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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O cara me diz assim:
-Eu faço a minha empregada lavar todas as minhas camisetas a mão. Não pode botar na máquina de lavar, que estraga.

E eu penso:
-Economiza o papinho, porque você acabou de ganhar to-do o meu desprezo.

Mas de verdade mesmo eu digo:
-Que frescura, hein?

Dou um sorrisinho e vou embora.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Só sei que quando cheguei em casa e vi fotos das pessoas famosinhas que foram de graça ao show fiquei passada.

Dado Dolabel.la foi ao show convidado pela TAM. Achei tão terrível ver alguém indiciado por agredir duas mulheres ser convidado a assistir a um show e ainda usar a camiseta da empresa, que mandei um e-mail pra eles.

É essa a cara que a TAM quer ter?

Aí eu queria falar uma coisa. Porque tem uma coisa que eu não entendo. É fã dando presente pros ídolos. E acho que a Madonna também não entende.

Morri de rir com as pessoas jogando coisas pra ela no palco e ela falando "Stop throwing shit on my stage!" Porque, vamos combinar, muito legal (mentira, não é legal nada) você comprar uma cartolina e escrever "I love you!", mas o que é que ela vai fazer com isso?

Não é meio doentio essas pessoas que têm quartos pra guardar presente de fã? Acho meio maluquice.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

-Hoje eu fiz minha mãe comprar base, pó e corretivo. Eu quero maquiar o mundo! É uma doença, eu tenho certeza.
-Hahahaha, e ela comprou?
-Comprou, claro!
-Que pessoa influenciável!
-Mas ela comprou só porque ela quer ficar linda na GRANDE FESTA TROPICAL!
...
Então eu tenho que contar que minha mãe resolveu fazer uma GRANDE FESTA para comemorar os 50 anos. Foram semanas pensando num tema pra GRANDE FESTA. Porque não pode ser apenas uma festa, né? É preciso fazer os convidados de palhaço.

Quando minha mãe disse que queria uma festa temática, uma amiga dela estava jantando com a gente e disse "vamos fazer uma festa anos 80!" Na mesma hora eu quis morrer. Me chama pra tudo, menos pra uma festa anos 80. Eu logo imaginei aquela gente toda de balonê rosa shocking e sombra azul ouvindo RPM. Eu quis morrer.

Depois de comemorar quando a minha mãe recusou a idéia da festa anos 80, foi a hora de ter pesadelos quando ela concordou com uma festa tropical. Você teve pesadelos também? Você imaginou flores de papel crepom e esculturas de frutas? Você logo visualizou os convidados usando os tecidos estampados mais medonhos do mundo? Pois aconteceu comigo. E eu passei alguns dias tendo pesadelos com flores e flamingos feitos de melancia. Pelo que parece, isso não aconteceu com a minha mãe, que achou tudo isso uma ótima idéia e resolveu organizar a GRANDE FESTA TROPICAL. No inverno.

Felizmente, a organizadora da festa é uma pessoa de bom gosto e bom senso. E, na assinatura do contrato, prometeu que não haveria nada de papel crepom, só flores naturais e frutas.

Ai, a taquicardia.
-Em forma de bicho??? Vai ter frutas em forma de bicho???

Ela me garantiu que, não, não verei frutas em forma de bicho. As frutas vão se misturar às flores na decoração. Eu já tava amando aquela pessoa, que me mostrou fotos lindas das festas que ela produziu, quando ela deu a idéia de fazer convites em forma de abadá. Entendeu? Ela sugeriu que os convidados só entrassem usando um abadá.

Acho que a minha cara de NÃO-NÃO-NÃO disse tudo e ninguém mais tocou no assunto. Mas depois dessa eu entendi que vou passar os próximos quatro meses nessa relação amo-odeio com a organizadora da GRANDE FESTA TROPICAL.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Eu tenho esse oftalmologista que é um fofinho. Ele cuida dos olhos de quase todo mundo na minha família, menos dos da minha mãe, que prefere o filho caçula dele. Minha mãe sempre diz que eu tenho que marcar consulta com um dos filhos, porque meu médico já tá velhinho. Eu não consigo ligar pra clínica dele e não marcar consulta com ele, porque ele é um vovozinho e eu não quero que ele se sinta inútil e eu acho que ele é bem competente, eu gosto muito dele e ele fala tudo no diminutivo.

-Vamos examinar esse olhinho. Põe o queixinho aqui. Vê se você enxerga as letrinhas.

Hoje, indo de um aparelho a outro, ele falou:
-Senta aqui, gordinha.

Bom, acho que já deu, né?

Caducou.

Na ótica, sou forçada a contar pra vendedora que Dior não cabe no meu orçamento, é melhor parar de me mostrar, não vai adiantar.

Depois de mais algumas dezenas de armações, tenho que interromper novamente, pra falar:
-Mas, olha, não é porque eu não posso comprar Chanel que eu vou levar um chamado No_Stress. Eu fico estressada só de me imaginar usando isso! Vamos achar um meio termo?

Não, não achamos. Depois de tentar explicar que eu queria uma fininha, não queria nada com strass e muito menos strass que formasse o nome Ana_Hickmann nas hastes, e mesmo assim ouvir que eu devia experimentar aquele ali, que tem florzinhas que parecem decoração de unha, eu desisti. Se o grau continua o mesmo, a armação vai continuar também.

Qual parte de "modelo discreto" as funcionárias de uma ótica não entendem?
...
-Você gosta da Ana_Hickmann?
-Não o bastante pra querer o nome dela na lateral do meu rosto.

E a pessoa entende isso como "sim, nada me faria mais orgulhosa do que andar por aí exibindo toda a minha admiração por essa modelo/apresentadora maravilhosa!"

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

-O senhor pára em frente ao portão de madeira, por favor?

Motorista pára o ônibus.

-Não, ali, no portão de madeira.

Motorista anda 2 m e pára o ônibus de novo.

Enquanto a folgada abre o portão, ele pergunta:
-Não quer que eu te carregue no colo também, não?

E eu ri por todas as vezes em que alguma folgada acha que o ônibus deve parar na frente da casa dela. Olha, já inventaram um meio de transporte que pára no seu portão, ele se chama táxi. Se você não tem problemas locomotores, não há motivo pro motorista parar na sua porta. É só descer no ponto e fazer aquilo que você aprendeu antes mesmo de aprender a falar "motorista, por favor": andar.

E eu digo isso estando na posição de alguém que já viu um ônibus parar para que um casal entrasse no motel. Classy.

Eu tava aqui pensando em como The Best Years, estréia da Sony nesta temporada, é ruim. É ruim demais. Dá vergonha. Mas não é a vergonha que você sente vendo, sei lá, Dawson's Creek. É uma vergonha das grandes, pelos roteiristas, diretores, atores, pelo pessoal do figurino, da maquiagem e do cabelo.

Tudo é ruim. Tudo quer ser muito profundo, mas não chega nem perto disso. É a primeira temporada e os roteiristas devem sentir que é a última, porque querem tratar de todos os assuntos ao mesmo tempo. Tem órfã se virando sozinha na vida, personagem morrendo na frente de outros personagens, alcoolismo, abuso sexual na infância de uma das personagens (a mesma que vira alcoólatra, tá?), personagem bissexual, personagem bissexual revelando que é HIV positivo, personagem ex-estrela de seriado adolescente ganhando o papel de Lady Macbeth e descobrindo que tem talento (a parte da descoberta do talento ainda não aconteceu, mas dá pra notar que vai acontecer).

Então eu tava aqui, tentando entender como alguém no mundo pode achar que tem como desenvolver isso tudo em uma temporada. E em como são os personagens mais azarados que eu já vi. Talvez mais azarados do que os irmãos de Party of Five.

Mas eu tava pensando nisso enquanto via um filme que me prendeu pelo nome: No lugar e na hora errada. Eu pensava na série e vasculhava minha mente à procura das regras de concordância nominal. E, ok, eu posso concordar meu adjetivo com o substantivo mais próximo, mas fica medonho. E aí comecei a pensar em coisas medonhas, como jaca e mangas morcego. E pensei que as mangas morcego foram embora e eu não preciso mais ter medo de ser engolida por um abraço. Pensei, pensei, pensei.

Bom, sei que no filme tinha um anão. E ele era paraplégico. E nisso eu já tava pensando "tá de palhaçada comigo." Foi quando ele confessou que era gay.

Ser tudo ao mesmo tempo agora deve estar na moda, então.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

E quando a pessoa pergunta quanto custou alguma coisa que eu tô usando? Eu fico sem graça de dizer. Sorrio.

Mas a pessoa insiste. Chuta um preço. Eu sorrio. A pessoa pergunta se custou mais. Eu balanço a cabeça pra dizer que sim, e viro pro lado pra puxar outro assunto. A pessoa pergunta quanto mais. Eu fico sem graça. A pessoa chuta outro valor. Mais? Mais? Mais do que isso?

E se faz de chocada. Termina me informando que não nunca pagaria isso tudo, não vale.

Faço o quê? Agradeço pela avaliação grátis?
...
Quando eu mudei de emprego, uma pessoa me perguntou quanto eu ganhava no meu emprego anterior. Pra saber se eu ganhava mais ou menos do que ela.

Por onde a explicação deve começar?

Será mesmo que num ônibus cheio, eu sou a única pessoa se controlando pra não dizer "senhor, por favor, não cuspa no chão, sim?" As outras pessoas não pareciam se importar. Liam, dormiam, comiam biscoito de polvilho. Só eu me incomodo?

Olha, pra isso eu não acho desculpa. Por mais que ninguém tenha te ensinado a usar todos os talheres existentes, por mais que nunca na sua vida você tenha tido a oportunidade de pousar um guardanapo de linho no colo, por mais que você não saiba em que posição deixar os talheres ao final da refeição. Entendeu? Porque não é etiqueta, não tem a ver com boas maneiras. É só bom senso.

Você cospe na sua casa? Tá lá, deitada na cama, vira pro lado e cospe no chão? Não. Eu duvido, ninguém faz isso. Porque ninguém quer dividir espaço com saliva. Guess what, eu também não quero! Então não cuspa no meu chão, senão a cara feia aparece mesmo e se disser que é de fome vai ouvir que não é, não, é nojo puro.


a minha mãe, coitada, quando tava grávida de 6 meses de mim, escorregou na saliva que alguém tinha deixado no chão. caiu e quebrou a perna. meus problemas vêm daí...

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Por que pessoas participando de um processo seletivo de emprego vão vestidas com trapos? Será que é pra provocar pena? Elas acham que alguém vai pensar "ahhh, tadinha! veio de sandália Ipanema, toma aqui um emprego pra comprar um sapato de verdade"? Será que é isso?

Se for, olha, acho que não funciona.
...
Aí a pessoa revela que fez uma pós em Berkeley. E eu fico morrendo de vontade de perguntar "ahh, e você gastou todo o seu dinheiro com a pós e não sobrou nem um centavinho pra comprar uma roupa legal?"

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

O tema do Happy Hour de hoje é Ex é pra sempre? Uma vez me disseram que sim, não tem nada que apague aquela manchinha no seu passado. Ou manchona, ha.

Enfim, vou contar uma história de ex. Não vou dizer de quem é o ex, porque eu sou essa pessoa elegante e tal. Então, oficialmente, é só uma história de ex.

O ex terminou. Mas a ex era tão ingênua e quis tentar uma amizade. Eu não quero defender a ex nem nada, mas vou ter que dizer que é uma pessoa de coração muito puro, que acreditou que dali restaria pelo menos carinho ou o retorno pacífico de um DVD que estava com ele.

Aí, um dia a ex contou que estava planejando uma viagem com as amigas. O ex, não se sabe até hoje por que, comprou passagens para o mesmo lugar, pra uma semana antes de quando a ex disse que iria. A ex não foi, né?

Mas o ex foi, ele foi de verdade e ainda pagando mais barato do que a ex pagaria.

E o ex voltou. E nunca mais falou com a ex. Nunca mais mesmo. Porque, nossa, quantos motivos ele tinha pra cortar os laços, né? Deve ter ficado ofendido por... não sei, mas talvez a vida seguindo em diante seja mesmo ofensiva pra algumas pessoas.

Mas ele não voltou só! Não! O ex voltou com os chocolates preferidos da ex. Aquela marca que ela apresentou a ele. E se não fosse por isso, vamos ser sinceros aqui, ele estaria até hoje comendo Charge. Bom, aí ele trouxe os chocolates preferidos da ex. E deu pras amiguinhas de quem a ex tinha ciúme. Porque a ex era meio maluca, né? Não tinha por que ter ciúme de alguém. E o ex fazer uma viagem internacional e voltar com chocolates pra pessoa que deixava a ex com ciúme só prova que ela não tinha motivos pra ter ciúme. Né?

Então, é uma história de ex. Uma de muitas.

Quando eu vejo alguém com uma roupa desse tipo, minha pergunta sempre é: tá com frio ou tá com calor?
Porque eu não consigo entender!
Roupa de um ombro só, ok, não vejo problema. Mas uma manga inteira e o outro braço pelado? Como é possível? Tá com frio em um braço e no outro tá com calor?
Vestido curto de veludo com mangas compridas. Mas tá com frio ou tá com calor?

Acaba com o meu dia, porque eu fico o tempo todo tentando entender o que a pessoa está sentindo e qual era o objetivo quando escolheu aquela roupa.

Porque não adianta usar uma roupa que você ache bonita (o que não é o caso da foto), tem que fazer sentido também. Por favorrr.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Se tem uma coisa que eu não entendo, bem, tem várias coisas que eu não entendo, muitas mesmo. E uma delas é por que algumas pessoas gostem que o resto do mundo imagine como elas fazem sexo.

A imagem mental logo se forma, é inevitável. Tudo porque cliquei no link com alguém passando informação demais. Dispenso.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Eu sei que os fios brancos estão chegando e se instalando na minha cabeça. Mas dispenso o aviso.

Vou quebrar o dedo do próximo que me apontar um.

Que abuso.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Eu já disse aqui que não sei mentir.

Não sabia.

Ontem tinha um compromisso. Eu precisava desmarcar pra ir a outro compromisso, que foi marcado depois, mas que no final podia ser mais importante do que o primeiro. Depois de conversar com minha conselheira, resolvi ir ao segundo compromisso.

Mas o primeiro compromisso não podia ser desmarcado assim, tipo deixa pra amanhã. Eu precisava de um bom motivo. Então contei uma história. Uma história bem triste. Não matei ninguém da minha família nem nada.

Quando, mais tarde, eu apareci no lugar do primeiro compromisso, contei a história de novo. Quase chorando. Uma emoção sem fim. Cheguei a ficar com a voz embargada.

Felizmente uma parte dentro de mim acordou e falou pras outras partes dentro de mim:
-Olha a palhaçada! Tá de palhaçada! Pára com a palhaçada!

E voltei ao normal.
...
Hoje meu olho esquerdo dói. Ai, castigo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

i don't want no scrub

Sempre quis saber o que um bobão que pára na sua frente e fala "o que é isso, hein?" espera que você faça.

Será que eles esperam ouvir: meudeusss, como vivi até hoje sem esse seu charme irresistível? vamos resolver essa situação a-go-ra!

Eles deviam perceber que isso não é apenas inconveniente e desagradável, mas é ineficiente também. Quando foi que funcionou?

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Eu acho difícil que exista no mundo uma mãe capaz de criar filhos mais fresquinhos e chatinhos do que meu irmão e eu.

Quando eu me pego dando chiliquinho tipo "eu já falei que o meu toddy fica à direita do nescau do rafael! é assim que eu gosto!", olha, quero dar na minha cara.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

-Alô.
-Ncuehfueh ncuhcurehuencu nuehufuure!
-Não é daqui.

E só quando a pessoa riu hihihi eu percebi que era um trote.

-Peraí, não desliga não. Vou te dar uma dica para a vida: sessões de fono, porque não dá pra entender nada do que você fala.
-Hnjijicjeru jfijijrghuihg jfihiuhguefowe.
-Tá vendo? Não entendi.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Eu adoro ver como as pessoas confundem falta de noção com espontaneidade.

-Ahhh, eu sou muito espontânea.

Se o mundo fosse legendado, nesta hora deveria aparecer uma legenda bem na altura da barriga da pessoa:

-Ahhh, eu não tenho a menor noção de como viver em sociedade. Interrompo as pessoas, me meto onde não fui chamada, falo de coisas que não me dizem respeito, dou conselhos a quem não pediu.