-Você tá solteira?
-Tô.
-Solteiríssima?
-Não, só solteira.
Porque, né? A idéia de solteiríssima pra mim envolve umas roupas bem apertadas e cabelo balançando pela noite. Então, não. Tô só solteira mesmo.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Eu tenho uma lista ENORME de coisas a fazer na minha vida, que eu fui deixando pra depois. Tipo pedir meu diploma, que eu nunca pedi. Comprar roupas de pessoa solteira, porque chega de laçarote em roupa, né? Reconhecer firma na declaração que eu recebi na colação de grau. Não, nem isso eu fiz. Procurar um emprego de verdade. Renovar meu passaporte. Pedir renovação de visto. Marcar minhas aulas práticas. Ligar pra escola de dança e perguntar quando começa a próxima turma iniciante de balé. Para adultos. Chorar pro meu pai começar logo a reforma na garagem. Fora as coisas que eu tenho que fazer hoje-hoje, tipo imprimir a revisão do Advanced 2 e corrigir a 2ª chamada do meu aluno fofo do Teens 4. E pagar a conta do cartão.
Mas eu estou aqui, lendo sobre gêmeos siameses. E me perguntando como Hollywood, dos Cranberries foi parar no meio das músicas de She wants revenge.
Quer dizer, tô curtindo a vida.
marcadores todo dia
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Tive que tirar as digitais apenas 8 vezes. Toda hora era "não vai embora não. tenho que ver se ficou bom." E a raiva de ver todo mundo tirando as digitais do polegar e do indicador e eu tendo que tirar de todos os dedos. Acho que seria muito mais fácil se colhessem uma amostra de sangue pra deixar meu DNA lá. Porque se eu depender de digitais pra ser identificada, coitada de mim.
Eu acho até que isso era parte do psicotécnico. Acho que eu tenho cara de desequilibrada, a psicóloga não se conformou com o meu resultado e pediu pra outra funcionária me irritar bastante, pra ver se eu jogava uma cadeira na janela. Não joguei e passei. Há.
Pra compensar, quando entrei pra fazer o exame de vista, a médica era uma fofa, super simpática. E ainda disse "ameeei a sua maquiagem! você que fez?"
Viu, funcionários, custa muito ser fofo, custa?
marcadores todo dia
terça-feira, 26 de junho de 2007
Que aflição que me dá ter que deixar minhas digitais em algum lugar. Porque eu quase não tenho digitais, elas são super fracas. Dependendo da situação da minha dermatite, os dedos ficam lisinhos.
O que eu queria entender é por que as pessoas se irritam com isso. Será que a moça do Detran acha que eu passo algum líquido corrosivo nos meus próprios dedos, só pra ficar sem digitais e dificultar o trabalho dela? Custa muito dar um sorriso? Eu tento dizer que, olha, é assim mesmo, isso sempre acontece, deixa que eu tento sozinha. Mas a pessoa insiste em apertar o meu dedo. Ô, a digital não é pasta de dente, ok? Não vai sair se você apertar meu dedo. Por mais que você aperte.
Aí chega a hora da foto. Depois de informar que meu nome tá errado e não é Renata Broges, tenho que tirar foto pro cadastro. Com o cabelo que ainda não secou. Sem um espelho pra ver a situação dele. Eu pergunto toda fofinha "posso dar uma olhada na foto?" e ela me diz que não, não posso olhar, não. Mas por que não? O que custa? É só virar o monitor.
Aí a funcionária rosnou pra mim. Eu sei que ela pensa que disse alguma coisa, que abriu a boca pra dizer alguma coisa tipo "senhora, é impossível, a foto é provisória, não esquenta." Mas o que saiu, na verdade, foi um rosnado.
marcadores todo dia
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Oh, my eyes! My eyes!!!
Eu voltei à loja, eu quase morri de vergonha por carregar esse cabide até o provador, mas eu tinha que mostrar que o perigo nos ronda. Um dia você vai dar de cara com ela. Prepare-se.
marcadores falta de noção, moda
Até pouco tempo, minha família nem se manifestava sobre ter terminado e tal. Eles nem falavam sobre isso. Eu sei que eles foram avisando uns aos outros, porque minha avó, por exemplo, da primeira vez que me viu depois do fim de semana mais dramático, não perguntou dele e nem mencionou o enxoval que ela tava montando pra mim. Ninguém falava nada.
Quando eu comecei a me sentir um pouco melhor, quis tirar esse peso deles. Fiquei falando de Santo Antônio e avisei a todo mundo que o valor do convite pra festa junina era um bom partido não perecível e hahaha.
Por um lado deu certo, eles deram risada, viram que eu não tava no fundo do poço nem nada. Só que, por outro lado, eles acreditaram no que eu disse! E eu tive que, educadamente, recusar convites no dia de Santo Antônio pra ir à igreja e fazer simpatias.
Então minha tia liga e diz:
-Tata, a titia tava pensando. Tem um amigo do P. que tá solteiro. Vou chamar ele pra festa junina, tá? Ou então você me diz o que tá procurando e eu acho outra pessoa.
A outra tia liga e diz:
-Acho que eu vou levar o filho do C., que ele é solteiro, dentista e tem 25 anos.
O pior foi minha mãe dizendo ontem:
-Olha, eu fui falar do bom partido não perecível pro B. e ele ficou todo empolgado com o filho dele.
-Mas, mãaaaee, o filho dele não tá procurando casa pra comprar com a namoradaaa?
-Nossa, é mesmo.
-Esse aí já pereceu, mãe. Já pereceu.
Isso é pra eu aprender a pensar muito antes de abrir o bocão. Da próxima vez, deixo todo mundo continuar com o voto de silêncio.
marcadores falta de noção, família
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Eu adoro aquelas coisas metálicas que as pessoas vendem sob a alegação de que vão potencializar o efeito dos cremes. Porque eu adoro creme, né? Tem um creminho em cada canto do meu quarto, pra emergências. Nunca se sabe quando a pele vai ficar incrivelmente seca. Posso levantar da cama pra pegar um livro na estante e ahhhh! pele secaaa!, então é bom manter um creminho atrás dos DVDs.
Bom, então por causa dos cremes eu adoro coisas metálicas que potencializam o efeito deles. Não me diz que as coisas metálicas não fazem isso, porque eu não vou acreditar.
Eu tenho touca, sapatilhas e luvas metálicas. Meu pai sempre diz "filha, que bom que você só usa essas coisas em casa, né?" Não sei por que ele diz isso. Acessórios prateados estão em alta.
O meu sonho é mergulhar num barril de creme e depois me enrolar no papel alumínio. Meu objetivo de vida é ser a pessoa mais macia do mundo. Pretendo desmanchar.
E agora eu encontrei uma coisa maravilhosa, que vai me permitir chegar mais perto do que eu quero pra minha vida:
marcadores bobagens, futilidade
and the world did not end
A descrição do blog muda às vezes, quando eu percebo que os posts têm alguma coisa em comum. Dessa vez, saiu o coração partido e entrou toda a bizarrice de reaprender a ser solteira sem saber flertar.
A letra de Rejazz, da Regina Spektor, diz assim:
Thought I'd cry for you forever
But I couldn't so I didn't
People's children die and they don't even cry forever
Thought I'd see your face in my mind for all time
But I don't even remember what your ears looked like
And the clock still strikes midnight and noon
And the sun still rises and so does the moon
Birds still migrate south and people move on
Even though I'm no longer in your arms
Thought the mountain would crumble
And the rivers would bend
But I thought all wrong and the world did not end
Guess the maps will just have to stay the same for a whileDidn't even need therapy to rehabilitate my smile (só essa parte que não serve pra mim, né?)Rehabilitate my smile
Thought I'd cry for you forever
But I couldn't so I didn't...
Na verdade, a minha vida inteira é uma desculpa pra colocar músicas da Regina Spektor aqui no blog...
marcadores música, todo dia, vida de solteira
terça-feira, 19 de junho de 2007
Eu sinto que é minha obrigação vir aqui e avisar a vocês que o terror está próximo. O terror está próximo! Fujam!
Então a gente achava que as medonhas calças de cintura alta ficariam restritas a grifes caríssimas, né? Eu estava tranqüila, pensando que, se eu não convivo com pessoas ricas, não teria que ver uma calça de cintura alta frente a frente, apenas em fotos. O horror seria menor.
Mas a realidade, oh, a cruel realidade. Hoje eu vi em uma loja popular! Tava lá, podendo ser parcelada em 8 vezes, sei lá. Custando menos de 80 reais, tava lá. Tava lá, pra jogar na minha cara que um dia qualquer eu e ela vamos nos encontrar por aí.
Então eu vim avisar: fujam enquanto é tempo.
Se você tá aí reclamando da vida, se achando ridícula e tal, pode parar. Mas pára mesmo. Pára agora. Porque hoje eu flertei com um manequim. Com um manequim de loja. Tá?
Eu achei que ele estivesse sorrindo pra mim. E sorri de volta. Para um manequim. Que nem cabelo tinha.
marcadores bobagens, falta de noção
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Amigos estilistas, vamos mesmo investir no formato ovo? É isso mesmo que eu entendi?
Quero ver quando vocês precisarem de um favor meu...
marcadores falta de noção, moda, reclamações
Ah, é. E as coisas bizarras de ser uma nova solteira. Eu não sei como reagir quando ouço:
-Você já sentiu o cheiro de um homem que acabou de sair da prisão?
Cara, que medo. O que eu respondo? Será que ele acabou de sair da prisão? Será que dar um passinho pra trás agora vai pegar mal? Será que eu posso rir até rolar no chão? Será que eu minto dizendo que "sim, claro, é muito comum na minha vida cheirar ex-presidiários"?
Como se sai dessa situação? Eu só fiquei ali, olhando pro nada, não tinha o que falar, meio que fingindo que não era comigo e torcendo pra ter sido uma pergunta retórica. Até que ele disse:
-Eles cheiram a mofo.
Super sedutor o seu papo, hein, amigo?
marcadores falta de noção, todo dia, vida de solteira
Mentiraaa, mentiraaa que agora eu vou ter que agüentar as futuras (ou atuais, né? sei lá, não tô acompanhando) querendo dar uma olhada na ex.
Ai, gente, eu não sou concorrência, "me esqueçam", hahahaha. Façam bom proveito, desejo boa sorte, sei lá.
Mas se alguém quiser ficar igual a mim pra conquistar, acho bom maneirar no lápis de olho e retocar a raiz com mais freqüência.
marcadores deboche, falta de noção
domingo, 17 de junho de 2007
Meu tio não mora no Brasil há uns 17 anos, acho. A minha avó já tinha ido algumas vezes à Califórnia visitar meus tios e meus primos. Todo mundo já tinha ido, menos meu vô. Meu tio não podia vir, porque ainda tava naquele processo de green.card e tal. Meu vô não aceitava ir de jeito nenhum. Nem passava pela cabeça dele entrar num avião. Aí ele ficou doente, não tinha cura, e acho que ele quis se despedir. Minha tia mandou as passagens em segredo. Meu tio chegou em casa e encontrou minha avó na sala e uma caixa gigante. Meu vô tinha 1,90m e tava dentro da caixa. Fazia uns 10 anos que eles não se viam.
Meu vô tirou foto com cada uma das árvores do pomar da casa do meu tio. Quando voltou, mostrou pra todos os amigos. "Olha, meu filho tem um pé de maçã no quintal." Meu vô era muito fofo, com aquele chapeuzinho que ele usava.
Hoje é aniversário do meu tio e tem outra surpresa pra ele. Pena que hoje são só fotos.
marcadores família
Vou à casa da minha avó e uma amiga dela tá lá.
-Renatinha, que relógio é esse? Deixa eu ver?
Eu estendo o braço.
-Ahhhh, não! Achei que fosse aquele Chanel branco. Minha neta ganhou um esses dias.
Era necessário? De verdade?
...
Eu podia ter falado "Ahhh, ganhou, coitada? Justo agora que a moda já tá passando?" Mas, né? É muita boa educação pra uma pessoa só.
sábado, 16 de junho de 2007
Andando na rua eu ouço:
-Oi, mocinha! Aquilo é homem ou mulher?
-Ãhn?
-Aquilo que vai andando ali é homem ou mulher?
-É um menino, senhora.
-Nooossa, precisa cortar aquele cabelo!
E continuo andando, porque, gente, é preciso seguir em frente.
marcadores falta de noção, todo dia
Uma história que eu adoro e aconteceu com uma amiga de uma amiga. De verdade. Gente, se fosse comigo eu não esconderia, dã.
Ela encontrou Rodrigo Hil... por aí, na baladinha, na night, sei lá como se fala, e ficou com ele. No meio da noite, Rodrigo Hil... dormindo e ela tira uma foto dele com o celular, pra mandar pra todas as amigas.
Estou avisando: se acontecer com alguém e a pessoa mandar a foto pra mim, perde a amiga, hein? Tô falando. Se for pra pegar Rodrigo Hil..., não me contem. Não quero saber! A amizade não vai resistir à intensidade da inveja que eu vou sentir.
marcadores bobagens
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Pára tudo! Pára tudo de verdade!
Alguém no meeeio de uma separação veio conversar comigo. E me contar o que tinha acontecido. E eu disse "isso passa"!
\o/
...
Nessa história toda de reaprender a ser solteira, comecei a lembrar como é legal achar alguém interessante. Eu não achava ninguém interessante há muito tempo. Tinha esquecido como é legal conversar, descobrir coisas, ouvir elogios, ficar sem graça, sentir as bochechas quentinhas.
...
Esqueci de falar no vídeo que minha tia e minha prima também me trouxeram um papelzinho da sorte de Santo Antônio. Quer dizer, da minha sorte, mas enviado por Santo Antônio.
No meu tava escrito:
Nunca pare de sonhar. Crie uma história nova, por pior que seja o momento que você está vivendo.
Ih, contei minha sorte. Será que dá azar? :P
marcadores wee
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Quando minha tia foi morar com meus avós, minha mãe e meus outros tios, minha tia já tinha uns 5 ou 6 anos. Minha mãe é 8 anos mais velha do que ela, e como minha avó trabalhava, minha mãe cuidava muito da minha tia.
Minha tia sempre apanhava dos vizinhos, até que um dia a minha mãe disse:
-Olha, da próxima vez que você chegar em casa dizendo que apanhou, eu vou te dar uma surra. Se alguém te bater e você não bater de volta, vai apanhar duas vezes, porque eu vou te bater.
Só história, né? Minha mãe não bate em ninguém. Eu não me lembro de ter apanhado da minha mãe. Mas minha tia ficou apavorada. O medo da surra foi tanto que aquele dia, depois que o filho do vizinho quis bater nela, várias pessoas tiveram que apartar a briga, porque minha tia tava quase matando o garoto.
...
Minha mãe conta que minha tia era uma olho-de-mola. A expressão olho-de-mola já foi explicada aqui, com vídeo incluído: é a pessoa que tem os olhos maiores do que o estômago, que quer comer mais do que precisa ou agüenta comer.
Um dia, minha mãe preparou o lanche da minha tia e ela reclamou que era pouco, ela queria mais. Ela reclamou antes de começar a comer. Minha mãe disse que se ela comesse tudo, podia comer mais. Mas ela chorou, chorou, chorou, pedindo mais pão e café com leite.
Minha mãe pegou uma bisnaga de pão, cortou, recheou. Encheu uma leiteira com leite e toddy e deu pra minha tia. E disse "só levanta da mesa, quando acabar de comer tudo."
Lição pra vida, né? Minha tia fica enjoada só de lembrar disso.
...
E também teve aquela época, né?, em que meu irmão mordia todo mundo. Até que o dia em que minha mãe mordeu o dedo dele. E ele nunca mais mordeu outro ser vivo que ainda respirasse.
marcadores família
De Shopgirl
"If he thinks he would harm Mirabelle, he would back away. But he does not understand when and how people are hurt. He doesn't understand the subtleties of slights and pains, that is not the big events that hurt the most but rather the smallest questionable shift in tone at the end of a spoken word that can plow most deeply into the heart."
marcadores livros
terça-feira, 12 de junho de 2007
Pra quem tá solteiro, gente, não vamos perder a esperança! Amanhã é dia de Santo Antônio. Eu vou acordar cedinho pra jogar o coitado na cisterna do prédio. Espero que ele saiba nadar.
Como sou essa flor de pessoa e tenho esse coração puro, cheio de vontade de ajudar a quem precisa, vou deixar vocês com uma simpatia super simples. Estou deixando hoje, porque deve ser feita de hoje pra amanhã.
Anotem:
Quem deseja descobrir o nome do futuro companheiro deve comprar um facão e, à meia-noite do dia 12 de junho, cravá-lo numa bananeira. O líquido que escorrer da planta deve formar a letra do futuro amor.
Todo mundo correndo pra procurar uma loja de facões aberta 24 horas!
marcadores bobagens
Foi um ótimo dia dos namorados.
Ganhei chocolate!
...da minha mãe, hahahaha
Ligaram pra me chamar de lindaegostosa!
...foi a minha tia, hahahaha
Dei presente hoje!
...pra Hannuca, hahahaha
marcadores família
Eu acho super estranho minha avó chamar meu avô de José, quando fala dele. Ela conta umas histórias e fala "o José gostava de..." e eu levo alguns milésimos de segundos pra ligar o José de quem ela tá falando ao meu avô. Só quando eu já era adulta fui me tocar que o nome do meu avô era José. Quer dizer, eu sabia que o nome dele era José, mas eu nunca pensei no meu avô como José.
Eu sempre chamei de vô Borges ou de vô Zezé.
marcadores família
Nunca liguei pro dia dos namorados. Mas hoje, no primeiro em 6 anos que eu passo sozinha, me dei um presente. Finalmente fui à auto-escola levar todos os documentos pra dar entrada no Detran. Eu não posso passar por uma loja de carros que já quero entrar e escolher logo o meu.
Bom, feliz dia dos namorados pra quem tem um. Ou uma. ;)
pra quem não tem: gente, amanhã é dia de santo antônio, hein?
marcadores todo dia
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Eu acho engraçado quando as pessoas me vêem e falam "nossa, seu cabelo tá bonito. o que você fez?"
Primeiro que meu cabelo não está bonito. Há uma diferença entre um cabelo bonito e um cabelo que já foi horroroso e está melhor. O meu caso é o segundo. Só quem conheceu meu cabelo antes pode elogiar. Quem me conhece agora só acha mesmo um cabelo normal.
Outro dia eu tava saindo de casa com a minha mãe e a gente encontrou um vizinho. Ela disse "mas ele tá bonito, né?" Eu tive que explicar que, não, ele não está bonito, ele está melhor. Porque era uma pessoa horrorosa e agora é uma pessoa normal, o que dá a impressão de que agora ele é bonito. Mas não é, só é uma pessoa que não incomoda os seus olhos agora.
Segundo, gente amiga, vamos entender de uma vez por todas: não é o que eu fiz, é o que eu FAÇO. Diariamente. Religiosamente. Rigorosamente. Quando alguém me pergunta o que eu fiz no cabelo, eu não sei o que responder. Digo o que eu fiz hoje? O que eu fiz ontem? Conto a reconstrução que eu fiz há três dias? Falo da ampola que eu usei semana passada? Vou ficar o dia inteiro falando, né?
Talvez seja o caso de eu andar com um diário do meu cabelo. Assim quando alguém perguntar o que eu fiz, eu tiro meu diário do cabelo da bolsa e digo "dá uma olhada nas últimas três semanas."
Ou eu também posso ser uma daquelas pessoas irritantes e dizer "menina, sabe que eu não fiz nada? acordei e ele tava assim!"
As pessoas não acreditam quando eu conto. Tem gente que ainda não sabe. Eu conto de uma vez só. Terminou. Não dou muita explicação, que é pra não ficar triste. Mas não adianta, todo mundo faz cara de surpresa e quer saber por que. Outro dia encontrei um ex-professor e ele me perguntou "renatinha, e o noivo tá bem?" Eu disse "deve estar bem. mas não é mais noivo." Precisava ver a cara dele. Ele perguntou "mas como, renata? não tava com data marcada e tudo?" eu quis descontrair e disse "não, d., não tinha data marcada. tava só me enrolando mesmo." Eu me arrependi na hora de dizer isso. Não por ser mentira, é tudo muito mais complexo do que "estava me enrolando", eu falei pra fazer uma graça mesmo, pra não ficar aquele clima pesado, que às vezes fica. Mas me arrependi na hora. E a cara de dó que ele fez? Ele tava com a esposa, os dois me deram um abraço. Ele me abraçou e disse "tudo passa. você vai encontrar alguém muito melhor." Eu nem fiquei mal aquele dia, que engraçado.
Mas é diferente com meninas. Uma amiga minha não consegue acreditar. Ela fica me perguntando "mas não tem volta? você acha que não tem volta?" Eu não quero ficar falando disso. Já falei tantotantotanto, que fico cansada de iniciar esse assunto de novo. Me dá um cansaço. Não que o assunto tenha se esgotado pra mim. Eu ainda vou falar muito sobre isso comigo mesma e na análise. Mas eu sinto que o assunto se esgotou pra outras pessoas. Cheguei na parte que eu não posso mais dividir. As pessoas me dizem "não consigo imaginar você sem ele." Eu não sei por que alguém diz isso pra mim. "Eu achei que vocês iam casar." Eu não sei o que responder. O que eu vou dizer? "Eu também"? Não sei, só mudo de assunto.
De repente um cara tá do meu lado dizendo "olha, eu acabei um casamento há uns meses, sei como é." Eu penso, que ótimo se você me encontrasse numa quinta-feira à tarde e eu estivesse disposta a conversar. Hoje é domingo e eu estou concentrada apenas no meu chopp e na minha pizza. Aceitei a carona pra casa depois, mas já pensando em como mudar de assunto se ele falasse da separação dele e quisesse saber da minha. Mas ele nem tocou no assunto. E desceu do carro pra abrir a porta pra mim. Achei meio estranho, mas não reclamei, porque o carro era um daqueles bem altos, eu sempre tenho medo de cair desses carros. Nunca entendi por que alguém compra um carro tão alto, é muito difícil pra entrar e pra sair. Nem fiquei com ele, mas quando fui tomar banho percebi que tinha ficado um perfume masculino na minha roupa. Acho que foi do abraço que ele me deu antes de eu entrar em casa. Ele disse "como você é magrinha." Eu não sou magrinha, mas tava com uma blusa meio larga, daquelas que enganam.
Todo mundo se despediu me abraçando. Acho que eu sou uma pessoa muito abraçável.
marcadores todo dia
domingo, 10 de junho de 2007
Bom, aí eu fui ver quem era o cara que tinha visitado meu perfil no Orkut. Fui até o perfil dele, dar uma olhada e tal, e... ele tá na comunidade Garotas Esquisitas!
hahahahaha
Eu acho que não mereço, mas talvez eu até mereça, não sei.
marcadores bobagens
sábado, 9 de junho de 2007
Apesar de todos os contratempos, eu ainda espero ver o lado bom das coisas.
Levei um pé na bunda? Ok, que oportunidade maravilhosa pra viajar, arrumar um emprego melhor, usar esmalte escuro toda semana, sem ouvir reclamação.
Emagreci de tanto chorar? Ah, que ótimo ter as minhas calças folgadas de novo.
Meu cabelo está sem corte e eu não tenho dinheiro pra ir ao salão? Hum, que lindo, um visual natural, quase selvagem, posso lançar uma tendência.
As mangas morcego continuam nas coleções de verão? Nossa, quanto dinheiro eu vou economizar, desprezando essas roupas.
O rocambole quebrou na hora de enrolar? Que chance única de transformar o recheio em cobertura e fingir que a intenção inicial era fazer um bolo e cortar em quadradinhos.
Nessa linha, achei um ponto positivo da mudança de lugar da cama: agora eu não preciso mais levantar pra apagar a luz. Basta engatinhar até a ponta da cama. Imagina quanta energia eu vou economizar...
Aqueles microvestidos no Fashion Rio... alguém POR FAVOR me diz que aquele comprimento era só pra passarela e que vão fazer vestidos fofos como os que eu vi em tamanhos normais.
Por favor, não peço muito na minha vida. Eu não peço, por exemplo, que minha mãe aceite quando eu digo que NÃO CABE mais um guarda-roupa no meu quarto. Eu não peço nem que ela entenda que eu tenho direito de chegar em casa e ficar de mau humor porque ela mudou minha cama de lugar, pra provar que cabe um guarda-roupa aqui, e agora eu só tenho uma posição pra ver tevê. Eu não peço que a minha memória funcione a ponto de lembrar de levar TODOS os documentos e comprovantes de pagamento na auto-escola, pra finalmente fazer as aulas práticas. Eu não peço pra acordar um dia e ter o cabelo da Alessandra Negrini, só que mais curto. Eu não peço pra não ser atrapalhada do tipo que deixa meu casaquinho de capuz branco encostar na cera ainda quente.
Eu peço? Não, eu me conformo.
Mas agora eu tô pedindo uma coisa, uma coisa só, que é que os vestidos lindos que eu vi também apareçam num comprimento que eu possa usar sem ter que passar meu tempo livre na academia, e não deitada vendo tevê. Na única posição de ver tevê que me restou...
marcadores mau humor, reclamações
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Eu e minha mãe tentando andar numa calçada cheia. A calçada pára, porque alguém decide tirar fotos bem ali. Em várias poses. A gente passa, entre uma foto e outra.
-Renata, deixa eu achar um maluco* que eu vou pagar pra ele ficar passando na frente dessa palhaça que quer tirar foto no centro de Nova Iguaçu.
-Pagar maluco?
-Vou achar um maluco e pagar pra ele ficar passando pra lá e pra cá, na frente da foto, que é pra ela aprender. Quer tirar foto, vai pro Pão-de-Açúcar. Palhaça.
...
Uns minutos depois ela não se agüenta:
-Renata, você conhece alguém mais genial do que eu? A idéia de pagar o maluco foi genial. Pena que a gente não achou um, né?
É, que pena...
*tem vários malucos andando por Nova Iguaçu. é muito fácil achar um.
marcadores falta de noção, família
Sonhei:
que saía com meus pais e passava tanta maquiagem que quando eu piscava ouvia meu rosto fazendo "crec".
A gente tava num lugar assim aberto, meio gramadinho, mas com falhas no gramado, e tinha um cachorro comendo um pedaço de morango no chão.
Minha mãe disse: "filha, nunca coma comida do chão. as pessoas põem veneno."
Meu primeiro impulso foi espantar o cachorro, pra ele não comer o veneno. Depois eu perguntei pra minha mãe "mas por que eu comeria comida do chão?" e ela me respondeu "não sei. só estou avisando."
marcadores sonhos
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Sabe bad timing? Quando alguma coisa acontece na pior hora possível? Sabe assim?
É assim que eu chamo o que fez O Boticário lançar esta coleção justamente pra este dia dos namorados.
Bad timing.
dependendo da validade, vale fazer um estoque, né? ;)
marcadores futilidade, mau humor
É muito estranho pra mim ter alguém na minha vida e no dia seguinte não ter. Porque eu não fui criada assim. Na minha família, você entra e não sai. Ninguém sai da minha família, gente, é impossível. Eu nunca tinha visto alguém fazer parte da família e conseguir se libertar antes. Merece um prêmio pelo ineditismo.
O ex-marido da minha tia continua sendo convidado pras festas, viaja com meus pais. Mesmo a minha tia já estando noiva de outro, que também é muito bem tratado. A filha do ex-marido da minha tia continua tendo presente na árvore de natal.
Mas a melhor história é a de um primo meu. Ele casou, a mãe dele amaaaava a nora. Mas amava de verdade. Eles casaram, foram morar com meus tios e pouco tempo depois se separaram. Meu primo saiu de casa e a ex-mulher dele continuou morando lá com os ex-sogros.
Meu primo já se casou outras duas vezes. A primeira mulher dele continua morando com meus tios. Há mais ou menos um ano ela casou. E levou o marido pra morar com ela. Na casa dos ex-sogros. Moram todos lá, meus tios, a ex-nora deles, o atual marido dela e a filha que ela teve.
Tá bom?
É por isso que eu digo que tem que ter muito cuidado na hora de lidar com a minha família. Porque a gente é praticamente um pega-mosca. Se pousar aqui, vai ter que lutar muito pra conseguir sair. E se sair, vai deixar umas perninhas grudadas.
marcadores família
quarta-feira, 6 de junho de 2007
floo
E hoje eu descobri que existe torcer e existe torcer com classe. E quem torce com classe vai ver o jogo de avião fretado. A torcida do Floo está um nível acima.
não, gente, não há previsão de quando meu pai vai colocar a camisa do Floo pra lavar.
Não é qualquer uma que acorda e vê que a cachorra está vestida com uma blusa sua.
Da Hello Kitty.
marcadores Hannah
-Renata, você pode vir aqui?
-Ah, mãe, agora não. Tô cansaaada, não quero levantar.
-Tá bom. É que meu chefe me deu uma barra Milk Almonds da Lindt.
-PERAÍ, que eu já levantei!
...
Meus chefes não me dão nem um sinto muito quando meu salário atrasa.
...
Mas a verdade é que a minha mãe merece chocolates, porque ela gosta de trabalhar. Eu acho tão irreal isso, mas a minha mãe gosta de acordar e ir pro trabalho. Ela se aposentou há uns dias, inclusive. E continua trabalhando. Com a mão imobilizada por causa de tendinite. Chocolate é o mínimo mesmo.
...
Eu como todos os chocolates bons que ela ganha mesmo, porque eu sou preguiçosa, não gosto de trabalhar, mas mesmo assim acho que mereço chocolate.
marcadores família
terça-feira, 5 de junho de 2007
Lembrando da festa do ano passado. O namorado da minha tia chegou na casa dela, vestido de caipira. A roupa cheia de remendos, chapéu de palha, bigodinho e costeletas de lápis.
E a minha avó:
-Hahaha, você veio ao natural, né?
...
Outro dia um conhecido encontrou minha avó na rua:
-E a senhora tá bem?
-Não dá pra ver? Tô respirando, tô dormindo, tô comendo. Como é que eu não vou estar bem?
É uma sinceridade única.
marcadores falta de noção, família
A Hannah pega a perna da minha mãe, às vezes. Hannah é um ser ainda confuso, ela não sabe ainda pra que lado vai.
O assunto aqui hoje é a festa junina. Minha mãe dá a idéia genial de deixar a Hannah como noiva da quadrilha. Eu tento, gente, eu tento trazer um pouco de bom senso pra minha família:
-Mas, mãe, quem vai ser o noivo???
-A gente veste a minha perna com um mini terno.
marcadores falta de noção, família
Minha mãe, gritando lá do quarto dela:
-Renata, já convidou todo mundo? Nossa festa junina vai bombar?
Minha mãe, a adolescente.
marcadores família
Adoro ver como tudo é mais fácil pra gente rica. A pessoa vai ao banco falar com o gerente. O gerente sabe o nome dela e sabe muito bem quanto ela tem na agência. A pessoa vai reclamar de uma taxa mínima. Mas mínima. E diz que não quer mais pagar a taxa. Não quer mais. O gerente fica lá, tentando convencer a pessoa a pagar a taxa. Até que a pessoa fala que se tiver que pagar essa taxa, ela vai levar todas as aplicações pra outro banco, que ligou pra ela e ofereceu o mesmo serviço sem essa taxa.
E sai do banco com a taxa cancelada.
Se fosse eu, ia ouvir "ah, isso mesmo, leva pra outro banco. quero ver que banco vai gostar de quem só tira dinheiro e nunca põe, quero ver. vai lá."
ai, mentira. da última vez que eu fui ao banco o funcionário foi um amor, me cumprimentou com beijinho, foi super rápido, porque faltavam 10 minutos pro câmbio fechar, se despediu com beijinho, ainda disse pra eu ir direto nele da próxima vez. o que eu não vou fazer, porque não sei furar fila.
marcadores todo dia
Gente, é muito drama nessa vida! Os dias continuam frios, eu não sei mais o que fazer.Olha, o meu cabelo requer muitos cuidados. Não pra ficar lindo. Não. Pra ficar lindo ele requer quase um milagre. Meu cabelo requer muitos cuidados pra ficar aceitável pra sociedade. Assim, pra eu sair na rua e as pessoas não jogarem pedras em mim ou me baterem com galhos.
São muitas etapas, muitos produtos e bastante tempo que eu passo com ele molhado, até que ele fique pronto para ser visto.
Mas com esse frio, não dá. O mundo que me desculpe, porque vai ter que ver meu cabelo no original.
Eu sinto tanto por vocês...
marcadores bobagens, futilidade
Ontem eu passei o dia todo bem. Aí já era madrugada de hoje quando eu lembrei que ontem tinha feito dois meses e tal.
Daí, chorei, chorei, chorei.
E fui dormir, que ninguém agüenta chorar tanto na vida, né?
...
Nesses dois meses, eu perdi uns 2,5 kg - 3 kg que eu não recuperei. Essa foi a melhor parte mesmo, porque era aquele peso que eu tava tentando perder há meses, mas não conseguia. Só que eu me alimentei normalmente durante esse período. Meu apetite não diminuiu nem nada. Então eu pensei, pensei, e acho que não perdi 3 quilos, perdi 3 litros.
E é por isso que não importa o quanto eu esteja feliz, eu vou chorar pa-ra-sem-pre. Pra manter o peso.
marcadores bobagens
Hoje é terça-feira, 5 de junho, 13:21.
E meu pai está cortando azulejo.
A pessoa não consegue viver sem iniciar uma obra e largar pela metade.
marcadores família
segunda-feira, 4 de junho de 2007
sábado, 2 de junho de 2007
Eu vou contar uma coisa e vocês vão ter que acreditar em mim. Eu tenho como provar o que eu vou dizer, mas não posso, porque se eu colocar fotos do meu irmão aqui ele vai pegar uma das minhas pernas e sair me puxando, me fazendo andar pulando com uma perna só pela casa toda. E eu odeio quando ele faz isso.
Então acreditem em mim quando eu digo que o meu irmão parece o Renato Russo.
No começo, quando os amigos começaram a chamar ele de Russo, eu achei que tinha a ver mesmo, por causa da barba, do cabelo e dos óculos, mas pensei que fosse uma coisa que você tinha que parar, olhar pra ele, pensar um pouquinho e perceber.
Mas hoje meu irmão foi tomar vacina comigo e quando a gente saiu do posto, uns meninos começaram a gritar "olha o Renato Russo! Renato Russo, me dá um autógrafo!" Meu irmão é muito de paz, então não falou nada, o que fez as crianças pensarem que meu irmão tem bom humor. Não se engane, ele só tem preguiça de te xingar e te bater. E as crianças vieram atrás cantando músicas do Renato Russo.
Até a hora em que ele virou pra trás e perguntou se alguém tinha algum problema pra resolver com ele. E foi meu ponto do alto do dia até agora, ver meu irmão assustando criancinhas.
Mas acreditem em mim, ele parece mesmo o Renato Russo.
Porque assim, né?, eu não vou engravidar, mas o resto do mundo vai. E eu não quero ninguém me acusando de ter transmitido doenças por aí.
Agora eu tenho uma carteirinha de vacinação e ela é laraaanja e eu adoooro laraaanja.
...
-Mãe, onde eu guardo a minha carteirinha de vacinação laranja?
-Ah, me dá aqui, que eu vou guardar junto com a da Hannah.
marcadores todo dia
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Eu acho que vou ser uma pessoa mais completa quando eu tiver um desses.
Eu sinto que é isso que falta na minha vida.
marcadores futilidade
this one next.com
Você diz qual foi seu último livro/DVD/CD e o site dá uma sugestão de qual deve ser o próximo.
Ah, lembrei meu sonho da noite passada: uma amiga minha achava que tava grávida. Ela ia ao laboratório, fazia o exame, só que tinha que viajar com o namorado. Então ela me pedia pra ir lá e pegar o exame pra ela. Eu ia e aproveitava pra fazer um exame também.
E no resultado do meu exame, tava assim:
Quando vai engravidar: NUNCA
Cara, será que isso tudo é medo da vacina?
Acontece que injeção não faz o menor sentido pra mim. Eu não consigo entender que uma civilização que tenha Regina Spektor e mande pessoas pro espaço ainda precise de injeções. Sabe, não faz sentido ficarem procurando água em Marte, em vez de gastarem esse dinheiro todo com alguma forma de me vacinar sem furar a minha pele.
Gente, o Zé Gotinha era nosso amigo, por que ele não pode servir pra TODAS as vacinas? Que civilização é essa, que ainda precisa furar o braço das pessoas pra prevenir doenças? Ninguém tem dó de furar o meu bracinho tratado a hidratante de água de coco e baunilha?
Injeção is so last century...
Eu não sei quanto tempo do meu dia é gasto nisso. Eu gostaria muito de ter uma porcentagem, porque eu adoro mesmo porcentagens, mas ainda não parei pra contar quanto tempo eu gasto apagando a aliança das minhas fotos. Acho que menos tempo do que tentando perdoar e esquecer.Eu sei agora que não tinha como dar certo, porque eu acho que é uma pessoa que não sabe amar mesmo, e não tem noção nenhuma de responsabilidade. Mas saber que não tinha como dar certo não faz eu me sentir melhor por ter dedicado 1/4 da minha vida a alguém que não me deu essa dedicação toda de volta.
No começo, eu pensava muito em como ele não podia ter feito isso comigo, mas agora eu acho que foi mesmo porque não sabia como fazer diferente. Porque a gente não erra de propósito. Erra porque não sabe fazer. E quem não sabe amar vai amar errado e fazer o outro sofrer. Quem não sabe assumir responsabilidade vai tentar se livrar da culpa. Que sou eu. De um dia pro outro eu virei cinqüenta quilos de consciência pesada. Eu acho também que existe uma diferença entre sentir muito e sentir culpa. Quem sente muito sou eu. Eu sinto muito, não tem como alguém dividir esse posto comigo. Eu passo meus dias colando os caquinhos, sorrindo mesmo quando eu não tenho do que sorrir, só porque eu acho que sorriso atrai sorriso, e pensando em por onde eu vou recomeçar. Isso é sentir muito. Eu sinto muito por ter começado isso e por ter levado tanto tempo pra enxergar de verdade e não ver só o que eu queria ver. E por ter amado alguém que eu inventei.
We'd hit the bottom,
I thought it was my fault
And in a way I guess it was
I'm just now finding out
What it was all about
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Minha mãe conta que quando começou a trabalhar onde ela trabalha hoje, tinha uma funcionária do Piauí. A minha mãe chamava ela de "sirigaita". Acho que ela chamava todo mundo assim, sei lá. Era uma brincadeira dela. Tipo como hoje ela me chama de "cabeção". Bom, a minha mãe tava nessa rotina de chamar a moça de "sirigaita", até o dia em que ela começou a chorar e foi falar pro chefe que "sirigaita", lá de onde ela vinha, era um xingamento muito grave. E foi aquela história toda de "sou mãe de família, não admito esse tratamento e tal."
No dia seguinte, antes de ir pra mesa dela, minha mãe chegou perto da tal funcionária e falou:
-Não importa de onde você veio, agora você está no Rio-de-Ja-nei-ro. Eu vou te chamar de "sirigaita" até você parar de frescura.
...
Lembrei que uma vez eu tava conversando com a Luciana, e falei que tinha encontrado uma menina que estudou com a gente.
-Ah, é? Na 4ª série eu batia nela todo dia.
E eu fiquei "mas, hein?", e a Luciana me contou a história. Na 4ª série, a gente sentava em dupla, e a Luciana sentava com essa menina, que eu vou chamar de Bruna, mas só porque o nome dela é exatamente o contrário de Bruna. E um dia a Bruna falou pra professora que a Luciana tinha batido nela. Luciana jura que não tinha batido em ninguém. Sei que pais foram chamados e foi aquela coisa toda, até a menina admitir que a Luciana nunca tinha batido nela. É claro que se fosse comigo a história teria acabado aí, mas não com Luciana.
No dia seguinte, ela sentou e falou pra Bruna:
-Olha só, eu não te bati aquele dia, mas a partir de hoje todo dia você vai levar um soco, pra aprender. E não adianta reclamar com ninguém, porque agora vão achar que você é uma mentirosa.
*POF*
marcadores falta de noção, família
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Neste momento assim de indecisão na minha vida, eu vislumbro uma nova possibilidade. Uma nova carreira, talvez: consultora de golpe do baú.
Sério, com tantas pessoas que estudaram comigo e tal dando golpe do baú, eu quase me sinto na obrigação de ensinar a fazer direito. Porque são uns casamentos que só podem ter sido golpe.
Primeira lição: eu sei que você tá super feliz porque vai poder comprar as roupas mais lindas. Mas vamos ser sensatas, ninguém sabe quanto tempo um casamento desse tipo vai durar. Nada de gastar milhões com roupas. Compre jóias. Jóias duram pra sempre. Jóias vão garantir o seu futuro. Ir até a padaria vestindo Maria Bonita Extra faz qualquer uma feliz, mas na hora de vender o vestido pra pagar contas ele não vai valer nem 100 reais num brechó em Copacabana.
Jóias, gente, jóias. Depois que você já estiver cercada de ouro e diamantes, aí sim pode começar a gastar com roupas.
Eu tenho que explicar tudo, tudo!
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Ontem quando minha mãe chegou em casa, olhou pra mim, olhou de novo, quase um comercial de Seda, né?, e falou:
-Renata, acho que você está com rubéola.
O que é o terrorismo psicológico, não é?
E aí chamou meu pai e os dois ficaram olhando pra mim, muito desconfiados das manchas no meu rosto. É rubéola, deixa eu ver o braço, é catapora, ela já teve catapora, é sarampo, ela foi vacinada, é alergia.
Até que eu levantei e fui até o espelho.
-Mãeee, tá louca? Não são manchas de rubéola, são sardas!
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terça-feira, 29 de maio de 2007
-Renata, quando você vai tomar a vacina contra rubéola?
-Nunca, mãe.
-Quando? Marca um dia que eu vou com você.
-Nunca, mãe.
-Tem que tomar.
-Não tenho, mãe.
-Tem sim. E se você engravidar?
-HAHAHAHAHAHAHAHAHA. Tá bem, mãe.
-Tô falando sério. Tem que tomar, Renata.
-Mãe, eu NÃO vou engravidar. Eu tomaria pra não contaminar as outras grávidas, mas eu não vou entrar em contato com nenhuma grávida e, se alguma aparecer na minha frente, eu prendo a respiração até sair de perto dela.
-Renata, tem que tomar a vacina. Depois você engravida...
-Mãaaaaeeee, vou engravidar de queeeeemmmm? Eu não vou engravidar!
-A gente nunca sabe...
-Nunca sabe, mãe? Nunca sabe? Eu sei! Eu te garanto que não vou engravidar. Eu PROMETO. A única chance que eu tenho de engravidar agora é com o espírito santo.
-Pois é, então existe uma chance.
-Mãe, olha só, se o espírito santo quiser ter um filho comigo, acho que o mínimo que ele tem que fazer por mim é me proteger contra a rubéola, você não acha? É uma questão de educação.
...
Então devo ir na quinta ou na sexta.
E vou chorar mesmo, porque eu sou fresca mesmo e odeio injeção mesmo e choro mesmo, não tenho vergonha.
Vergonha é roubar e não poder carregar, ok?
Selton Mello: beijos com morena em festa no Rio
Olha só, não era eu, tá? Não era eu.O que eu quero reclamar agora é que vocês não estão fazendo nada pra me unir ao Selton, nada!
Eu não estou vendo nenhuma movimentação nessa direção.
Assim eu vou perder a paciência!
marcadores bobagens
Eu já faltei ao trabalho pra ir à praia.
Eu já faltei ao trabalho pra ir a uma formatura.
Eu já faltei ao trabalho pra ir a uma entrevista de emprego.
Mas eu nunca tinha faltado por estar doente.
Atchim, coff-coff. Tem mesmo uma primeira vez pra tudo.
...
Meu irmão, o sensível:
-Já que você tá em casa hoje, bem podia fazer um bolo pra mim!
...
Esta é a primeira vez que eu acho que estou doente o suficiente pra não fazer alguma coisa. Ficar gripada, ter uma crise de alergia, nada era o suficiente pra eu não ir trabalhar, não ir à escola ou à faculdade.
Eu não estou mais doente do que já estive na vida. Só achei que não valia o sacrifício.
marcadores todo dia
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Da série eu já vi esse filme:
Anna Kournikova e Enrique Iglesias anunciam fim do namoro
Como muito bem diz Miranda Hobbes: Wow! A guy who doesn't want to get married! Film at eleven!
O que me surpreende é a falta de originalidade, né?
A Anne Heche quando terminou com a Ellen DeGeneres não veio com esse papinho de medo de compromisso, não, gente. Não! A pessoa foi fundo! Se perdeu no deserto, foi achada falando uma língua estranha e ainda disse que tinha sido abduzida por extraterrestres.
Isso sim é desculpa. Aprendam, meninos.
Eu trabalho num curso de Inglês aonde muitas pessoas vão procurando por alguém que faça traduções. As secretárias são umas fofas, sempre me indicam, mas agora acho que elas querem exercer outra função mais querida ainda na minha vida.
Hoje eu cheguei e elas me falaram que um cara pra quem eu já fiz tradução precisava de uma versão pro Inglês. Não satisfeitas em arrumar trabalho, elas querem me arrumar algo mais.
-Olha, a gente vai falar pra ele que agora você tá solteira, tá?
Ok, desde que ele não pense com isso que não precisa mais pagar pelas traduções. ;)
Mas só pra não deixar de lado o mau humor pra sempre. Olha só, eu nem curto cerimônia de casamento. Não faz a minha cabeça, apesar de o boato por aí ser outro, né? Mas eu não ligo, não tenho a menor vontade de casar assim. Hahaha, nem se eu quisesse agora, né?
Mas você não odeia quando alguém vai a um casamento querendo brilhar mais do que a noiva? Gente, a noiva tá ali, gastando um caminhão de dinheiro pra ser a mais linda do mundo. Odeio gente que aparece querendo ser o centro das atenções. Compram o vestido mais decotado, o que tem paetês até no forro e vão. E as fofas que vão de branco?
Cara, junta aí um dinheirinho, arruma um noivo e espera a sua vez.
domingo, 27 de maio de 2007
As coisas mais simples
Dia de festa aqui em casa. Minha tia foi ao Rio esta semana e achou havaianas 45/46 pro meu pai e pro meu irmão.
Você sabe o que é viver durante muito tempo sem ter opções de havaianas? É triste, gente, é muito triste. Eu sinto por eles, porque eu combino minha camisa de praia com as minhas havaianas.
Embora eu nunca vá à praia...
Eu falei do filme neste post e a Suzana me falou pra comprar o livro. Eu comprei correndo. E a Livraria Cultura entregou correndo, essa parte foi bem legal.
Eu fui lendo e lendo e depois fui vasculhar a casa toda, porque eu fiquei meio desconfiada que o Steve Martin tivesse instalado câmeras escondidas aqui. Bem parecido, hein? Eu pensei em reproduzir alguns trechos aqui, mas seria quase o livro todo. E o processo, né?
(adorei o livro, Suzana. obrigada pela indicação)
marcadores livros
-Filha, o fulano falou comigo que viu na tevê que você não deve comprar água ou qualquer bebida parada no sinal, porque eles injetam uma substância que...
-Tudo mentira, pai.
-E aí quem vendeu passa um rádio pra alguém lá na frente com a placa do carro e...
-Tudo mentira.
-Ele viu na tevê.
-Onde? Em que canal?
-Na tevê.
-Mentira. Algum jornalista preguiçoso recebeu por e-mail e achou que merecia virar notícia. Lembra da história dos adesivos, né? Saiu no jornal.
-Bom, só tô falando pra você não comprar nada enquanto estiver parada no sinal.
-Vou comprar sim. Aliás, a partir de agora eu só vou tomar líquidos que tenham sido adquiridos num sinal de trânsito.
-Mas...
-Só pra provar que vocês todos estão errados.
marcadores falta de noção, família
sábado, 26 de maio de 2007
Eu fico tão feliz que essas pessoas aqui saiam de suas casas num fim de semana ou num feriado e venham até a minha casa e aceitem comer o que eu cozinho e ainda façam caipirinha pra mim.
:*
...
E no menu da 3ª temporada de Sex and the City, a Carrie fica repetindo:
-We're so over we need a new word for over.
...
Sabe que agora 75% das minhas amigas têm blogs. E você não tem noção do quanto eu AMO falar usando porcentagens.
...
Há exatamente um ano eu estava comemorando como nossa uma vitória que era dele. E uma vitória em uma coisa que também não existe mais. É... estranho.
...
Na 3ª temporada de SATC, quando a Charlotte conhece o Trey e eles ficam naquele guti-guti de começo de namoro. Ai, não tenho paciência, acho um porre. Parece que eu sou a opinião contrária, porque me informaram que o melhor do namoro é o começo. Eu não tenho muita paciência pra ficar descobrindo ninguém. Quero acordar um dia e já conhecer tudo e já iniciar qualquer coisa com piadas internas. É pedir muito, né? Ok, troco isso por aquela camisa listradinha de azul que eu vi na semana passada. Ou por um vênus em algum signo mais racional. Porque esse aqui que eu recebi em peixes foi sacanagem.
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Eu não sei se algum gerente de supermercado lê o blog. Mas, se lê, podia me fazer um favor. Primeiro eu queria dizer que eu mereço um favor. Eu tava morrendo de frio e tomei banho mesmo assim. Olha como eu sou limpinha. Ainda hidratei meu cabelo. Olha como tá macio. E fiz massa para o jantar. Olha como eu tô gordinha. Pois é, eu mereço o favor. É um favor bem pequenininho.
O que eu peço a você, meu amigo gerente de supermercado, é que você avalie bem um funcionário antes de dar um microfone na mão dele pra anunciar promoções. E avise ao seu funcionário que ele deve apenas anunciar as promoções. Deixe bem claro, amigo gerente de supermercado, que a função dele não é agir como se estivesse apresentando um programa de tevê. E muito menos entrevistar pessoas. A função é apenas me avisar que o quilo do kiwi está custando 3,84, para que eu possa me dirigir feliz à seção de frutas e comprar kiwis.
Nada de "quantas vezes por mês a senhora vai ao supermercado?", "daqui a cinco minutos vou fazer uma promoção relâmpago", "isso, senhora, esse pão é muito bom mesmo" Nada disso, basta anunciar as promoções sem gritar e ficar calado durante o resto do tempo.
Isso tudo, amigo gerente de supermercado, se o senhor quiser evitar que eu rode o supermercado todo atrás do funcionário com o microfone só pra pedir a ele que porfavorrrrrr pare de falar um minuuuuto.
Por isso, amigo gerente de supermercado, se a sua intenção não é ter uma pessoa com atitude de gente louca no seu estabelecimento, sugiro que avalie melhor a quem você dá um microfone.
marcadores falta de noção, todo dia
Que tipo de pessoa faz isso?
Só uma pessoa muito tonta, né?
Eu quero tomar banho, mas acabei de tomar um suco de abacaxi com hortelã batido com gelo e não tenho idéia de quando o frio interno vai passar.
brrrr.
marcadores falta de noção, todo dia
quinta-feira, 24 de maio de 2007
boa noite, aumiguinhos!
Hannah de pijama do papai, com seu travesseiro calmante de ervas. Você não está imaginando coisas, o travesseiro tem, sim, uma cara de cachorro pintada.
Quadrilha no Arraiá da Hannah
Prestenção: minha mãe já mandou todo mundo ir pensando na melhor data pra festa junina deste ano.
Pra lembrar a vocês do que é a festa junina (basicamente comer e tomar quentão), um vídeo da quadrilha da festa do ano passado.
A pessoa de vestido caipira é, sim, da minha família. É minha tia. Não vamos julgar, ok? Ela é sempre a única pessoa fantasiada, o que não quer dizer que você não pode vir com roupa caipira. Venha, minha tia vai adorar não ser a única.
A pessoa brigando com os outros, porque eles não sabiam dançar quadrilha sou eu mesma, a_chata.
Vamos ver se este ano a gente faz uma quadrilha decente, hein? Vou falar pro meu pai fazer o dobro de quentão.
Meu pai cismou que a Hannah tá com frio. Vestiu uma blusa de pijama dele nela, cobriu com edredom, e ela tá lá, com a cabeça no travesseiro calmante de ervas dela.
A gente pensa que não, mas cachorro sofre.
Imagina lidar com gente maluca assim sem poder falar nada.
marcadores falta de noção, família, Hannah
Olhaaa, eu não quero que as pessoas fiquem com pena de mim nem nada. Minha família toda tomando conta de mim e fazendo coisas pra agradar me sufoca um pouco.
Mas minha mãe ligou e falou:
-Vamos lá comprar aquela bolsa que você queria?
Então, assim, vou fazer uma cara muito de quem tá sofrendo, pra merecer bastante a bolsa, tá?
Porque tudo bem sofrer, né? Mas que pelo menos eu sofra tendo uma bolsa nova.
O tempo passa, o tempo voa, mas as pessoas continuam não acreditando que não há NADA que possa ser escondido na Internet. Eu falo, mas ninguém acredita.
Esconde embaixo do colchão, esconde num cofre, esconde atrás da cortina. Mas não esconde na Internet.
Já achei.
;)
A foto é clássica, hein?
marcadores falta de noção
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Outro dia eu saí e só no meio do caminho me toquei que a chapinha tinha ficado ligada no meu quarto. Liguei e pedi pra minha mãe desligar.
Hoje a minha mãe falou:
-Ainda bem que aquele dia você ligou. A gente nunca teria visto a chapinha ligada.
-É, a casa ia pegar fogo e no dia seguinte eu ia chegar em casa e encontrar só as cinzas de vocês.
Minha mãe completa:
-E a chapinha estragada.
É, porque perder uma chapinha seria muito pior do que perder a minha família queimada por minha culpa, né?
marcadores falta de noção, família
E também eu queria que as pessoas parassem de ficar pedindo pra gente votar no Cristo Redentor como uma das maravilhas do mundo moderno.
Gente carioca, vamos cair na real. O Cristo não é uma maravilha. É só uma estátua gigante na forma que a igreja católica deu a Jesus.
É muita cara-de-pau fingir que o Cristo, a estátua da liberdade e a torre eiffel são mais legais do que o Taj Mahal, por exemplo.
Fora que o Cristo perdeu todo o respeito quando deixaram o Renato Aragão ir se empoleirar lá na mão dele. Imagina se alguém ia deixar o Didi escalar a Acrópole de Atenas.
Então vamos liberar a rotação do mundo, para que ele gire ao redor de si mesmo e não em volta do nosso umbigo, e votar no que for mais legal, e não no que está mais perto de nós.
Lembrando que o próximo que me pedir pra votar no Cristo vai levar uma banda*.
*banda, rasteira, não sei como você chama. estou falando do ato de usar uma das minhas pernas pra tirar as duas pernas de alguém do chão, com a intenção que esse alguém caia e me faça rir.
Esse post é mesmo só pra informar que por mim tá tudo bem o John Mayer ter medo de compromisso, como informa a fofoca do IMDb.
Porque, assim, eu já amei pra sempre. Agora eu quero amar só até amanhã.
Meu único problema seria ele demorar demais pra me avisar do medo de compromisso. Mas, John, se você me der um toque antes de fazer um ano e tal, tá tudo cool entre nós.
Um beijo, John. E não esquece de avisar à A.A. que minhas refeições devem ser vegetarianas.
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Eu tava aqui, fazendo nada. Mentira. Eu tava aqui, sentindo pena de mim mesma. Mas não tava fazendo só isso, claro. Eu domino essa coisa de multitarefas, gente, então tava aqui:
1. sentindo pena de mim mesma
2. tentando entender por que o John Mayer insiste nessa história de Jessica Simpson, quando eu estou aqui, fluente em Inglês, solteira e sem nunca ter sido cachorra com o ex.
Foi entre sentir pena de mim mesma e tentar entender por que o John Mayer não liga pra American Airlines tipo a-go-ra e reserva uma passagem pra vir me buscar, que eu vi que no Telecine Pipoca tava passando Hooligans. É um filme com o Elijah Wood e eu tive que parar pra ver, porque eu paro pra ver tudo que tenha o Elijah Wood no meio. Só porque ele é a pessoa mais bizarra que eu já vi na vida. Não vi pessoalmente, mas você entendeu. O Elijah Wood é aquela autópsia de ET. Bizarro, mas você não consegue desviar os olhos.
Daí tava vendo o final. Assim, vou contar um pouco do final, afinal, eu não desejo que ninguém perca tempo vendo um filme chamado Holligans com o Elijah Wood e aqueles olhos que não são humanos e aquele pescoço que tem a mesma largura da cabeça.
Bom, no final, os caras tavam lá se socando. Devia ser porque um era Flamengo, outro era Vasco e outro era sei lá o que. Não tinha ninguém do Floominense, eu garanto, porque torcedores do Floo têm classe. Bom, tavam lá se socando. E foi meio o que salvou a minha manhã, porque eu tive que rir das pessoas se socando sem motivo.
Bom, no final do filme o Frodo vai lá tirar satisfações com um cara e depois ameaça dar um soco nele e o cara morre de medo. Gente, como assim? Nem eu tenho medo do Elijah Wood. Nem a Hannah tem! E olha que a Hannah tem medo até de lagartixa.
O motivo pro filme meio que ter salvado a minha manhã é que eu percebi que tem sempre alguém com o emocional mais desregulado do que o meu:
1. há pessoas se socando sem motivo.
2. há pessoas com medo de levar um soco do Elijah Wood. Elijah Wood, o ator que nem precisou de computação gráfica pra parecer um hobbit.
3. há pessoas escrevendo livros sobre pessoas que se socam sem motivo.
4. há pessoas transformando esses livros em filmes.
5. há pessoas aprovando esses filmes.
Mas aí eu lembrei de uma coisa e meu dia foi arruinado de novo:
1. há pessoas tendo que trabalhar hoje... eu, né?
Quer dizer, me dei mal. Vi um filme sem sentido nenhum com Elijah Wood e ainda tenho que encontrar forças pra me arrumar e ir trabalhar.
terça-feira, 22 de maio de 2007
Tava indo pro trabalho, e o carteiro:
-Que deprê, dona Renata!
hahahaha, imagina o carão que eu devia estar fazendo.
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segunda-feira, 21 de maio de 2007
domingo, 20 de maio de 2007
Olha, caí.
Voltando pra casa, ninguém desceu pra me recepcionar, tive que subir com mala pesada + travesseiro + bolsa. Caí, tá? Não rolei a escada ¬¬, só caí de uns três degraus. Talvez quatro.
Por um momento fiquei na dúvida se ainda tinha alguma gota de álcool no meu sangue. Mas não tinha não, era só falta de equilíbrio mesmo.
Quer dizer, antes o desequilíbrio era apenas emocional. Agora é físico também.
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sexta-feira, 18 de maio de 2007
Ela acorda de madrugada, pára na porta do meu quarto, olha pra mim no computador, com aquela cara de sono dela. Ela vai pra cozinha, bebe água e fica me esperando, pra eu completar o potinho com água gelada.
Ela volta pro quarto dos meus pais e chora até minha mãe acordar e fazer carinho nela.
Ela tá balofinha. Não obesa, mas tá gorda, hein, Hannah? E às vezes não consegue subir na cama. Ela fica muito sem graça quando isso acontece, tenta disfarçar, finge que não queria subir. A minha cama é a mais alta da casa e agora ela começou a pegar distância pra subir nela.
Ela parece de pelúcia, mas se você apertar demais ela reclama.
Ela é o amor mais amor-amor.
Se você também quer um amor-amor, vai encontrar aqui: Quero um Bicho
What Mirabelle needs is an omniscient voice to illuminate and spotlight her and to inform everyone that this one has value, this one standing behind the counter in the glove department and to find her counterpart and bring him to her. 
...
i could never love you back
i could never care enough
in these last days
O que me mata é ele ter demorado tanto tempo pra pedir desculpas por ter tratado ela tão mal.
Mas eu adoro como ela consegue andar sem ele.
eu já tinha visto esse filme umas duas vezes, mas nunca com o coração partido em 982 pedaços. parece um outro filme.
marcadores filmes
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Outra coisa que me irrita: gente abrindo e fechando porta pra mim. Não tá vendo que eu tenho as duas mãos? E mesmo se tivesse uma, ainda assim eu seria capaz de abrir e fechar uma porta. A menos que a casa seja sua, claro. Eu não saio pegando na porta dos outros.
Eu sei que a intenção é a melhor possível, mas eu aviso logo pra não fazer. Não gosto, acho que alguma coisa sempre vai dar errado. Tipo no carro, a pessoa fecha a porta e eu acho muito que não vai ver que meu pé ainda tá fora do carro, vai bater a porta com força e quebrar meu tornozelo. Eu já até me imagino me jogando no chão de tanta dor, chorando e até penso qual é o melhor ortopedista pra cuidar da fratura, pra dizer, entre soluços e lágrimas "por favorrr, me leva pra clínica tal."
Odeio também que puxem a cadeira pra mim. Eu tenho força pra puxar uma cadeira. Esses bracinhos finos passam outra impressão, mas eu tenho força pra isso. Carregar um saco de 50 kg de cimento, ok, admito que eu não consigo. Mas pra puxar uma cadeira, pode contar comigo. Também acho que alguma coisa vai dar errado e eu vou cair no chão no meio do restaurante, tipo num programa dos Trapalhões.
Mas, tirando isso, eu sou mulherzinha.
marcadores reclamações
Me irrita demais. Eu passo e o bobão fala "além de tudo, ela é cheirosa." Quero matar. Viro pra trás e reclamo mesmo, ainda chamo de palhaço.
Não quero ninguém cheirando o ar por onde eu passo. Nin-guém.
Não comprei perfume pra te agradar, pessoa que está no botequim às 3 da tarde.
Ai, que abuso.
marcadores falta de noção, reclamações
Que dia grrr.
Fui comprar a bolsa. Tava ficando doente pensando na bolsa. Na hora de pagar, vi que tinha esquecido a carteira. Não tinha um real, não tinha cartão, nada. Minha mãe se ofereceu pra pagar e foi logo perguntando que tipo de pessoa sai de casa sem dinheiro e sem documentos. Eu, né, mãe? Eu! Não aceitei a oferta, me botei de castigo. Bolsa agora, só semana que vem.
Grrr.
Minha pasta no trabalho sumiu. Com trabalhos e provas de alunos, controle de freqüência e essas coisas. Sumiu, ninguém sabe, ninguém viu.
Grrr.
Meu irmão me contou que meu pai tinha ocupado a garagem que vai ser mi-nha com tralhas que ele trouxe da casa da minha avó. Suspeitamos que sejam coisas destinadas ao lixo, que ele recolheu, como um catador.
Grrr.
Minha mãe comprou minibolos de brigadeiro, chocolate com coco, maracujá e limão.
Grrr.
Ouvi "então agora você tá solteirona?" Solteirona não, né? Tô solteira. Não esculhamba.
Grrr.
marcadores falta de noção, reclamações
Tem esse blog coletivo no LiveJournal: Once a Month Music.
A proposta é super legal: a cada mês você posta uma música que tenha a ver com aquele momento da sua vida. Ou simplesmente uma música que você ouviu sem parar. A música não precisa ter sido lançada naquele mês, só precisa ter a ver com a sua vida naquela época.
No final do ano, você tem a trilha sonora do seu ano.
Tô aqui pensando nas minhas até agora.
It's a new dawn
It's a new day
It's a new life
For me
And I'm feeling good
...
And this old world is a new world
And a bold world
For me
marcadores música
Já liguei o telefone e o celular.
Já liguei a televisão.
Já li meus e-mails.
Já li todos os posts que o Google Reader me mostrou.
Já li jornal.
Já cocei a barriga da Hannuca.
Já preparei e tomei meu café da manhã.
Já lembrei que hoje é aniversário da Rê.
Já fiquei com preguiça de terminar de corrigir provas.
Já pensei no que eu vou vestir hoje.
Já pensei em comprar a bolsa que eu vi esta semana.
Já pensei que eu devia comprar um batom vermelho.
Acho que já acordei.
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quarta-feira, 16 de maio de 2007
Uma das coisas que eu mais gosto nisso de andar de ônibus é falar mal de quem anda de carro. Porque o ônibus pára no ponto, 563 pessoas entram. Todas lerdas, todas sem dinheiro trocado na mão, todas incapazes de fazer qualquer coisa a uma velocidade de pessoa normal.
Então o ônibus fica parado, porque as 563 pessoas têm que entrar, pagar, passar a roleta e sentar. E isso leva tempo. Ainda mais pra 563 pessoas lerdas.
Enquanto isso, os motoristas dos carros atrás dos ônibus buziiiiiiiiinam e buziiiiiiinam. Eu acho mesmo fantástica essa idéia que motorista tem, de que tudo se resolve com uma buzina. Já falei disso. O ônibus tá parado na sua frente, buzinar vai ajudar em quê? Acho incrível que alguém pense que o motorista parou o ônibus sem motivo e quando ouvir a buzina vai pensar "ahhh, era isso que faltava! ouvi a buzina, agora posso seguir viagem."
Aí entra a minha parte preferida de andar de ônibus: a solidariedade entre os passageiros. Adoro. Tanto pra brigar com o motorista que arrancou antes de uma velhinha sentar, quanto pra falar mal dos motoristas que buzinam.
Por isso pensei: depois que eu tirar a carteira, só dirijo com alguém do meu lado. Não é por medo, nem nada. É só pra ter com quem falar mal dos outros.
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Até agora não aconteceu nada de extraordinário, mesmo usando as sapatilhas pretas.
Mas passei na confeitaria e comprei bolinhas de queijo e carolinas. Porque a vida é doce. Se não é, devia ser.
E quando tava vindo pra casa, vi um cara igual ao Freddy Rodríguez.
De qualquer forma, ainda não tirei as sapatilhas do pé, que é pra dar mais uma chance, sei lá.
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Odeio repetir o sapato de segunda na quarta e o de terça na quinta. Porque são as mesmas turmas, e eles reparam.
Mas hoje não tem jeito. Porque eu tive um sonho que dizia "use a sapatilha preta", a que eu usei na segunda. Então, não tenho saída, vou ter que usar e ver o que acontece.
Pelo menos hoje eu vou de saia, e não calça, e a turma vai ver o sapato repetido, mas vai poder ver todo o esplendor da fitinha amarrada no meu tornozelo de elefante.
Eu não tinha falado ainda, mas o dr. Luiz Alberto Py viu o post falando sobre os conselhos pra quem tá passando por uma separação, que ele deu no Happy Hour de 7 de maio. Eu só tinha conseguido pegar quatro dos conselhos.
Ele me enviou os nove conselhos, a lista toda.
E como é que ainda tem gente que não entende que Internet é o máximo?
Enfim, só queria agradecer mais uma vez pela lista. ;)








