocupada?" e, não importa quantas vezes eu responda "nunca estou", elas não acreditam, continuam me ligando e perguntando "tá ocupada?". Então, se convençam, por favor. Mesmo porque até quando eu tô ocupada eu digo que não estou. Então, parem de me perguntar "tá ocupada?", porque me irrita.

Eu sempre fiquei na dúvida se existia, mas sempre achei que parecia lógico existir.

Cinto de segurança pra cachorro.
Pros minúsculos, cadeirinha de segurança.

A Hannah sempre andou de carro com alguém ao lado dela, eu nunca tinha visto o cinto, mas fiquei pensando nele, porque às vezes eu levo ela ao veterinário sozinha, mas vou de táxi, no banco de trás com ela. E isso não é o ideal, eu sei, porque numa batida eu não vou conseguir segurar e ela vai voar. Quando eu dirigir, ela vai ter que ficar presa ao cinto.

hahahaha, olha a cara do rott no primeiro link, olha como ele não tá gostando do cinto!
Nas fotos, os cães estão sentados, mas o texto diz que o cão pode ficar deitado ou sentado, só não fica livre demais pra circular pelo carro e pular pro banco da frente. Só achei chato só ter na cor preta, porque tudo da Hannuca é colorido...

Atualizando: Achei mais barato aqui, mas não conheço a loja.

Eu penso assim: o papa sai lááá de outro continente pra vir aqui nos abençoar, ou, sei lá. Mas ele vem. E a gente não é capaz de decretar nem um feriado? Acho uma desfeita. Minha mãe não me criou assim. Quando o papa decide sair da casinha dele pra vir aqui me abençoar, minha mãe me ensinou que é motivo pra feriado, claro.

Se eu fosse o papa, ia condenar todo mundo ao inferno. Eu já faço isso agora, mas acho que não tem muito efeito, porque eu não tenho nenhuma autoridade nem nada.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Gente, um favorzinho, tá?
Tudo bem usar saia longa, mas vamos curtir um visual cigana moderado. Porque, assim, no centro da cidade tem ciganas. E elas pegam a gente pelo braço pra ler a sorte. E tinha aquela época em que eu, educadinha, puxava o braço e falava "SOLTA MEU BRAÇO!" ou "NÃO ENCOSTA EM MIM!", mas é aquela coisa, né? Praga cigana, favor evitar. Então estou evitando, e desvio das ciganas. Vejo uma e mudo meu caminho.

Só que com pessoas que não são ciganas mas andam vestidas de ciganas, não porque querem enganar os crédulos, mas porque acham legal andar vestidas de ciganas, eu fico confusa. Eu não sei quem é cigana, quem é gente vestida de cigana com a intenção de enganar os crédulos ou quem é a pessoa que exagerou nos babados + saia longa.

Vamos evitar, tá?

Ontem o tema do programa Happy Hour, no GNT, foi separações. Então eu tive que ficar acordada até as 2 pra ver, né? Porque perdi o programa ao vivo e ia perder a reprise de hoje.
Eu tive uma sensação de conforto quando vi tanta gente passando por isso. Porque eu fico na auto-escola e penso "quantas pessoas aqui estão com o coração partido como eu?", e eu nunca sei responder quem tá sofrendo e quem não tá. Mas eu sei que um monte de gente tá. Sofrendo.

O caso é que ontem o Luiz Alberto Py tava no programa e ele disse que tinha preparado, depois de passar por separações, uma listinha com algumas instruções. E nunca na minha vida eu corri tanto pra pegar papel e caneta, porque se me disserem que dormir de cabeça pra baixo pendurada no ventilador de teto vai ajudar, eu acredito. E durmo. De cabeça pra baixo.

Ele acabou não dando uma lisssta, foram só quatro itens. Quatro é um número que não funciona muito pra mim. Cinco, ok, dez, perfeito, mas quatro não acho legal. Mesmo assim, olha a lista:

1. Isso passa. Esse item eu achei bem legal, e achei bem legal ser o primeiro, porque é a maior verdade. Eu fico muito contente de não ter me concentrado tanto na dor a ponto de não acreditar quando alguém me disse "isso passa", porque é verdade. Quase todas as pessoas me disseram que passa e eu sei que todas estão certas. Teve uma amiga minha que falou isso de cara. Antes de "sinto muito", "que pena" ou "não acredito", ela disse logo "vou falar uma coisa que você pode odiar, mas é verdade: isso passa. ninguém morre de amor." E eu nem odiei, pelo contrário, eu precisava muito ouvir.

2. Você não merece. Ninguém merece, mas acontece. Achei legal também, principalmente pra quem tem essa tendência a se culpar. Eu tenho. Eu acho que a culpa é sempre minha, poucas vezes culpo o outro, então é claro que a primeira reação é tentar achar o que eu fiz de errado pra merecer. Mas não fiz nada, aconteceu. É mais fácil procurar uma culpa do que acreditar que coisas ruins acontecem pra pessoas legais, mas acontecem. Eu sou legal e uma coisa ruim aconteceu comigo. Ele explicou esse item da lista de uma maneira bem legal, eu achei. Foi uma escolha do outro, e todo mundo tem direito a fazer escolhas. Eu não gostei da escolha porque me machucou, mas foi só uma escolha, não foi uma resposta a alguma coisa errada que eu fiz. E eu não mereço, ninguém merece, mas acontece.

3. Agüente firme e não procure remédio. Aí ele explicou que isso tinha a ver com a dor do luto, que todo mundo deve sentir, e não sair e tentar arrumar logo outra pessoa. Pelo menos no meu caso, isso vem de outras pessoas. É incrível como todo mundo me diz que tem uma pessoa incrível que precisa me apresentar. Eu tô tão longe de querer conhecer alguém. Sinto até pena de alguém que me conheça agora.

4. Faça a eutanásia da paixão. Esse ele falou, e nem precisava dizer, que era pra quem tinha sido abandonado. Porque você tá numa relação, de repente não tá mais, a pessoa foi embora, mas ao mesmo tempo os sentimentos ficaram. Ele disse que a gente tem que matar os sentimentos. E aí ele disse uma coisa que eu ouvi de algumas pessoas, mas não tinha levado muito a sério, tinha achado um conselho meio amador, que é o de se concentrar nos defeitos de quem foi embora. Ao mesmo tempo, foi só quando eu pensei em algumas coisas pelas quais eu passei na relação que eu entendi que não era a relação que eu precisava na minha vida.

No fim, ele deu um conselho que eu achei demais, ele disse que a gente tem que investir na separação como quem investe no começo de uma relação. Achei genial.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Pode me chamar de fútil, eu nem ligo, porque eu sei que poucas coisas são mais satisfatórias do que olhar pras minhas mãos e ver que minhas unhas estão lin-das.

Do bom humor:

-Renata, eu vou te apresentar um amigo lindo que eu tenho e...
-Ah, peloamordedeus, não me apresenta, não. Você só conhece gente idiota...

Nada como ser simpática, né?

domingo, 6 de maio de 2007

Alguém chegou aqui por uma pesquisa no Google com o meu nome, então eu cliquei pra ver que outros resultados apareciam e fui parar no meu antigo blog, aí achei um post que dizia que a Erica tinha me dito que tinha a impressão de que se apertasse a minha barriga eu ia fazer um barulho tipo "ihh! ihh! ihh!", tipo um bonequinho de apito.

hahahaha, melhor do que isso só quando ela disse que eu tinha voz de ursinho carinhoso...

sábado, 5 de maio de 2007

A coisa que eu mais queria agora é terminar a reforma do meu quarto. As paredes, coitadas, eu sinto mesmo pena de parede, tão cheias de buracos. Quero mudar a cor, mudar os móveis de lugar, arrumar espaço pros sapatos, talvez comprar uma cômoda nova, essas coisas.

Mas a reforma que vem primeiro é a da garagem. Tem que arrumar o chão, as paredes, botar uma iluminação melhor, abrir uma passagem entre as duas garagens, iluminar o corredor da garagem pra escada do prédio e instalar o portão automático. Enfim, fazer praticamente uma garagem nova.

Tá chegando o dia em que quando me perguntarem "Mas o que aconteceeeeu?", eu vou poder responder:
-Troquei por um modelo Flex. ;)

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Minha auto-escola fica numa galeria e lá tem uns bares. Toda sexta-feira tem um encontro de surdos-mudos num bar.

Meu pai vai me buscar todo dia, porque a aula acaba já à noite. Ele é tão fofoqueiro que hoje eu saí da auto-escola e ele veio me contar o que um dos caras do grupo disse pra outro.

Tipo, sério que ele aprendeu LIBRAS só pra entender a fofoca?

Agora eu estou tendo aulas de legislação na auto-escola, e sabe o que eu ouço?

-Então, se vocês atropelarem alguém, vocês vão para a cadeia? É claro que não! Não tem espaço na cadeia nem pra bandido, imagina pra vocês, donas-de-casa e estudantes... O juiz vai dar uma pena alternativa pra vocês.

Bom, se além de não ter lugar para donas-de-casa e estudantes também não tiver lugar na cadeia na cadeia pra tradutoras de Inglês, pedestres, tenham.medo.de.mim.

No dia em que eu comprei o blush da Barbie, apareceram dois caras lá procurando maquiagem. Vou revelar aqui uma coisa sobre mim: eu adoro falar sobre maquiagem. Pior: eu me meto na conversa dos outros quando estão falando sobre pós e bases e blushes. Não resiiisto, e eu tava bem ali, no balcão de maquiagens, quando alguém falou "é que às vezes nós vamos fazer umas gravações e a pele fica muito brilhosa", e eu tive que parar minha procura pelo blush perfeito e fazer um pequeno discurso sobre as propriedades maravilhosas do efeito mate na maquiagem.

Depois que eles foram pagar, as vendedoras se reuniram num cantinho pra falar deles. E eu achei muito estranho. Tô solteira há pouco tempo, não sabia que uma rodinha se formava tão rápido pra falar de homens que acabaram de sair.

Quando eu olhei pro caixa, vi umas pessoas tirando fotos com eles. Aí as vendedoras que tinham formado a rodinha contaram que eles eram de algum grupo de pagode.

Foi o mais próximo que eu cheguei de uma celebridade. Ah, não, teve aquela vez em que eu peguei ônibus com uma ex-BBB e, mesmo depois de o namorado dela ter ganhado 500 mil, ela não viajou nem de ônibus leito, foi executivo mesmo, e eu passei a viagem pensando nisso. E em como ela e o namorado pareciam pai e filha, he.

Mas o caso é que eu fiquei dando dicas pros caras achando que eles eram pessoas que filmavam, sei lá, casamentos.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Gilmore Girls foi cancelada.

Todo mundo junto:
:´(

Os bobocas da semana

O primeiro é o Simon Cowell, jurado do American Idol. Há semanas ele não comenta a atuação de uma das participantes, Hailey Scarnato. Semana passada, quando perguntaram o que ele achou da apresentação dela, ele disse "você tem pernas lindas". Esta semana, a mesma coisa, ele disse "use o mínimo de roupa possível, é a única forma que você tem de permanecer na competição."

A menina, coitada, fica lá, disfarçando o desconforto que um comentário desse tipo provoca. Tinha que mandar tomarnocu ao vivo, aproveitando uma das maiores audiências dos EUA. Se eu fosse ela, perdia a linha total.

O outro é o Latino. Gente, vê essa notícia aqui. Eu já comecei a ler espantada pela manchete. Como assim, 5 mil mulheres quiseram fazer sexo com o Latino? A situação tá tão difícil assim? Perdi a fé num mundo melhor. Eu imagino que pra alguém aceitar manter uma relação sexual com o Latino é porque não há mais esperança. É desistir de viver.

Mas fica pior, olha o que ele tem coragem de dizer:
“Mas isso foram mulheres para dormir. Para namorar é outra coisa”

Espero que as tais 5 mil mulheres vão atrás dele agora com um porrete.

Ontem fui comprar blush, mas acabei me distraindo dando dicas a uns integrantes de um grupo de pagode, e quando finalmente escolhi um tom pra mim, não tinha. Nessas horas eu fico meio nervosa, não quero sair sem comprar nada porque:
1) a vendedora teve a maior paciência e me mostrou tudo que eu pedi, super fofa.
2) eu já tinha blush até na testa, não podia fazer isso e sair de mãos vazias.
3) bom, eu não queria sair sem comprar nada.

Aí acabei comprando um outro tom, já tinha feito uma confusão na pele e eu não sabia mais qual ia me ajudar a fazer um visual sensual e qual seria pra um visual romântico. Bom, pelo que parece, o que eu comprei vai me ajudar a montar um visual princesa Disney, porque é só brilho. Eu desconfio até que não tem pigmento nele, é só glitter!

Só sei que fiquei muito ansiosa, pensando que só ia usar quando fosse a uma super festa e, bom, é só ler dois posts do blog pra notar que eu nunca vou a super festas. Mas, gente, que inconsciente amigo que eu tenho. Sonhei que tinha uma super festa pra ir e me olhava no espelho pra passar o blush de princesa.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Nesta fase, eu estou procurando coisas que me deixem feliz.
Num dia, margaritas.
No outro, sapatinhos vermelhos.

Hoje, meu cabelo resolveu colaborar com essa minha estratégia e amanheceu bom. Assim, sozinho. Não foi preciso escova, não foi preciso chapinha, nem precisei usar bobes. Ele acordou bom. Assim, num ato de boa vontade. Ou caridade, né? Mas eu prefiro pensar em boa vontade mesmo.

Então meu cabelo tava bom hoje. Meu humor acompanhou, tava bom também, até que perguntaram:
-Renata, você tá usando peruca?

Não fiz o dever de casa da auto-escola.
Será que hoje eu vou pra cadeirinha do pensamento?

Eu podia estar trabalhando, eu podia estar fazendo meu almoço, eu podia estar no banco pegando dinheiro pra pagar a terapia, eu podia estar arrumando meu cabelo, eu podia estar dando um banho na Hannuca.

Mas eu tô aqui, jogando tarô online.

Fiquem atentos, em breve vou abrir inscrições para um curso via webcam: Como ser inútil em 10 lições.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Minha avó e minha mãe estavam andando na rua. Um senhor passou e cumprimentou as duas. Minha avó falou "oi", mas ficou com aquela cara de quem não sabia direito quem era.

-Eu conheço?
-Conhece, mãe. É aquele amigo do papai.
-Ah, é! Aquele que morreu...

A história da dona Herta

Já que a minha mãe virou a estrela do blog, um vídeo com ela contando a triste história da dona Herta, que não tinha um nome, mas um destino na certidão de nascimento.

Aí eu entro naquela de pensar "tem gente pior do que eu" e vou procurar, né? E eu achei!

"Gente eu chorei quando ouvi essa música...affffff...to uma manteiga!!!!!!!!?

O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa no colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
(...)
No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixe aqui e solta a minha mão"

Gente, vamos tentar sofrer com estilo. Nada de rimar carvão com colchão com chão com leão, por favor. Nem ilusão com traição com perdão com portão com razão com mão.

Eu choro parecendo um buldogue francês, mas pelo menos sei pontuar, hahahaha.

Os genes tão aqui em algum lugar. Os genes do "foda-se, se não quer, tem quem queira". Eu sei que eles estão aqui em algum lugar. Mas ainda não foram ativados. Não é possível que minha mãe não tenha passado pra mim. Será que é recessivo? Porque meu pai não tem não, hein? Como eu faço? Será que tem um cursinho? Ganho um certificado? Posso botar no currículo?

Essa fase tem que passar, porque, gente, eu tava chorando, né?, aí fui pegar um pente, porque eu tenho que chorar e fazer alguma outra coisa enquanto isso, tem que rolar um aproveitamento do tempo. Então fui pegar um pente, e passei pelo meu espelho. Aí olhei pra mim, olhei, olhei. Pensei "eu tô tão parecida com alguém..." E foi aí que eu me toquei, cara, que eu choro e fico IGUAL a um buldogue francês. Mas IGUAL!


se eu tivesse um pouco menos de vergonha na cara até tirava uma foto, porque eu tô falando muito sério e é muito engraçado. eu até paro de chorar. olho no espelho e tenho que rir, porque vejo um buldogue francês de cabelo comprido.

É pessoal. Eu entro no Gmail e olha os anúncios que o Google seleciona pra mim:

Faça-se ouvir
Horóscopo do Amor
Procurando alguém?
Namore no ParCerto
Namoro - Conheça milhões de pessoas. Uma delas é perfeita para você.
Quer um hotel romântico?

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Weee!! O curso cancelou a aula de hojeee!

Cara, que sorte, porque eu acordeimeioderessaca.
Já tava pensando aqui no que eu podia fazer pra ter uma desculpa pra dar aula sentadinha e meio dormindo.

Eu juuuro, juro que quero trabalhar!
Mas quando eu encontro a expressão "dança do acasalamento" no arquivo, é difícil não pensar que eu ainda estou alcoolizada...
...
Depois de tantos anos eu senti um gostinho de liberdade. And it tastes like margaritasssss!

domingo, 29 de abril de 2007

Das coisas sem explicação:

O carro que vende pamonha nunca passa pela minha rua.

Ouvi um chorinho, fui procurar a Hannah e ela tava chorando enquanto dormia.

Tô achando que isso pega, hein?

sábado, 28 de abril de 2007

Poxa, por alguns minutos eu achei que tivesse aprendido a sambar.
Mas foi só alarme falso mesmo...

Tava vindo pra casa e senti umas gotas no meu pé esquerdo. Olhei pra trás e vi um senhor meio que limpando o nariz.

Pânico. Será que espirrou no meu pé? Olhei pra baixo, minha sapatilha tava molhada com umas gotas grandes. Me segura, porque eu vou cair morta de nojo. Olhei de novo, procurando uma outra origem pras gotas. Não achei. Que nojo, que nojo, que nojo.

Vim pra casa sem conseguir pensar em outra coisa. Olha que eu tinha feito compras e tudo. Não conseguia pensar no meu relógio novo, só no líquido no meu pé. Nojo, nojo, nojo. E a minha sapatilha? Jogo fora? Como eu vou criar o desapego a um sapato tão fofo?

Cheguei em casa e passei todos os produtos de limpeza que eu achei. De Veja Multi-Uso a álcool em gel. E Omo.

Quer dizer, se eu morrer com alguma intoxicação, tudo bem. Mas morrer de nojo, não.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Na auto-escola hoje um amiguinho tava com uma camisa onde tava escrito: Turma da Manguaça.

Achei adequado.

E aí me lembrei da delicadeza da minha mãe.
Eu, com a cabeça afundada no travesseiro, contando em quantos pedacinhos o meu coração tinha sido partido e ela apresentou a solução para todos os meus problemas sentimentais:

-Você precisa se distrair.
-Não queeeeeero. Aaaaahhhaaahhh, como eu sooofro!

Bem estendendo as vogais mesmo, porque é assim que eu sofro.

-Vai se distrair, fazer um passeio. É a melhor coisa a fazer, você vai parar de pensar nisso um pouco.
-Eu não consiiiiiiigoooo!

E foi neste ponto que ela revelou as verdadeiras intenções:
-Vai dar um passeio, vai ser melhor pra você. Hummm... Por que você não vai com seu pai ao aeroporto buscar sua tia pra mimmm?

Só se ela me desse junto uma passagem pra Paris. Né?

Me lembrei disso porque eu cheguei em casa com aquele carão e minha mãe perguntou o que tinha acontecido, então eu dei uma de emo e disse:
-Estou sofrendo, mãe.

E ela, naquela delicadeza que só a minha mãe é capaz de ter:
-Porra, ainda?

Aí eu lembrei por que minha mãe é o meu ideal de vida. É porque ela tem aquela capacidade que eu mais invejo numa pessoa: o poder de mandar tomarnocu. O poder que salva vidas.

Vou contar a história pela 87ª vez:
Meus pais namoravam há 8 anos. Minha mãe, que já tinha um emprego bom há quatro anos (ela tinha 22. vocês cada vez entendem mais por que eu sou assim, né? minha mãe tem um emprego bom desde os 18 anos de idade, tá?), bom, ela queria casar. Mas o meu pai achava um absurdo, né? Como assim, casar com a namorada de oito anos? Ele, apenas um jovem de 26 anos, ainda tinha muito pra curtir. Foi então que minha mãe exercitou aquela capacidade que eu admiro tanto. Mandou tomarnocu e decretou que ia casar em um ano. Com ele ou sem ele. Terminaram, ela ficou noiva de outro, mandou convite pra festinha de noivado pro meu pai e tudo. Se duvidar, mandou fazer um bolo com aquelas fontes de guaraná. Um dia, meu pai ligou pra ela, marcaram um almoço pra se ver. Quando ela voltou pra casa, já tinha comprado geladeira e fogão com meu pai. Voltou e foi terminar com o noivo. Não com o noivo que era meu pai, com o outro noivo, o legítimo. Eles se casaram em seis meses. Minha mãe e meu pai, claro, né?

Minha mãe merecia casar com um vestido de ferro, hein?

Outro dia eu tava vendo um programa feminino, porque, gente, eu não tenho mesmo mais nada pra fazer. Se tivesse, faria. Ou não, porque perder tempo é o que eu faço melhor na minha vida. Pensando bem, eu nem considero passar a manhã me perguntando por que a Olga Bon.giovani não penteia o cabelo uma perda de tempo.

Mas o caso é que tinha uma moça entrevistando, e ela tinha uma dicção muito ruim mesmo, mas a gente entende, afinal, ela é casada com o dono da emissora. Isso foi veneno puro da minha parte, porque o casamento dela não tem nada a ver com a história.

A moça tava entrevistando um homem que fazia vestidos de noiva. O grande feito dele era fazer vestidos de noiva de ferro. Porque tudo que uma noiva quer é casar de armadura. O sonho de infância completo: um noivo de fraque alugado meio surradinho, aquele buquê de rosas com as bordinhas queimadas, porque alguém esqueceu de manter na geladeira, e um vestido feito de ferro. Enfim, ele fazia vestidos de ferro, ia trançando uns fiozinhos de ferro até fazer um corpete de malha de ferro. Um bom gosto assim... inexistente.

A melhor parte foi quando ele explicou por que resolveu fazer vestidos de noiva feitos de malha de ferro. Gente, ele disse assim:
-A malha de ferro representa as artimanhas que as mulheres fazem para casar. Elas vão armando a teia, até que conseguem prender um homem.

hahahaha, que sorte a sua ser gay, hein, amigo? Senão nunca mais via mulher na vida.
Ou via, né? Do jeito que a gente é burra...

Cara, chove, venta a 398 km/h, mas não faz frio o bastante pra eu estrear meu blazer de veludo.

É castigo por eu não ter terminado de pagar ainda?

Bullshit Button.

É TUDO que eu quero na minha vida!

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Hoje eu fiz uma amiguinha na auto-escola! Minha mãe está explodindo de orgulho.
A gente ficou lá falando sobre como é impossível colocar um carro na vaga em 4 minutos ou 3 tentativas.

Adoro gente que se autodeprecia.
...
A professora disse que nossa prova prática não é em Nova Iguaçu, é em Queimados. Eu não tenho nem noção se Queimados é longe ou não, mas acho que é meio longe.

O amiguinho pergunta:
-A gente vai levar o carro?

Oh, mas é claro! E depois de pegar a Dutra pra chegar até Queimados, não precisa nem fazer a prova, já ganha a permissão direto.

Gente, pensa, pensa antes de falar!

Falando em sonhos com piscina, lembrei que outro dia eu sonhei que tava num lago artificial com o meu ex-marido, que era o Christian Troy. Eu já tinha uns 40 e poucos anos e uma filha adolescente, de cabelo de chapinha, que não aparecia no sonho. Mas eu sabia que ela tinha uns 16 anos e cabelo comprido castanho claro.

Eu tava no lago e tinha que mergulhar pra me salvar, porque meu ex-marido queria passar com o jet ski em cima de mim, pra me matar.

Mas quem se importa com essa parte do sonho ou com aquela em que eu tive que dar vários chutes em mulheres vestidas de preto que faziam parte da máfia russa? Quem se importa, né? Eu sonhei que já tinha ficado com o Christian Troy! Tô dormindo, mas não sou burra, não!

Não existe inconsciente mais amigo do que o meu, hein?



I have dreams of orca whales and owls
but I wake up in fear
you will never be my, you will never be my dear
will never be my dear, dear friend

Sonhei que eu nadava com uma baleia orca numa piscina. Depois ela morreu e eu descobri que era uma daquelas bóias. Alguém tinha aberto a bóia e deixado todo o ar sair.

Aí eu ficava pensando. Quem abriu a minha bóia? Quem deixou o ar sair? Por que eu não percebi a tempo? Por que eu não consegui encher a minha bóia de novo?

E fiquei com saudade da minha bóia de baleia... E triste por ela ter perdido o que tinha dentro.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Hoje eu achei o hambúrguer de soja da Sadia, e comprei duas caixas só pra garantir.
Tive a última aula de primeiros socorros e faltam só sete dias pra terminar a parte teórica.
Comi batata frita e tomei coca-cola. Porque com dois quilos a menos, eu acho que posso.
Meu cabelo tá liiindo (Cíntia, eu não penteio desde ontem).
Meu suéter listrado apareceu no horário nobre da tv só pra vocês verem e concordarem comigo que uma pessoa que usa um suéter listrado não merece ter uma oferta de amizade rejeitada por alguém que não sabe escolher sapatos.
Tomei uma decisão difííícil, que eu acho que vai me fazer muito bem.
Hannah ainda está cheirosa do banho que tomou na segunda-feira.

Acho que o dia foi bom, hein?

Tô aqui, me preparando pra ir trabalhar e escuto TCHIBUM!

Sério que meus vizinhos têm que se jogar na piscina bem na hora em que eu tô calçando meus sapatos?

Eu não sei se acertei na onomatopéia pra mergulho na piscina. Mas me lembrei na hora da minha mãe, porque ela fala com onomatopéias.

Tipo assim:
-Aí eu fui lá e ZAP!, liguei a televisão.
-Eu virei meu pé e caí POFT! no chão!
-Ela pegou o carro VRUUUM pra me dar carona.
-Eu abri a porta NHEC e entrei.
-Morreu com um tiro. PÁ!
-No último dia tem a procissão com cavalos, POCOTÓ, POCOTÓ.

"A banda Los Hermanos comunica a decisão de entrar em recesso por tempo indeterminado."

*chora*

"Por conta dessa decisão, mesmo após o término da turnê do "4", resolvemos fazer duas únicas apresentações no Rio de Janeiro, na Fundição Progresso nos dias 8 e 9 de junho. Até lá."


Até lá!


vai estar cheio. vai ter aqueles fãs sujos. a fundição é fundo do poço. mas, né?

terça-feira, 24 de abril de 2007

Hoje eu não vou falar mal da auto-escola. A aula de primeiros-socorros finalmente chegou e foi a primeira vez em semanas que eu dei risadas com desconhecidos. Sem estar rindo, necessariamente, deles.

Amiguinha faz um comentário:
-Eram sete pessoas da minha família se afogando, eles ficavam com as mãos pra cima. Eu batia palmas, achei que estavam comemorando.

Da série "aprendi com a vida":

Coisas que eu já fiz e nunca mais vou fazer:

Eu prometo que nuncanuncanunca mais, enquanto estiver dentro de um visual super pensado do tipo "um dia no clube", com direito a suéter listrado, tentarei fazer amizade com alguém usando uma blusa de lycra mais justa do que o necessário azul piscina com bolinhas brancas, de um ombro só com lacinho no ombro em questão.

Nada vale o sacrifício.

You're the reason why I still believe in soulmates.
And why I believe there's no such thing as enough shoes.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

-Mãe, cheira aqui o meu cabelo.
-Por quê?
-Cheira aqui, mãe! Usei uma máscara de hidratação e agora meu cabelo tá com cheiro de macumba.
-Não, tá com cheirinho de chiclete.
-Só se você mascar defumador, mãe!
-Não, tá maluca. O cheiro tá bom, é de chiclete.
...
-Pai, cheira aqui o meu cabelo e me diz que cheiro é esse.
-Cheiro de creme de cabelo.
-Não, pai! É cheiro de defumador.
-Não, é cheiro de... como é o nome daquele creme? Aquele amarelo... Seu cabelo tá com cheiro de... Neutrox, é isso! Neutrox.
...
E o que é pior?

-RENATA, IDENTIDADE!

Eu achei que era a polícia. Mas era só meu pai me acordando e pedindo a minha identidade, pra preencher algum formulário do plano de saúde.

Da forma mais fofa que ele encontrou.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Cheguei ao trabalho hoje e tinha um bebê. A moça da faxina tava segurando um bebê. Aí fiquei em pânico. Eu pensei "aimeudeus, agora vão querer que eu ensine Inglês pra bebês e eu só vou poder usar cor pastel de hoje em diante!", mas logo me disseram que o bebê era do garoto que trabalha lá.

E ficaram esperando que eu fizesse alguma coisa do tipo interagir com o bebê, ou pedir pra pegar no colo, morder as pernas gorduchas até arrancar um pedacinho, não sei. Eu fiquei na minha, um pouco encarando o chão, um pouco encarando o teto. Mas isso não adiantou muito. Eles continuavam esperando alguma coisa de mim.

Eu disse "Bebê!"

E continuaram me olhando.

Eu repeti "Bebêêê!"

E continuaram me olhando.

Eu repeti "Bebê!"

Eles falaram quase juntos "Bebê!"

Quer dizer, não é preciso ter um comportamento socialmente aceitável. Você pode se sentir deslocado e não saber o que fazer ou onde pôr as mãos. É só dizer três vezes qualquer coisa e esperar que as pessoas adotem o mesmo comportamento.

Não é preciso ser normal, gente! O segredo é fazer o resto do mundo ser anormal também!

Na auto-escola:

-Mas, professor, se eu atropelar uma criança e as pessoas quiserem me linchar, eu tenho que socorrer a vítima?

O amiguinho quer estar preparado pra tudo mesmo...

Ontem a aula da auto-escola foi mais legal. Eu tive o prazer de ter meus olhos atraídos para o cabelo mais sujo que eu já vi na vida.

Gente, só um toque, é melhor ter cabelo limpo do que cabelo liso. A chapinha não dura uma semana, que coisa imunda.

Eu fiquei lá, não conseguia olhar pra nenhum outro lugar. Embora a moça do meu lado direito estivesse usando sandálias lindas. Dei umas olhadas. Acho que ela tem potencial pra ser minha amiga, a bolsa era bem bonita também.

Mas era do meu lado esquerdo que estava a grande atração. O cabelo não via água há umas duas semanas. Assim que eu vi, pensei "nossa, quanto gel, que horror", mas era sujeira mesmo, olha que sorte a minha de olhar pra uma coisa dessas.

terça-feira, 17 de abril de 2007

Hoje eu caí. Tombão na rua. Não vou dizer o que aconteceu com meu dedão do pé esquerdo, porque eu sou essa pessoa fofa, não quero arruinar a vida de ninguém com uma imagem mental horrorosa e desnecessária.

Caí. E só queria dizer: que morram vocês, pessoas que fazem calçadas inclinadas. Ai, que morram não, porque eu sou essa pessoa fofa e não quero desejar o mal. Ontem mesmo a minha mãe me disse num minuto de sabedoria que "o que é do mal não permanece", ou prevalece, já não me lembro. Mas, assim, guardei pra vida. Então nada do mal. Desejo apenas que vocês levem tombões em suas calçadas irregulares e inclinadas.

Porque eu já faço muito andando ereta, já faço muito em andar quase em linha reta. Querer que eu me equilibre com um pé numa altura e o outro pé em outra altura é demais. Não dá. Caio mesmo e a culpa é sua.

Nessas horas eu queria ser uma jaca, só pra me espatifar e sujar a calçada.

O professor disse assim na sala "Gente, então a lei proíbe que vocês dirijam sob influência de substâncias ilícitas."

E eu tenho que morder a minha língua três vezes pra não perguntar "mas, professorrr, não posso fumar nem unzinho?". Algo deve ser feito pra animar a aula. As pessoas estão mortas e ainda não caíram.

Ninguém fala, mas de repente todo mundo é muito carente e quer conversar. Gente, eu tive terapia hoje mesmo, tô de boa de abrir meu coração. Mas nem todo mundo pensa assim, né? E quando você se dá conta tá ouvindo uma história sobre um marido que bateu no carro de um bombeiro. E nessa hora eu quero até levantar e falar "gente, aí a minha amiga tava dirigindo e o cara fez um sinal de que ia atirar nela por alguma coisa lá, que eu não lembro o que era, porque eu não dirijo e ela me explicou, mas eu não me lembro, porque além de tudo eu tô com uma memória de borboleta. aí ela parou o carro e falou 'vem, atira, atira se for homem', e ele foi embora e essa é a minha história, quero dizer, a da minha amiga. mas em breve, se são cristóvão me permitir, eu vou ter uma dessas pra contar. fim."

Amiguinhos da auto-escola, vamos fazer assim: vamos entrar num estado meditativo durante a aula, não vamos falar nada, vamos deixar que o professor leia a apostilinha e enquanto isso vamos fantasiar com uma praia linda ou com o Matt Damon, o que vocês preferirem, podem escolher. Vamos fazer isso, amiguinhos, porque é isso que gente normal faz. E se a gente não é normal, tudo bem, acontece, mas a obrigação é sempre fingir que é.

Eu tava contando pra minha mãe do inferno na Terra que é a aula teórica da auto-escola.

-Ah, mas você não fez amigos?
-Não, mãe. Não sou amiga de gente feia e eu sou a pessoa mais bonita de lá.
-Ah, mas por que você não ficou zoando então?
-...
-Se fosse eu ia zoar.
-Mãe, o que é isso? Que conversa é essa? Que vocabulário é esse?
-Acho que vou fazer aula com você só pra gente zoar.
-Por favorrrrr.................

Isso num dia em que meu pai foi me buscar com uma blusa onde estava escrito "Minha mãe diz pra eu parar de beber cerveja, mas eu não paro." ou alguma coisa do tipo. Sei que a primeira parte da frase era essa, o resto eu inventei.

Quer dizer, querem que eu acredite em genética, mas não dá, não.

Então, todos ficaram me animando pra fazer auto-escola e tirar a carteira. Mas ninguém me avisou que as aulas teóricas eram a coisa MAIS CHATA DO MUNDO! Né?

Eu fui lá, de caderno rosinha, cabelo arrumado e mascando chiclete, pronta pra fazer amigos e aprender tudo sobre trânsito. Eu, a tábula rasa. Pronta pra absorver o conhecimento como uma esponja.

Mas eu cheguei lá e era tudo muito chato, o professor ficou lendo e fazendo umas piadas sem graça. E eu só consegui rir internamente do que não devia rir.

E ainda sentei perto de um garoto com DDA, que não parava quieto!

Hoje eu vou, mas vou sentar lá no fundão e jogar bolinhas de papel no professor...

segunda-feira, 16 de abril de 2007

E chegando em casa meu pai pára pra falar com o vizinho e eu tenho que delicadamente me livrar de um contato físico indesejado com um idoso sem camisa, que insiste em me puxar pra um abraço.

E ouço, como sempre:
-Você tem falado com o meu filho?
-Não.
-Mas você tá tão bonita. O fulano tá muito bonito também. Você tem que falar mais com ele.
-Ah.
-Vou falar pra ele te ligar.

Claro, porque eu super quero entrar pra essa família.

Eu sinto que nunca na minha vida vou ter problema com família de namorado. Porque todo mundo me quer como nora. É sério. Isso é uma coisa que eu ouço sempre. De várias pessoas diferentes. Ninguém nota, só de olhar pra mim, que eu sou uma pessoa desequilibrada, então todo mundo acha que eu sou super mansa.

É super a minha cara isso. Agradar às famílias e não agradar a quem importa. hehe.

Meu pai vai me buscar na auto-escola, porque a aula termina à noite e tal. E aí eu fico sabendo de todas as fofocas. Mas todas. De lá pra cá (uns 15 minutos), eu fiquei sabendo que alguém morreu, alguém infartou e outro alguém saiu de um coma de três meses.

-Mataram o fulano.
-Meudeus! Como? Foi tiro?
-Foi.
-Aimeudeus, que horror!
-Deve ter sido tiro.
-¬¬

Pode ter sido tiro, facada, paulada, estrangulamento, envenenamento, tanta coisa. Por que confirmar quando não tem certeza? É só pra me irritarrr!

hahahaha. Lembrei agora que quando eu e meu irmão éramos crianças, a gente brincava de luta de espadas com os espetos de churrasco do meu pai.

Como nós ainda temos os dois olhos é mesmo um mistério.


tô meio de mau humor, porque lembrei que se for de lentes à aula da auto-escola não enxergo nada da apostila, porque com as lentes eu não enxergo de perto. tenho que ir de óculos. ah, droga. meus novos amiguinhos vão me odiar e me chamar de quatro-olhos. :/

Já tava quase pronta pra sair. Tenho que trocar de roupa.

Da série "Não basta se alimentar mal, é preciso sujar o vestido com mostarda escura".

Eu devo ter atingido o fundo do poço. Sem nem notar. Eu tô aqui, com meus planinhos, aprendendo a dirigir, pensando em voltar a estudar, cuidando do meu cabelo (porque não é porque o coração tá partido que meus fios também têm que estar), querendo ser loira. Quer dizer, eu tô aqui achando que tô reagindo. Tô aqui me dando parabéns todo dia por levantar da cama e ainda ter paciência de me maquiar e escolher sapato.

E aí o que acontece? Alguém me avisa que eu tô no fundo do poço. E eu ganho um livro. De auto-ajuda. Chamado "Enquanto o amor não vem".

Como bem disse a Marcela: por que não um vale-cabeleireiro?

E não é? Por que não uma roupa nova? Por que não um vale-massagem? Por que não aquele blush Mac que eu queria tanto? Por que não uma bigorna na minha cabeça de uma vez? Hein?

quinta-feira, 12 de abril de 2007

it's time to let go of everything we used to know

Mais um dia! Mais um dia da minha vida que eu vou passar chorando e dizendo "acaboooou". Eu não merecia isso. É tão difícil dizer adeus. Como seguir com a vida sem um drama adolescente?

Tantos anos juntos, e ele nunca disse o que eu queria ouvir.

-Você, Renata. Eu quero você.

A última música do espisódio, pra acompanhar o post: Life is a Song, Patrick Park.
Pra quem sentir saudade: Music from the OC.

É difícil ser eu. Quer dizer, por um lado é fácil, porque você pode acordar praticamente a qualquer hora e comprar sapatos sem se preocupar em pagar o cartão, porque essa é uma questão que você já abstraiu da sua vida. Quer dizer, da minha. Mas no caso de você ser eu, seria a sua.

Então você vai lá e compra mais 3 temporadas de Sex and the City, porque não era justo ter apenas as duas primeiras. Você aproveita uma promoção, usa um cupom de desconto e compra. E quando elas chegam, você se dá conta de que as capas são de uma coleção diferente das temporadas que você tinha.

Essas três combinam direitinho. As outras duas, não. Como você faz? Como você vai colocar na estante, lado a lado uma da outra? Você pensa até em substituir as temporadas que você já tinha por temporadas dessa coleção nova. Mas você pára e pensa que é meio maluquice.

Mas como viver? Como viver tendo duas temporadas de uma coleção, três temporadas de outra e ainda não ter a última?

Só é possível viver atormentada.

Assim que eu chego em casa, a primeira coisa que eu faço é deixar a minha bolsa na cama e ir pro banheiro, no fim do corredor, pra tirar as lentes e a maquiagem.

Quando meu irmão tá no quarto dele, que fica antes do banheiro, eu falo com ele. Todo dia é a mesma coisa.

Ontem eu cheguei, deixei a bolsa na minha cama, fui em direção ao banheiro, passei pelo quarto do meu irmão e falei com ele.
-Oi, animal.

Aí ouvi de volta:
-Quem? O Rafael ou eu?

E só aí me toquei que ele tava com amigos no quarto, jogando video-game.

Hehe. Foi mal.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

-Mãe, você também devia fazer terapia. Todo mundo devia, né?
-Ah, não. Eu vou chegar lá e ela vai me mandar direto pro psiquiatra. "Minha senhora, seu problema está fora do meu alcance. Vou te indicar este psiquiatra aqui..."
-hahahahaha. E quando você chegar no psiquiatra, ele vai logo dizer "Rutinha, veste essa blusinha aqui, ó. Isso, cruza os braços assim. Agora eu vou te encaminhar para um lugar muito bonito, uma clínica onde você vai poder tomar solzinho todos os dias..."
-hahahahaha.
-hahahahaha.
-Não fala assim com a sua mãe.

CoisagostosadeTata!

Entre os meus planos eu incluí aprender a jogar pôquer.

Porque tanto azar no amor só pode significar muita sorte no jogo.

Preparem-se para perder tudo pra mim. haha.

Olha isso! Olha isso! Eu tava assistindo a um episódio de Sex and the City que eu nunca tinha visto inteiro, Boy, Girl, Boy, Girl, e olha o que a Miranda diz, respondendo a uma pergunta da Carrie:

Carrie: When did this happen? When did the sexes get all confused?
Miranda: Somewhere between Gen X and Y. They blended and made XY.

Tá vendo? Não é a minha opinião, é Miranda Hobbes falando! Ninguém pode negar. O problema começa mesmo quando X se junta a Y. O X sozinho tá muito bem, não tem grandes problemas na vida. O X sabe reconhecer o que sente e sabe ter cuidado com o sentimento alheio, o X é honesto. Então, chega o Y. E o que ele faz? Bagunça tudo. Fica confuso, é irresponsável, magoa pro resto da vida.

Y, vai procurar uma terapia, cara! Sério, pelo bem da humanidade...

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Eu começo na segunda!

O melhor foi quando eu dei minha carteira de identidade pra moça preencher o contrato.
-Renata, eu tô vendo a sua identidade... você tem 24 anos?
-Tenho.

Aí eu já pensei que ela ia dizer que aquele preço era apenas para adolescentes, que adultos pagavam mais, porque tinham que pagar uma multa por ter esperado tanto tempo pra aprender a dirigir, ou alguma coisa assim. Sei lá, né? O mundo todo é maluco, eu vivo preparada pra maluquice. Mas ela disse:
-Nossa. Eu nunca ia imaginar. Achei que você tivesse no máximo 20.

Ahhh, amei! Vou levar um bombom pra ela todo dia!

Meu irmão voltou de um encontro de estudantes ontem. Reclamando da comida.

-Tata, eu tive que ir a um restaurante procurar feijão. O feijão do encontro era horrível, eu não consegui comer. Aí parecia que eu ia cair morto por falta de ferro.

hahaha.

Tristeza cansa. Eu, pelo menos, fico exausta de chorar e sofrer.

Eu vou fazer um desvio do que eu ia falar e explicar: eu já disse que fui criada com novela. Isso torna sofrer uma tarefa muito difícil. Porque eu me lembro de quando era criança e via novela com a minha mãe, e as atrizes lá, se desmanchando em lágrimas e minha mãe "nossa, mas olha como ela chora feio. cruz-credo. ah, aquela ali chora bonitinho, olha como ela fica bonita chorando." Desde essa época, há dois tipos de mulher pra mim: as que choram bonito e as que choram feio. Minha mãe chora lindo, a pontinha do nariz fica vermelha, ela chora de boca fechada, uma fofa. Eu choro feio. São litros e litros de lágrimas, o rosto todo fica vermelho e inchado e eu choro de boca aberta, fazendo "ahahhhhhhhhhh". E aí, eu, que estou no time das que choram feio, além de chorar, me esforço pra chorar bonito, e isso é uma coisa que me consome muita energia.

Por isso, chorar me deixa exausta. Que trabalho que dá, você tem que andar com o pó compacto, pra correr no banheiro e retocar a maquiagem. E aquele rosto todo inchado não tem como desinchar. Vou falar o quê? Me dá uma bolsa de gelo, porque meu rosto inchou? Não dá.

Então, eu tenho que tirar uma folga da tristeza. Já levei a Hannah pra passear, já tomei um suco de abacaxi, que é uma bebida super feliz, e comecei a pensar em tudo que eu quero fazer da minha vida.

Balé, por exemplo. Eu já falei algumas vezes, não me lembro se neste blog, que meu sonho de infância é fazer balé. Todas as minhas amigas faziam, e minha mãe não tinha tempo pra me levar, as escolas de dança não eram perto aqui de casa e era longe pra minha avó me levar a pé, ela não dirige. Então eu nunca fiz balé, mas sempre quis fazer. Porque eu sou este estabano em pessoa, e meu sonho é ser delicada e andar nas pontas dos pés. Hoje eu já liguei pra algumas academias de dança, procurando por turmas iniciantes de adultos. E elas existem! Eu não vou ter que fazer como aquela menina que a minha tia conhece, que resolveu fazer balé depois de adulta e acabou entrando numa turma de meninas de 10 anos. E se apresentou no fim do ano com as crianças e tudo. Não, eu posso aprender balé com outras estabanadas da minha idade!

Liguei, pedi informação, mas também não quero fazer mil coisas ao mesmo tempo. Então vou adiar por uns meses.

Agora-agora o que eu vou fazer é mesmo a auto-escola. Já tô saindo pra fazer a matrícula.
Estou 2 kg mais magra, o céu está azul, com muitas nuvens no céu, e eu estou de saia. :)


eu acho até meio desnecessário explicar, mas eu adoro coisas desnecessárias: eu sei a diferença entre depressão e tristeza. e sei que depressão é uma doença e que é impossível você tirar folga dela. não quero parecer uma idiota-feliz que acha que alguém vive triste porque quer. porque me irrita muito quando alguém trata a depressão como uma tristeza que a pessoa não se esforça pra parar de sentir. eu não tenho depressão, mas eu conheço pessoas que tiveram ou têm e eu sei que é real.

sábado, 7 de abril de 2007

A família inteira sofre, pelo visto.

Meu pai está ouvindo fado.

Minha vizinha tem um galo. Eu não sei explicar por que, mas ela tem um galo. Eu não sei, de verdade, por que alguém teria um galo numa área urbana, mas a minha vizinha tem um.

O que eu sei é que o galo canta às 2 horas.
Depois às 3.
Depois às 4.
Depois às 4:30.
Depois às 5.
Depois às 5:30.
Depois às 6.

E depois eu começo a cochilar e acho que o galo também, porque eu não ouço mais.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

O Superbonita desta semana é sobre chocolate. O programa abriu com aquela cena inicial de Forrest Gump, quando ele tá sentado numa parada de ônibus, uma moça chega e ele oferece bombons, dizendo "minha mãe dizia que a vida é como uma caixa de bombons. você nunca sabe o que vai morder."

Mamãe Gump super sabe das coisas, né?

Eu tô aqui, na fase "droooga, mordi um de banana!"

The cute Knut

Pra esquecer a amargura, um pouco de fofice. Knut, o ursinho polar.

ahá, achou que eu ia rimar amargura com fofura, né?

Eu tava falando com a Cíntia que o problema deve estar no cromossomo Y. Cara, se eu fosse presidente do mundo: parem todas as pesquisas agooora! todo mundo agora vai pesquisar qual é a anomalia que faz o portador do cromossomo Y ser tão incapaz emocionalmente! E, mais importante: tratem de descobrir um tratamento!

E aí finalmente a gente ia conseguir viver em paz. Mas, enfim, tava falando isso com a Cíntia, e falei que todos eram portadores dessa anomalia, menos meu irmão, que meu irmão era legal. Ela bem que disse "sei não, hein?"

E, gente, meu irmão foi viajar, né? Assim que chegou no destino dele, ligou dizendo que tinha esquecido de levar calça e casaco. A pessoa fez uma mala e não colocou nem calça nem casaco! Nem unzinho de cada!

Tipo, alguém conhece uma mulher (cromossomos XX, sem Y, prestem atenção) que tenha esquecido coisas essenciais como calça e casaco ao fazer uma mala?

Cientistas do mundo todo, ouçam o que eu digo. Consertem o cromossomo Y e recebam toda a gratidão das XX.

Sonhei que tava querendo atravessar a rua e o Marcelo Serrado passava e piscava pra mim. ;)
Marcelô, vai ter que esperar, cara.

Meu plano B sempre foi o Selton Mello.
Selton, eu preciso de um tempinho pra ficar em pé de novo, mas me esperaaa!

quarta-feira, 4 de abril de 2007

A gente sempre sabe que tem amigos. Mas é só quando tudo dá errado pra você que você tem certeza disso.

Eu não sei se choro porque deu tudo errado, ou se choro comovida com as amigas que eu tenho. Te juro que eu tô na dúvida.

:*

Pra completar, tava saindo da casa da minha avó e a gente parou na casa da vizinha dela, onde a mãe biológica da Hannah mora. Digo mãe biológica porque a mãe adotiva é a minha mãe, que acolheu a Hannah com todo o amor de uma mãe.

Enfim, a gente foi lá, não pra Hannah falar com a mãe biológica, porque a mãe da Hannah odeia ela, porque ela tem muito ciúme da Hannah com as donas dela. Então a Hannah tava lá, brincando com as meninas da casa e de repente as três cachorras se soltaram e vieram pra cima da Hannuca.

Quer dizer, meu dia terminou comigo salvando a Hannah de uma poodle, uma cocker e uma labrador. Eu, eu, eu. Eu tentei segurar uma labrador que deve pesar quase a mesma coisa que eu e com certeza tem mais força do que eu. Porque a Hannuca é uma medrosa, ela não sabe brigar e morre de medo de cachorro. Então eu, eu, eu. Eu tive que me jogar na frente da labrador.

Um ataque de cachorros, era só disso que eu precisava na minha vida.

Chegando no trabalho.

-Mas, Renaaaaaaaata, que olhos vermelhos! Alguém morreu?
-Não, eu fumei um antes de vir pra cá.

Mas só pensei. De verdade mesmo eu disse:

-Ah, hum... tô com uma crise de alergia.

Hoje eu acordei e fui desenformar os bolos. São pro aniversário da minha avó paterna.
O de chocolate se despedaçou e eu fiquei ali catando os farelinhos no balcão.
Tive que fazer outro.

Mais tarde, foi meu coração (olha o nome do blog, eu aviso de cara que minha vida é cheia de clichês).
Eu comecei a catar os pedacinhos, mas tô tão cansada, que vou deixar pra outra hora.

Eu sinto tanta falta da minha Miranda...

Acordei cedo só pra fazer paçoca.
Essa pastinha de amendoim que fica na máquina é ainda mais gostosa do que a paçoca. Aproveitei e comi uma colherada toda vez que meu pai parava pra limpar a máquina.

Ela foi junto pra fazer companhia e aproveitar o solzinho. E comer erva cidreira no quintal da vovó, claro.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Mas vou dizer que não sei, não seeei como fui capaz de me concentrar e fazer risoto* + bolo branco + bolo de chocolate.

Tinha acabado de sair do trabalho, olhei pra cima. Por quê? Por quê? Como apagar da minha memória a visão daquele senhor de cueca vermelha? Como?

Eu não digo que gente de apartamento tem complexo de gente de casa? Eles acham que varanda é quintal.

Senhorrr, eu vejo tudo daqui da rua. Não queria, mas vejo. Vista uma roupa, por favorrr!

Só não arranquei meus olhos ali mesmo, na calçada, porque lembrei que estava de lente e as lentes são caras. Iam se soltar dos globos oculares, parar numa poça d'água e, pronto, menos algumas centenas de reais na minha conta.


*Este risoto, gente, da Patricia. Gaaah, fiz ontem, hoje repeti a receita dobrada, porque o risco de comerem tudo e eu ficar sem risoto era grande!

Eu sou bem metida. Convencida mesmo com algumas coisas que eu acho que faço bem. É um defeito que eu reconheço.

E eu acho que faço bem bolos. Eu pelo menos sempre gosto dos bolos que eu faço. O que me fez anunciar que ninguém mais faz bolo na família a não ser eu. Porque, gente, já tive que comer cada gororoba em forma de bolo, que prefiro virar a noite entre batedeira e forno.

-Não vai dar trabalho?
-Não! Muito mais trabalho eu tenho pra digerir o seu bolo!

Mas só penso, né?

Alanis Morissette canta My Humps

hahahahaha.
Acabei de ver no blog Poltrona.tv

Fergie tem que ver e queimar aquela saia de cetim me-do-nha.

Tudo acontece de errado, mas eu tenho sempre uma coisa, uma coisa só, que me mantém a esperança de que alguma coisa ainda vai dar certo. Meu teclado.

Meu teclado, meu amigo mais fiel, meu companheiro há 9 anos. As letras A e N já estão sem perninhas, mas ele resiste nessa missão de manter a minha fé na humanidade, no mundo em geral e nas sandálias que arrancam meus dedos.

Mas hoje, meu teclado querido, sobre quem eu já derramei tantas lágrimas e coca-cola, falhou. E eu levei alguns minutos até perceber que o teclado não tava funcionando. Vê que eu fiquei digitando pro nada, enquanto via televisão. Quando olhei pra tela, tava em branco. Saí e fui até o quarto do meu irmão dar a notícia.

Olhei pro teclado, tão apagadinho, e reiniciei o computador. Ele renasceu. Meu irmão disse pra eu comprar logo outro teclado e deixar como reserva, pro caso desse aqui partir para o seu descanso merecido. Mas eu não seria capaz. Imagina que terrível pra ele, ser a fênix dos teclados, renascer das cinzas por mim, enquanto no armário tem um teclado novinho esperando ele morrer.

Eu sou fiel.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Eu só quero relaxar depois de um dia* de trabalho. Então recebo uma foto da minha tia que tá lá na Bahia. Direto pro meu celular: minha tia de trancinhas.

Alguém toma conta da minha tia, gente!
Cadê meu primo que permite isso?
Tia, eu tava brincando quando pedi um berimbau, hein!
Não se envolva tanto!


*hehehe. um dia de trabalho é um exagero falando da minha rotina, claro.

Que dorrr!

No caminho pra casa eu tinha que fazer pequenas paradas pra me certificar que meus dedos ainda estavam presos aos pés.

Sandália ingrata. Eu tiro da caixa, num gesto de bondade, pensando "coitadinha de você. há meses não sai de casa, vamos dar uma voltinha." E é assim que ela me paga, causando dor. E só sentindo dor é que eu lembro por que ela tem que ficar abandonada numa caixa.

Sandália do mal.

Este bolo tá no meu top 3, que é bem simples: bolo de cenoura, bolo de chocolate e bolo de limão.
3 ovos
3/4 de xícara de leite
1/4 de xícara de suco de limão
1 xícara de óleo
2 xícaras de açúcar
2 xícaras de farinha de trigo
raspas da casca de 1 limão
1 pitada de sal
1 colher de sopa de fermento em pó

Coloque na batedeira o açúcar com os ovos. Bata bem e acrescente o óleo. Junte o suco do limão, a farinha intercalada com o leite, a raspa do limão, o sal e por último o fermento.
Asse em tabuleiro untado e enfarinhado

Cobertura:
1/2 lata de leite condensado
1/2 vidro de leite de coco
raspas e suco de 1/2 limão

Misture aos poucos o leite condensado com o limão e depois junte o leite de coco e as raspas de limão e espalhe sobre o bolo.

Eu só levo na cabeça.

domingo, 1 de abril de 2007

Minha mãe vem falando bem baixinho:

-Tata, guardei um pedaço de pudim pra você e pro seu irmão. Tá num pote de tampa azul, na segunda gaveta da geladeira, bem no fundo. Come e só depois avisa ao seu irmão, se não, já viu, ele come tudo e você fica sem...

Durante o mês de março inteiro eu fiz muitas traduções e passei o mês achando que estava ficando cega. Eu acordava de manhã, vinha pro computador e não enxergava direito. Eu não enxergo muito bem de manhã mesmo, mas quando eu resolvia trabalhar à noite era a mesma coisa.

Entreguei os últimos trabalhos na semana passada e de lá pra cá minha visão está perfeita.

Quer dizer, meus olhos, como o resto do corpo, não são lá muito chegados a trabalho...