Mostrando postagens com marcador bobagens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bobagens. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Que tipo de pessoa eu sou?

Vou dizer. Sou o tipo de pessoa que quando o menino pergunta "Já viu o filme tal?" responde "Não, nem posso ver. Esse tipo de filme me desconcentra."

esse.tipo.de.filme.me.des.con.cen.tra.

Tá bom? Tá bom, então?

Eu convivo comigo mesma há 27 anos e ainda me surpreendo.

Eu sou o máximo.

e esta semana não tem terapia. tá? tá bom? tá bom, então?

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Como a Raquel, eu não gosto de falar em público. Só que eu lido com isso de uma forma um pouco diferente. Que é falar a primeira bobagem que vem à cabeça, sem pensar.

Daí você só se toca de que tá fazendo papel de maluca quando percebe que acabou de dizer:

-Gente, vou subir aqui no palco porque senão vocês não conseguem ver que meus sapatos são lindos. Se eu ficar aqui em cima vocês conseguem admirá-los.

Daí você não só falou isso como falou na frente dos pais dos seus alunos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Daí que quando você se dá conta, tá no consultório da analista chorando de boca aberta porque não vai ter tempo de almoçar.

-Eu vou ter que comer uma pera! Vou ter que almoçar a pera que eu trouxe pro lanche! Uma pera! Não tenho tempo de almoçar! Aaaahhh! Vou almoçar uma pera! Uma pera!

Tô bem, tô ótima, tô leve. Tô equilibrada.

sábado, 6 de novembro de 2010

-Filha, esqueci de dizer que a CNN ligou pra você.
-A CNN?
-Sim.
-Mãe! A CNN ligou pra mim? COMO ASSIM? POR QUÊ?
-Ah, não sei por quê. Vão ligar mais tarde.

Ai, mas é óbvio, nem preciso dizer que eu já tava achando que tinham descoberto meu talento pra alguma coisa, sei lá, qualquer coisa, e queriam me entrevistar pra eu contar ao mundo como sou essa pessoa maravilhosa, que trabalha, estuda, flerta e ainda tem tempo de coordenar estampas. Será que queriam saber como meu batom continua intacto mesmo num dia terrível? Como se come de palitinhos? Como se pratica o flerte múltiplo? Como ficar parada vendo o tempo passar? Meudeus, sobre qual dos meus talentos a CNN queria falar?

-Mãe! Mas o que CNN quer comigo? Por que me ligaram?
-Não sei, não falaram.
-Que história estranha, mãe. O que a CNN pode querer comigo?
-Ah, não sei se foi a CNN. Mas foi alguma coisa com N, tenho certeza.

Ahh, tá, se tem certeza é outra história.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Porque, né? Às vezes parece que eu sou legal. Mas eu não sou, não. Mesmo.

Eu sou bem insuportável. E digo mais: sou o pior tipo de insuportável, porque sou insuportável na intimidade.

Eu escondo a loucurinha muito bem. Me faço de fofa como ninguém. Mas de verdade-verdade eu choro porque pedi café-da-manhã no quarto e mandaram o chocolate quente num recipiente que não combina com chocolate quente.

E também choro numa praia linda porque está ventando. Porque.está.ventando.

-Mas você não me avisou que era pra vir arrumadinha. Ai, cara, vim do trabalho e da pós, tô com qualquer roupa. Achei que era só um chopp e pizza.
-Mas não era pra vir arrumada. É só um chopp e pizza.
-Tá. Mas você e todos os seus amigos estão de terno.
-Ai, Renata, é que a gente também veio direto do trabalho, ué.
-Ah, é! Sempre esqueço que você tem um trabalho chato.

É por isso que eu não tenho namorado.

em minha defesa: não dá pra me acostumar com a ideia de que a pessoa que eu conheci* na adolescência de bermuda e guitarra agora trabalha de terno e fala sobre juros.

*é pra ler conheci na adolescência assim: achava o máximo enquanto ele nem sabia que eu existia. né? que a gente sabe bem como é.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Você sabe o que é estar dormindo, acordar no meio da noite e ver que a pessoa que dorme ao seu lado dorme com uma máscara de sono? De cetim? Repito: de cetim?

Bom.

Não pude nem rir, porque, cheia de sono, fiquei mega maluca pensando "meudeus, onde estão os olhos dele? ele perdeu os olhos! cadê os olhos? socorro!"

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Outro dia eu fui trabalhar com uma calça rasgada. Isso não é nada, eu sempre vou trabalhar de calça rasgada, porque eu não tenho maturidade. (aproveito pra mandar um beijo pra você que estudou, sei lá, direito e vai ficar rico, mas tem que trabalhar de roupa chata. eu estudei literatura e vou ser pobre pra sempre, mas não preciso esconder minha imaturidade e posso trabalhar de calça rasgada \m/)

Só que eu dou aula pra crianças. Com crianças, TUDO vira assunto. Uma calça rasgada é assunto pra horas.

Era a primeira vez que eu ia com a calça, que é esta aqui, numa pose fabulosa na frente de um ônibus branco:eu desprezo tanto programas de turista quando viajo que tiro fotos na frente de ônibus. tá?

Daí entrei na sala.
-Tia, que calça é essa?
-Tia, sua calça tá rasgada.
-Tia, o que aconteceu com a sua calça?

Respondi que tinha tido problemas com um cachorro antes de ir trabalhar.

Alguns minutos depois:
-É sério que você lutou com um cachorro?
-Não! Não! Eu tava brincando.

Mais alguns minutos depois:
-Mas você comprou assim?
-Sim, comprei rasgada.
-POR QUÊ?

Até que ele não aguentou mais:
-Tia, mas eu não tô entendendo essa calça rasgada. Me explica! Qual é o sentido disso?

Qual é o sentido disso?
<3

Ai, Pedro. Qual é o sentido disso? É o que eu me pergunto todo dia. Bem-vindo ao clube de quem não entende o sentido disso.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

-Borges?
-É, como o escritor.
-Que escritor?
-o.O
-De que escritor você tá falando?
-Jorge Luis Borges, ué.
-Não conheço.

Eu entendo, eu sei que ninguém precisa ler os mesmos livros que eu. Assim, toda uma compreensão dentro de mim. Eu sei, eu entendo. Mas é mais forte do que eu. Eu tenho que falar uma bobagem. Tenho que falar uma bobagem. Não tô aguentando, vou falar.

-Você não conhece Borges? Mas você é, tipo, burro?

É por isso que eu não tenho um namorado.


(por um milagre do universo, o menino do post não ficou ofendido. ele entendeu a piada - ou não - e riu.)

domingo, 19 de setembro de 2010

Eu tenho um problema. Eu sei, tenho vários. Mas vou falar de um só agora. Quando vou a restaurantes que têm um cardápio em outra língua, eu falo com sotaque. É tipo uma síndrome do sotaque estrangeiro aplicada a restaurantes.

É difícil, hein? Ninguém sabe o que eu sofro. Os garçons me maltratam, porque acham que eu estou debochando. Mas, se é assim que tá escrito no cardápio, eu só posso pedir um piatto di antipasto! Um piatto di antipasto, per favore! Como eu vou falar em português, se o cardápio tá em outra língua?

Passei meses na França sem falar nada de francês além de voulez-vous couché avec moi, ce soir vocabulário relacionado a comida. Eu levo isso muito a sério. Só me sinto segura em algum lugar quando sei pedir comida na língua de lá.

Mas contei o meu problema só pra falar de outra coisa. Imagina que você tem que interagir com um menino que tem um nome italiano. O nome dele não é esse, mas imagina que o nome dele é Paolo, só pra eu poder continuar a história. Imagina que você sofre da síndrome do sotaque estrangeiro com palavras isoladas. Imaginou?

Então nem preciso dizer que você tem vivido se controlando muito pra quando falar com ele não sair gritando -PAOLO GNOCCHI FETTUCCINE PROSCIUTTO!

Parece fá-cil, mas é difí-cil.


um dos maiores medos da minha vida é sofrer da síndrome do sotaque estrangeiro de verdade.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Tava andando pela rua, vi um menino que era o galã da minha escola. O galã. Todo mundo era apaixonado por ele.

Olha, não tenho nada contra ele, nunca tive. Ele é mais velho que eu, nem estudamos juntos. Não tinha o que não gostar nele, porque ele nem sabia que eu existia. Não tenho o que odiar nele, e nem odeio, não é isso. É que não é ele. É a figura né? Ele era o galã da escola. O galã.

Bom, vi o galã. Nooossa, que acabado. A-ca-ba-do.

Daí fiz o que qualquer pessoa equilibrada faria. Ri. Joguei o cabelo pra um lado e pro outro, ai, tô arrasaaando.

Veio o vento e fuuuu, levantou a minha saia, bem no meio da rua.

Não importa quanto tempo passe. Tá? Mesmo que você balance o cabelo e arraaase, o vento vai fazer fuuuu e levantar sua saia bem no meio da rua.1. Minha saia era essa aqui. Não sei se dá pra ver, mas ela é rodada mesmo. Tem muito tecido. Se bate um vento, não tenho pra onde fugir.
2. A saia tava na altura do joelho, que eu tava trabalhando, né?
3. Meu quarto é uma grande bagunça mesmo. É o meu jeitinho. Se você reparou que tem sapatos embaixo da mesa, nem vou te contar que também guardo sapatos na estante de livros.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

(Antes de começar o post eu queria explicar que minha vida não gira em torno de meninos. Eu fico meio assim-assim quando vejo tantos post falando de meninos aqui no blog. Parece que eu só penso nisso. Eu faço outras coisas além de flertar, pessoal. Só que as outras coisas que eu faço dão certo, não são material pro blog, é só isso.)

Eu nunca sei o que dizer quando as pessoas me dizem "Você não tem namorado? Mas por quê?" Porque, né? Por onde começo a explicar, meudeus? Por onde começo a listar as razões pelas quais não tenho um namorado?

E quando acham que estão elogiando e dizem "Você é tão bonita, por que você não tem namorado?" Pessoa, pensa: se você acha que a beleza não é o problema, só pode ser minha personalidade, né? Você está dizendo que eu sou insuportável, apenas isso.

(Vou fazer uma pausa aqui pra contar que um dos poucos elogios que eu ouvi do meu irmão foi "se você não fosse bonitinha, ninguém ia te aturar, renata." Sim, ele achou que isso era um elogio. Pense apenas que ele me diz coisas do tipo "com esse seu vestido você tá parecendo a Pedrita, só que mais colorida.")

Mas ouço tanto essa pergunta que mesmo correndo o risco de parecer que só penso em meninos vou explicar aqui por que eu não tenho um namorado. No final da série (não sei quando, não me pressionem!) acho que vai dar pra entender o motivo.

Como além de tudo sou ansiosa, não vou esperar o final da série pra explicar por que não tenho namorado. Se você não gosta de saber o final da história antes, pare a leitura do post por aqui.

CUIDADO! SPOILER!
Não tenho namorado porque sou insuportável mesmo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Outro dia eu tava indo pro trabalho, a vizinha me gritou lá do outro lado da rua.

-Oi, lindinha!
-Oi, boa tarde.
-Ai, olha ali você!
-Eu? Onde?

E ficou apontando pra cima. Quando olhei pra minha direita, tinha um caminhão de lixo estacionado. Pensei que não, isso não pode estar acontecendo. A pessoa não pode mesmo estar me chamando de lixo.

-Ali, ali em cima, no outdoor!

Pequeno momento de pânico. Eu só conseguia pensar que alguém muito ressentido por alguma coisa que eu fiz tinha colocado um outdoor me ofendendo. O que eu fiz, meudeus, o que eu fiz pra merecer isso?

Até que olhei e era uma propaganda com uma menina de óculos escuros gigantes.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

-Oi, vim renovar minha matrícula.
-Você sumiu, hein, Renata?
-Pois é. Mas agora vim renovar.
-Por que você sumiu?
-Ah, trabalho. Todo semestre meu horário muda, levo tempo pra me acostumar.
-Plano trimestral?
-É.
-Tudo certo. Já vai malhar agora?
-Não, hoje não.
-POR QUE NÃO, RENATA?
-Tô no meu intervalo, tenho que voltar pro trabalho.
-E quando você volta a malhar, hein, Renata?
-Na sexta.
-SÓ NA SEXTA? Que preguiça é essa, Renata?
-...
-Na sexta então, hein, Renata? Não vai ficar com preguiça. Espero você aqui!

Quero perdir perdão público à minha academia, por toda a decepção que eu causo.

domingo, 29 de agosto de 2010

Uma vez entrei num restaurante com um namorado e ele disse "Já percebeu o que este restaurante tem de especial?" É claro que eu não tinha percebido. Eu nem tinha percebido que ele me amava, só porque ele ainda não tinha dito.

-Não.
-Olha pra janela, tá vendo?
-Não, o que é?
-Então presta atenção nesse quadro.
-Por quê?
-Você vai saber daqui a uns 40 minutos.

Depois desse tempo ele perguntou se eu tinha notado.
-Não, não vi nada.
-Não? E o quadro?
-Não notei nada.
-Olha aquela família ali.
-Nossa, eles mudaram de mesa.
-Ah, mudaram?
-MEUDEUS! Como eles mudaram de mesa e eu nem vi?
-Renata. Eles não mudaram de mesa.
-Ué, mas eles estavam numa mesa perto da janela, agora estão perto do bar. Peraí, nós também mudamos de mesa?
-O restaurante está girando.

Sempre foi assim. Levo um tempo até perceber que as coisas estão mudando de lugar.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Eu gosto muito de blog. Acho que não parece, porque eu passo a maior parte do meu tempo reclamando de tudo, mas eu gosto de pessoas. Adoro blog diarinho. E, como leitora de blogs, também sinto que conheço os autores. Quando conto uma história que li num blog, nunca digo "li num blog", digo que "uma pessoa me contou."

É bem assim que eu me sinto com blog. Eu conto histórias e leio histórias.

Algumas vezes na vida eu conheci pessoalmente autores de blogs que eu leio. É bem engraçado, porque a pessoa é igual e diferente do blog. É uma mistura do que foi escrito, do que é e do que eu imaginei.

A Camila é fofa, tem o maior sorriso do mundo, nós dançamos, rimos e ela me contou o segredo para encontrar um menino legal. (Não sei se vou contar pra vocês, não.)

Este ano também conheci a Cris e fiquei muito sem graça porque não queria parar de conversar com ela. Fomos tomar café, suco, comemos pastinha de berinjela e eu pensando "ai, vai achar que eu tô alugando", mas eu curti tanto nosso encontrinho que deixei a vergonhinha pra lá.
...
Isso tudo pra dizer que várias pessoas acertaram meu sapato. A primeira foi a Jussara, que acertou no Twitter. É a sapatilha dourada. Aqui ela pode ser vista combinando com a decoração de uma festa, numa pose fantástica.E, ô, o peep toe verde? Vocês acham que eu sou mais fabulosa do que sou de verdade, hein? ;)

adorei a Juliana, que achou que o tênis era meu. eu curto um all star mesmo, mas você acha que eu calço 43, Juliana?
a Mari disse que todos podiam ser meus e eu acho que sim, usaria todos.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

quer brincar?

Sabe a foto dos sapatos no post falando dos meus amigos?
Você sabe qual par de sapatos é meu?

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Na minha academia, a entrada é autorizada pela digital. Daí pra entrar tem que colocar o dedinho no scanner, esperar ele reconhecer a digital, seu nome e foto em que você aparece medonha e descabelada porque foi tirada saindo da academia aparecerem na tela do computador e só aí você pode entrar.

Tentei uma, duas, três, quatro, milhões de vezes. O scanner não reconhecia minha digital.

Mandei aquele papo de que tenho um problema nas digitais, são super fracas, sempre tenho dificuldade nesses leitores e blá-blá-blá.

A moça da recepção falou "me dá sua mão aqui, deixa eu tentar."

Pequeno momento de pânico.

Minhas mãos estavam sujas de Chicabon.

Quantos anos eu tenho?


posso me defender dizendo que a primeira coisa que eu pretendia fazer quando entrasse na academia era lavar as mãos? e você aí, duvido que tome picolé de chocolate sem se sujar. du-vi-do.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Não, a gente não supera a escola. Você aí que foi desprezado pelos seus coleguinhas populares pode até crescer e se dar bem na vida, mas não vai superar a escola.

Encontro meus amigos e sempre falamos sobre como nós éramos mais inteligentes, legais e engraçados do que todas aquelas pessoas que estudaram conosco e agora, além de tudo, ainda somos mais lindos e temos as roupas mais bonitas.

Então, não. A gente faz a Tieta e volta arrasando a Santana do Agreste, mas não supera.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Eu tava correndinho na esteira, o flerte da esteira entrou, foi pra uma esteira da fileira da frente e levou o maior tombo do mundo inteiro. Levou um super tombo e nem tinha subido na esteira ainda! Tropeçou nos próprios pés, sei lá.

Olha, cheguei a ficar emocionada.

Acho que foi a prova final de que nós somos almas gêmeas.