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sábado, 29 de novembro de 2008

Sabe aquelas pessoas que gritam "maconha!" depois do verso "é proibido fumar"? São as mesmas que gritam "é a porra do Brasil" depois de "que país é este?" e "em cima do muro embaixo da escada" depois de "fazer amor de madrugada."

Sabe essas pessoas? Quem são?

Todas têm 13 anos de idade? Por que elas saem de casa?

segunda-feira, 23 de julho de 2007

A enorme culpa que eu sinto em relação a pessoas que têm trabalhos ruins me faz pegar todos os panfletos que me oferecem na rua. Ainda agradeço.

Mas quando a pessoa me dá dois ou três de uma vez, eu me irrito. Tá me dando três por quê? Eu tenho que distribuir também?

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Amigos estilistas, vamos mesmo investir no formato ovo? É isso mesmo que eu entendi?

Quero ver quando vocês precisarem de um favor meu...

sábado, 9 de junho de 2007

Aqueles microvestidos no Fashion Rio... alguém POR FAVOR me diz que aquele comprimento era só pra passarela e que vão fazer vestidos fofos como os que eu vi em tamanhos normais.

Por favor, não peço muito na minha vida. Eu não peço, por exemplo, que minha mãe aceite quando eu digo que NÃO CABE mais um guarda-roupa no meu quarto. Eu não peço nem que ela entenda que eu tenho direito de chegar em casa e ficar de mau humor porque ela mudou minha cama de lugar, pra provar que cabe um guarda-roupa aqui, e agora eu só tenho uma posição pra ver tevê. Eu não peço que a minha memória funcione a ponto de lembrar de levar TODOS os documentos e comprovantes de pagamento na auto-escola, pra finalmente fazer as aulas práticas. Eu não peço pra acordar um dia e ter o cabelo da Alessandra Negrini, só que mais curto. Eu não peço pra não ser atrapalhada do tipo que deixa meu casaquinho de capuz branco encostar na cera ainda quente.

Eu peço? Não, eu me conformo.

Mas agora eu tô pedindo uma coisa, uma coisa só, que é que os vestidos lindos que eu vi também apareçam num comprimento que eu possa usar sem ter que passar meu tempo livre na academia, e não deitada vendo tevê. Na única posição de ver tevê que me restou...

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Outra coisa que me irrita: gente abrindo e fechando porta pra mim. Não tá vendo que eu tenho as duas mãos? E mesmo se tivesse uma, ainda assim eu seria capaz de abrir e fechar uma porta. A menos que a casa seja sua, claro. Eu não saio pegando na porta dos outros.

Eu sei que a intenção é a melhor possível, mas eu aviso logo pra não fazer. Não gosto, acho que alguma coisa sempre vai dar errado. Tipo no carro, a pessoa fecha a porta e eu acho muito que não vai ver que meu pé ainda tá fora do carro, vai bater a porta com força e quebrar meu tornozelo. Eu já até me imagino me jogando no chão de tanta dor, chorando e até penso qual é o melhor ortopedista pra cuidar da fratura, pra dizer, entre soluços e lágrimas "por favorrr, me leva pra clínica tal."

Odeio também que puxem a cadeira pra mim. Eu tenho força pra puxar uma cadeira. Esses bracinhos finos passam outra impressão, mas eu tenho força pra isso. Carregar um saco de 50 kg de cimento, ok, admito que eu não consigo. Mas pra puxar uma cadeira, pode contar comigo. Também acho que alguma coisa vai dar errado e eu vou cair no chão no meio do restaurante, tipo num programa dos Trapalhões.

Mas, tirando isso, eu sou mulherzinha.

Me irrita demais. Eu passo e o bobão fala "além de tudo, ela é cheirosa." Quero matar. Viro pra trás e reclamo mesmo, ainda chamo de palhaço.

Não quero ninguém cheirando o ar por onde eu passo. Nin-guém.

Não comprei perfume pra te agradar, pessoa que está no botequim às 3 da tarde.

Ai, que abuso.

Que dia grrr.

Fui comprar a bolsa. Tava ficando doente pensando na bolsa. Na hora de pagar, vi que tinha esquecido a carteira. Não tinha um real, não tinha cartão, nada. Minha mãe se ofereceu pra pagar e foi logo perguntando que tipo de pessoa sai de casa sem dinheiro e sem documentos. Eu, né, mãe? Eu! Não aceitei a oferta, me botei de castigo. Bolsa agora, só semana que vem.
Grrr.

Minha pasta no trabalho sumiu. Com trabalhos e provas de alunos, controle de freqüência e essas coisas. Sumiu, ninguém sabe, ninguém viu.
Grrr.

Meu irmão me contou que meu pai tinha ocupado a garagem que vai ser mi-nha com tralhas que ele trouxe da casa da minha avó. Suspeitamos que sejam coisas destinadas ao lixo, que ele recolheu, como um catador.
Grrr.

Minha mãe comprou minibolos de brigadeiro, chocolate com coco, maracujá e limão.
Grrr.

Ouvi "então agora você tá solteirona?" Solteirona não, né? Tô solteira. Não esculhamba.
Grrr.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Era pro YouTube ter colocado um vídeo aqui, mas ele não quis ser amigo.
É um vídeo-desabafo. Me senti enganada indo trabalhar num dia que era pra ser feriado. Era pra ser!

Tem algumas coisas:
1. Eu TENTO, mas não consigo não mexer as mãos tanto assim. É uma doença, ok?
2. Eu sou pateta. Eu nasci assim, eu cresci assim e sou mesmo sim. Vou ser sempre assim pateta, sempre pateta.
3. Isso é pra convencer o mundo de que eu não tenho mesmo nada pra fazer. Porque as pessoas me ligam e perguntam "tá ocupada?" e, não importa quantas vezes eu responda "nunca estou", elas não acreditam, continuam me ligando e perguntando "tá ocupada?". Então, se convençam, por favor. Mesmo porque até quando eu tô ocupada eu digo que não estou. Então, parem de me perguntar "tá ocupada?", porque me irrita.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Os bobocas da semana

O primeiro é o Simon Cowell, jurado do American Idol. Há semanas ele não comenta a atuação de uma das participantes, Hailey Scarnato. Semana passada, quando perguntaram o que ele achou da apresentação dela, ele disse "você tem pernas lindas". Esta semana, a mesma coisa, ele disse "use o mínimo de roupa possível, é a única forma que você tem de permanecer na competição."

A menina, coitada, fica lá, disfarçando o desconforto que um comentário desse tipo provoca. Tinha que mandar tomarnocu ao vivo, aproveitando uma das maiores audiências dos EUA. Se eu fosse ela, perdia a linha total.

O outro é o Latino. Gente, vê essa notícia aqui. Eu já comecei a ler espantada pela manchete. Como assim, 5 mil mulheres quiseram fazer sexo com o Latino? A situação tá tão difícil assim? Perdi a fé num mundo melhor. Eu imagino que pra alguém aceitar manter uma relação sexual com o Latino é porque não há mais esperança. É desistir de viver.

Mas fica pior, olha o que ele tem coragem de dizer:
“Mas isso foram mulheres para dormir. Para namorar é outra coisa”

Espero que as tais 5 mil mulheres vão atrás dele agora com um porrete.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Meu pai vai me buscar na auto-escola, porque a aula termina à noite e tal. E aí eu fico sabendo de todas as fofocas. Mas todas. De lá pra cá (uns 15 minutos), eu fiquei sabendo que alguém morreu, alguém infartou e outro alguém saiu de um coma de três meses.

-Mataram o fulano.
-Meudeus! Como? Foi tiro?
-Foi.
-Aimeudeus, que horror!
-Deve ter sido tiro.
-¬¬

Pode ter sido tiro, facada, paulada, estrangulamento, envenenamento, tanta coisa. Por que confirmar quando não tem certeza? É só pra me irritarrr!

quinta-feira, 12 de abril de 2007

É difícil ser eu. Quer dizer, por um lado é fácil, porque você pode acordar praticamente a qualquer hora e comprar sapatos sem se preocupar em pagar o cartão, porque essa é uma questão que você já abstraiu da sua vida. Quer dizer, da minha. Mas no caso de você ser eu, seria a sua.

Então você vai lá e compra mais 3 temporadas de Sex and the City, porque não era justo ter apenas as duas primeiras. Você aproveita uma promoção, usa um cupom de desconto e compra. E quando elas chegam, você se dá conta de que as capas são de uma coleção diferente das temporadas que você tinha.

Essas três combinam direitinho. As outras duas, não. Como você faz? Como você vai colocar na estante, lado a lado uma da outra? Você pensa até em substituir as temporadas que você já tinha por temporadas dessa coleção nova. Mas você pára e pensa que é meio maluquice.

Mas como viver? Como viver tendo duas temporadas de uma coleção, três temporadas de outra e ainda não ter a última?

Só é possível viver atormentada.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Eu só levo na cabeça.

terça-feira, 27 de março de 2007

Eu não costumo assistir a MTV, mas agora em março o Vh1 tá com o sinal aberto (não faz parte do meu pacote) e eu estou aproveitando pra assistir. O Vh1 é no canal 23 e a MTV no 22, então sempre que eu ponho no guia de programação pra ver o que tá passando no Vh1 acabo vendo o que tá passando na MTV.

Nisso, eu resolvi assistir ao novo programa do Marcos Mion, Mucho Macho. Eu achei que seria só uma coisa boba pra adolescente, mas que horror. QUE HORROR! É uma das piores coisas a que eu já assisti na vida! Num nível assim de programa do Ratinho.

No programa a que assisti, o apresentador mostrava fotos de homens beijando mulheres obesas e também uma anã e se referia a elas como "barangas". Ele tropeçava de tanto rir, dizendo que os homens da foto estavam fazendo caridade.

No mesmo programa, ele levou mulheres quase nuas para a porta do show dos Pet Shop Boys pedir que as pessoas não entrassem para assistir ao show de homossexuais, mas ficassem ali, na porta, vendo mulheres nuas sem pagar nada. Tem noção que o cara é um gênio da falta de respeito, né? Ele ofende todos os segmentos da sociedade que não sejam compostos por homens heterossexuais.

Eu não espero ver programação educativa na MTV, sei que não é a proposta da emissora, mas eu espero, pelo menos, ligar a tv e não ser ofendida desta forma. Não acredito que alguém tenha autorizado esse programa a ir ao ar. Ele só pode estar sendo exibido sem que o diretor de programação esteja sabendo. Um adulto responsável por uma emissora não pode ter autorizado isso.

Não é questão de ser politicamente correto ou não, é questão de respeito. Deboche também tem limite. Rir de alguém que está usando polainas, tudo bem. Mas rir de alguém porque ela não tem o tipo que você deseja não, né? Né?

Sou chiliquenta mesmo, mandei e-mail reclamando. E se eu pudesse retirar a MTV do meu pacote, já teria ligado pra retirar. É claro que eu estaria esperando na linha até agora pra ser atendida pela SKY, mas isso é outra história...

sábado, 10 de março de 2007

Me irrita demais ver gente falando que foi à "cachoeira véu-de-noiva".
Cara, TODA cachoeira se chama véu-de-noiva. TODA. Me irrita ver alguém falando que foi a alguma cachoeira com esse nome, como se fosse alguma coisa muito exclusiva. Dizer "ah, foi super legal. a gente foi pra cachoeira véu-de-noiva" não me diz nada, não tá dando nenhuma informação especial. Pode ter sido qualquer uma. Não é preciso viajar pra ir a uma cachoeira com esse nome. Basta ir a QUALQUER cachoeira.

Até no meu bairro tem uma cachoeira chamada véu-de-noiva. Quer dizer, você foi à cachoeira véu-de-noiva? Grande coisa, eu posso ir lá todo dia. ¬¬

terça-feira, 6 de março de 2007

Eu moro num prédio de esquina, o que faz com que os palhacinhos voltando da escola apertem a campainha aqui de casa e virem a rua andando tranqüilamente, achando que a pessoa vai olhar pela janela e não ver ninguém.

Por isso é uma diversão sair correndo pro outro lado do apartamento só pra falar:
-Ó, se fizer de novo eu vou até a sua casa falar com a sua mãe, hein?

São esses pequenos momentos do meu dia... que me fazem ser uma pessoa cada vez mais rabugenta.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Tava acontecendo essa coisa de eu sair de casa achando que tava bem, me olhar no espelho do banheiro do trabalho e notar que tava menos magra do que tinha achado quando escolhi aquela roupa.

Então hoje eu tomei coragem e consertei a posição do espelho do meu quarto. E tavam lá uns dois quilos a mais. O meu espelho amigo resolveu concordar com o espelho do trabalho.

Hoje morreu um pedacinho de mim.

Hoje minha mãe me acordou às 7 da madrugada pra perguntar o que eu tinha feito com o rolinho que tira bolinhas da roupa.

Cara, o que eu posso ter feito? Tirei do lugar, passei na minha roupa e não levei de volta ao lugar dele. Não é óbvio isso? Não é isso que eu faço?

Então tive que levantar pra pegar o rolinho, que tava na minha mesa. Bem à vista, embaixo de três livros, da bolsa da câmera fotográfica, da minha carteira, do saco de balas de tamarindo e da caixa de bombons.

Às 7 horas eu não quero nada da vida. Só quero que todos vão estudarrr arrrte em Amsterrrdam e morarrr na casa barrrco...

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

irritando Renata

Tem o programa da Fernan.da Young. E nessa temporada tem uma parte em que ela cita coisas e o convidado deve dizer se a coisa irrita "paca, pouco ou picas".

Só sei que eu me irrito PACA, porque eles não acertam. Os convidados não entendem as palavras, falam tudo errado!

E eu fico aqui ouvindo eles dizerem que sei-lá-o-que irrita pacas e aquela-outra-coisa-lá irrita pica.
Amigow, escuta antes de falar! Presta atenção...

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

-Daqui eu estou sentindo o aroma do vinho. O que pode ser bom, pode ser ruim ou pode ser mais ou menos.

Renato Machado, em Menu Confiança

Se não significa nada, ou se pode significar QUALQUER COISA, pra que mencionar?

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

o pior de Páginas da Vida

  • Marta vira a grande vilã depois de brigar com a filha que volta grávida da Europa.
A menina tava lá na Holanda, estudando e tendo tudo pago pela mãe, que sustentava a casa sozinha, aqui no Brasil. A menina fica grávida, não conta pra família, e resolve voltar ao Brasil pra ter os filhos. Sem emprego, sem plano de saúde, sem ter concluído o curso que a mãe pagou. A mãe tem um chilique e todo mundo passa a acreditar que a errada da história é a mãe. Que mãe não ficaria do lado de uma filha grávida? Quem é incapaz de se emocionar com o maravilhoso milagre da vida? O pai bonzinho defende a filha. Ele, que não sustenta nem a si mesmo, acha bonito que ela esteja grávida e dá seu apoio (apenas moral, porque o financeiro sobra pra mãe). A filha é tão boa, mas tão boa, que decide dar nomes de santos aos filhos.
  • Sandra é uma vagabunda. Seduziu o filho do patrão e fez um aborto.
Sandra é a filha da empregada, criada como parte da família. Sem direito à herança, mas parte da família mesmo assim. A família até deu à Sandra o direito de morar dentro do casarão, e não na casinha dos empregados, veja que anjos! Sandra e o filho do patrão resolveram fazer sexo quando eram mais novos. Nada de errado nisso, né? Afinal, pra que serve uma empregada gostosa, se não pra trazer cafezinho e iniciar sexualmente o filho do patrão? O problema é que Sandra é uma vagabunda. Não queria só sexo. Queria namorar, casar. Um absurdo. Quando ela fica grávida, faz um aborto. Que vadia. Fez um aborto aos 18 anos. Com certeza família ficaria mais feliz se ela tivesse exigido se casar com o filho do patrão.
  • Tide é um homem bom para os empregados, uma alma iluminada.
Ele toma seu lanchinho na cozinha. Ele exige que as filhas da empregada estudem. Ele paga escola, faculdade, o que for. Ele dá conselhos pra empregada sobre como criar suas filhas. E, se ela não aceita, ele diz "Deixe ela estudar. Você quer ser demitida? Não? Então, faça o que eu estou dizendo." Ele é tão bom, mas tão bom, que usa a autoridade que tem pra educar os pobres que trabalham pra ele. Não importa se ele faz isso ameaçando uma pessoa de demissão. Os fins justificam os meios. Os empregados não são inteligentes o suficiente pra tomar as próprias decisões. Empregado não precisa ter autonomia intelectual com um patrão bom como esse.
  • Apenas pessoas de coração ruim decidem abortar.
Em Páginas da Vida, ao contrário da vida real, fazer um aborto é uma decisão fácil. Nenhuma personagem sofre com essa decisão. Nanda, a grávida sem lenço nem documento, resolve não abortar e vira praticamente uma santa. O que importa se ela mentiu durante meses pra família? Ela não quis abortar, deve ser um anjo que veio parar por engano aqui. Alice, a noiva megera, anuncia a quem tiver ouvidos para ouvir, que fez um aborto. E não se arrepende. Nenhum sofrimento por ter tomado uma decisão difícil como essa é mostrado. Se Alice fez um aborto e não se arrepende, ela é má. E não merece o Léo, que é bom, apesar de ter abandonado a namorada grávida depois que ela se negou a fazer o aborto que ele queria. Agora ele é bom, aborto nunca mais. Sandra fez um aborto. O patrão descobre. Apesar de não ter nada com isso, ele resolve se meter onde nunca foi chamado. Reúne Jorge, o responsável pela gravidez de Sandra e os pais dela. Conta a eles que Sandra fez um aborto, mesmo isso tendo acontecido quando ela já tinha 18 anos. A história do aborto aconteceu há uns 47 anos, mas o patrão faz Jorge pedir perdão. Não a Sandra, Sandra não tem caráter pra perdoar ninguém. Ele faz Jorge pedir perdão aos pais de Sandra, que também não tinham nada a ver com a história, mas foram parar ali provavelmente por medo de demissão.
  • Simone x Thelminha: a mulher ideal para Jorge.
Jorge conheceu Simone no começo da novela. Os dois perderam contato. Cinco anos depois, eles se reencontraram. Mas o amor continuava lá. Simone é moderna, usa pomada no cabelo curtinho, mora sozinha, não gosta de namorado grudento, acha que eles têm que ir com calma no relacionamento. Jorge está apaixonado, quer casar. Ele acha que Simone é a mulher ideal para ele. Até que Simone resolve sair do Brasil por seis meses a trabalho. Jorge, coitadinho, não agüenta ficar longe de Simone por seis meses. E, mesmo sendo rico, ele nem cogita a possibilidade de namorar à distância por seis meses. Jorge precisa de uma mulher ao lado dele o tempo todo. É quando ele começa a notar Thelminha. Reparou que a Simone é Simone e a Thelma é Thelminha, né? Thelminha é irmã de Sandra, ao contrário da irmã, é a filha boa da empregada. Ela não quer ser parte da família, só quer estudar e trabalhar. Ela passa a servir à família de Tide, mesmo que nunca se tenha mencionado assinar carteira e direitos trabalhistas. De acordo com o que o telespectador sabe, Thelminha é uma escrava. Trabalha em troca de casa e comida. Thelminha sabe cozinhar, mora com os pais e, claro, é virgem. Quando ela se oferece a Jorge, ele recusa. Ela não merece uma desonra desse tipo. Sexo com Thelminha, só depois do casamento. Com Simone, a mulher independente que trabalha, ele achava normal fazer sexo. Com Thelminha, ele precisa de uma bênção do Papa. Simone, a personagem com o cabelo mais legal da novela, vai terminar a novela sozinha, casada com o trabalho. Que atrevimento, preferir investir no trabalho em vez de largar tudo e casar com Jorge. Thelminha também quer estudar e trabalhar, mas não faz disso uma prioridade, então merece Jorge.
  • Olívia, a cheia de virtudes.
Olívia foi traída pelo marido com a artista apoiada por ela. Olívia fica magoada, acusa o marido de ter sido desleal, diz que nunca exigiu fidelidade, só sinceridade e essa coisa toda. Muito equilibrada, muito profissional, continua trabalhando com Tônia, a amante do marido. Quando o romance de Tônia e Sílvio esfria, Olívia até tenta juntar a própria irmã e Sílvio. Então, Olívia conhece Léo, o canalha disfarçado, e resolve lutar com ele pelo direito à guarda do filho que ele rejeitou há anos. Olívia e Léo se apaixonam. Ou só querem se pegar, isso não ficou muito claro. Como a noiva de Léo é uma megera, Olívia não acha que ela mereça lealdade ou qualquer coisa desse tipo. Viaja com Léo sem culpa, porque quer ser feliz e acha que ele merece ser feliz. Alice, a noiva megera, não pode fazer Léo feliz. Afinal, ela já fez um aborto e é fútil. Léo é um coitado e Olívia é sua salvação.
  • Isabel, a amante por acaso.
Isabel conheceu Renato no casamento dele. Ela se apaixona por ele. É um amor platônico, até que ela descobre que ele também quer se pegar com ela. Renato começa a telefonar para Isabel e aparecer na casa dela. Casou obrigado, porque a namorada estava grávida. Renato é profundo, fotografa sofrimento, miséria, fome. A esposa de Renato não é boa o bastante pra ele. Ela é rica, ela é fútil, ela tem um cabelo sempre lindo. Isso dá a Renato o direito de querer ficar com Isabel, mas nunca se separar. Isabel dá corda, atende os telefonemas, se encontra com Renato. Mas acredita mesmo que não é amante dele. Afinal, nunca houve sexo. Traição só existe quando há sexo, né? Dar corda para o marido da mulher que quis se tornar sua amiga não é traição. O errado é apenas ele. Ela nunca fez nada além de conversar e pensar no quanto seria legal se ele se separasse. Ele nunca fez nada além de reforçar que a esposa é uma chata e fútil, ele é um ser profundo, ele e Isabel merecem ficar juntos. Durante anos ele reforçou isso, mas nunca pensou em ser sincero e se separar.