Minha analista tem uma pasta com tudo sobre mim. É amarela, tem meu nome na capa e quase sempre já está em cima da mesa dela quando eu chego. Na pasta tem tudo o que eu disse nesses cinco anos juntas.
terça-feira, 10 de julho de 2012
sábado, 7 de julho de 2012
Meu pai me ouviu chorando e veio ver o que estava acontecendo. Perguntou se eu estava chorando, mesmo vendo as lágrimas e o rosto todo inchado. Achei gentil. Eu disse que sim, ele perguntou por quê. Eu disse que era a vida. Ele disse pra eu não chorar mais.
domingo, 1 de julho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Quebrei um prato no quarto e recolhi os cacos do meu jeitinho. Isso quer dizer que a qualquer momento um desses caquinhos que é certo que sobraram aqui vai entrar no meu pé, percorrer todas as minhas veias até chegar ao meu coração*. E eu vou mor-rer.
domingo, 24 de junho de 2012
Fiz uns exercícios difíceis no pilates. Sofri. Tive que parar e respirar. Parar humilhada por estar numa condição física tão ruim. Como deixei chegar a este ponto? Vamos lá, não vou desistir.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Aos 29, noto que ainda tenho muitas lágrimas, mas a disposição para chorar um coração partido não é mais a mesma.
domingo, 17 de junho de 2012
Já passei por alguns rompimentos, dos dois tipos que há.
Tem aqueles em que a gente não consegue respirar sem o contato. Insiste em e-mails, mensagens, lembranças, telefonemas como quem não quer nada, só pra dizer que eu vi um filme que me lembrou você, num fingimento de amizade e naturalidade que a gente insiste em encenar porque quer ser madura. Ou então sufoca o quanto pode, pede por favor, não deixa de me amar, faz vergonha. Esgota até o último bocadinho de amor. Fica ali até secar - até você secar, até não restar nada. E se engana dizendo que nunca mais vai amar. Esses são os mais dolorosos.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
quinta-feira, 31 de maio de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
"Enfim Willy ponderou a ideia de que não havia nada de errado com a gentileza, mas sim algo de errado nela."
terça-feira, 22 de maio de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
No começo do dia, minha chefe nova me pediu pra organizar umas coisas numa planilha de Excel.
domingo, 13 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
A noite que se encerra depois de ver Namorados para sempre, com Faz parte do meu show repetida à exaustão.
terça-feira, 8 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Passar a vida me desculpando.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Acordei de um cochilo à tarde com um mau humor tão grande, mas tão grande, que quando vi, já tinha mandado e-mails irados com reclamações para três empresas. Uma das reclamações era sobre um problema de novembro de 2011. Novembro de 2011.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Quando me perguntaram por que pegar um avião, gastar tempo, dinheiro e energia por menos de 24 horas, não soube responder. Tentei rapidamente achar um motivo que fizesse sentido, mas não consegui.
quarta-feira, 11 de abril de 2012

domingo, 1 de abril de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Ainda não tá claro?
quinta-feira, 22 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Mais engraçado ainda do que quando uma desconhecida me consola enquanto choro em público, é quando ninguém ao meu redor consegue olhar pra mim.
terça-feira, 13 de março de 2012
Eu vou e volto do trabalho num ônibus executivo bem confortável, com iluminação fraca, bem apropriado pra descansar/dormir. E chorar. Curto muito chorar nesse ônibus, porque, indo ou voltando, geralmente a maioria dos passageiros tá dormindo, ou na Internet do celular, ou ouvindo música, ninguém presta muita atenção um no outro. Dá pra chorar com tranquilidade.
sábado, 10 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Bom, o trabalho novo. No trabalho novo tem um lindo. É um homem bem bonito. Eu não lido bem com gente bonita. Não sei como agir. Homem ou mulher, pessoas lindas me deixam sem graça. Fico nervosa e só falo coisas idiotas, porque só consigo pensar em perguntar "você sabe o quanto é lindo?"
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
não estou reclamando
Tive que comprar óculos novos. Eu quase não uso óculos. Só em casa, pra ver tevê. Na maior parte do tempo uso lentes. Mas agora, com o trabalho novo, vou passar mais tempo na frente do computador e é ruim usar lentes assim. Resolvi vencer a barreira de quem usou óculos a adolescência toda e odiava, e voltar a usar mais óculos do que lente.
Daí fui comprar óculos. Eu já sabia que tipo de armação eu queria e sabia até a marca, mas mesmo assim tem toda aquela coisa de experimentar, olhar no espelho de perto, olhar no espelho de longe e tal.
Não demorei nem meia hora entre experimentar, escolher o tipo de lente, entregar a receita e pagar.
No caminho de volta pra casa, fiquei pensando que aquela havia sido a primeira vez que comprei óculos sozinha, sem ouvir a opinião de ninguém.
Tem uma coisa boa de não precisar que mais ninguém goste dos meus óculos. Meus óculos não precisam agradar a mais ninguém além de mim.
Mas também tem uma solidão de não ter ninguém pra dizer "que feio!" ou "ficou linda assim."
achei melhor avisar logo no título que não estou reclamando. este não é um post de reclamação. este é um post de reflexão. :)
terça-feira, 31 de janeiro de 2012


Eu tava no meio de uma aula em novembro quando minha chefe, pelo vidro da porta, disse que queria falar comigo quando eu terminasse.
Já estou no Brasil há uns dias. Já pulei num avião de novo pra ir ali entregar presentes e tomar café. Já voltei pra casa pra viver meu último dia de férias.
Fui e voltei inteira e ainda estou achando bem inacreditável.
Da última vez que me despedi, eu não consegui respirar. Eu fiquei sem respirar por pelo menos um ano. Não respirei durante um ano inteiro. E se eu pensar bem, acho que nem piscar eu pisquei.
Dessa vez me despedi respirando, agradecendo pela companhia, agradecendo pelo livro com dois anos de atraso, com um abraço que não me partiu em milhões de caquinhos.
Foi bom demais ir. Foi bom demais voltar. Das duas vezes.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Uma outra resolução pra 2012 e pra vida toda é fazer exatamente o contrário do que eu normalmente faria.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Tenho um emprego estável com um salário que me satisfaz. Trabalho fazendo uma coisa que eu amo e sempre quis fazer. Sou fisicamente saudável. Tenho muitos vestidos lindos. Estudei. Tenho uma cachorra fofa. Moro com meus pais porque eu quero e porque minha família é legal e minha casa é confortável. Tenho uma estante cheia de livros que eu li de verdade. Sei alguns dos meus poemas preferidos de cor. Tenho amigos queridos e presentes e uma vida social normal. Me divirto. Não preciso pedir permissão. Vou pra onde eu quero, quando eu quero, com quem eu quero. Sou quem minha mãe dizia que eu podia ser se eu quisesse. Sou quem eu escolhi ser. Gosto de quem eu sou.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Foi um ano bom. Fico até meio tensa de escrever isso depois de tantos anos ruins. Vai que cai um raio em mim. Ou todos os fios de cabelo do lado direito da minha cabeça se partem ao meio. Não sei. Sempre penso que alguma coisa pode acontecer.
Eu não tinha um ano bom há bastante tempo. Vivia pra lá e pra cá com meus caquinhos. Acordava de manhã, catava os caquinhos e ia fazer o que tinha que fazer. Passava o dia carregando meus caquinhos e à noite chegava em casa, dava banho em cada um dos caquinhos, alimentava e colocava pijama neles. Dormia abraçada a eles. Eu de pijama xadrez, os caquinhos de pijaminha listrado.
Em 2011 eu me despedi de alguns caquinhos. Arrumei os pijamas e as meias dos caquinhos e eles foram embora carregando suas malinhas, alguns sem olhar pra trás, outros ameaçando voltar.
Alguns caquinhos ficaram aqui. Alguns ficaram porque eu pedi que ficassem, que não fossem embora agora, porque ainda preciso de caquinhos para me espetar o coração. Outros ficaram porque não queriam ir embora, gostaram daqui, onde têm pijaminhas listrados, meias quentinhas e um coração para espetar.
Depois que tantos caquinhos se mudaram, sobrou muito espaço. Sobrou tanto espaço que chegou o amor. Eu não acredito em amor, mas ele entrou no espaço que os caquinhos que foram embora deixaram. Ou já tinha entrado e eu não tinha percebido. Ele demorou para se apresentar, o amor ou o que quer que seja isso. Bom, chegou, tá aqui, tentando fazer amizade com os caquinhos que ficaram. Os caquinhos espetam o amor, desconfiados e cheios de ciúme, não querem dividir o espaço. O amor se esconde dos caquinhos, porque às vezes eles espetam pra valer e dói muito, mas não é por mal. Eles vão aprendendo a conviver, os caquinhos e o amor ou o que quer que seja isso.
Eles têm aprendido a conviver neste ano bom, estão ansiosos para o próximo ano e o amor ganhou um pijama de caveirinhas e meias quentinhas, pra não morrer de ciúme dos caquinhos e seus pijamas listrados.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Faz pouco tempo eu percebi que não tenho mais colocado estrelinhas nos e-mails dele. Não marco mais com estrelinhas os e-mails que ele me manda perguntando how are you doing ou what's new in your life. Os e-mails onde eu passei a ser Renata, sem nenhum apelido.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Tem esse menino que se mudou pra uma casa nova. E na primeira vez que eu fui à casa nova dele, levei uma garrafa de vodca. Ele tinha acabado de sair de uma crise de gastrite. That's how I roll.
Daí há uns meses eu vi uns enfeites de natal que tinham super a ver com a profissão dele e pensei em comprar. Mas não achei no Brasil e o site que vendia os tais enfeites não enviava pra cá. Deixei pra lá.
Da última vez que eu fui à casa dele, nós estávamos voltando do almoço e ele reparou que tinha a única porta do andar sem enfeite de natal. E eu resolvi procurar um enfeite que tivesse a ver com a casa de um menino moderno solteiro e heterossexual.
Não sei se você gosta de natal ou se odeia como eu. Não sei se você já reparou. Mas não existe nada pra natal que não seja cafona. Desculpe se você gosta de natal, mas é tudo cafona. Você gosta dos enfeites porque tem boa vontade e um coração bom. Eu não tenho nem um nem outro, então posso confirmar pra você: é tudo cafona. Eu sei bem disso porque sou filha da louca do natal. Chega no natal e minha casa vira a oficina do Papai Noel. Cada porta tem um enfeite de natal. Sim, cada porta da casa. Estou falando de portas internas.
Na porta de entrada tem essa mega guirlanda, provando que natal não combina com homens modernos, solteiros e heterossexuais:
Bom, não encontrei nada que combinasse com a casa do menino. Nada que fizesse ele achar graça e dar um sorrisinho e não pensar "meudeus, essa garota tá louca. onde ela acha que eu vou pendurar uma guirlanda de ponto de cruz?" ou alguma coisa do tipo.
No meio da minha procura - eu tinha esperança de encontrar uma caveira com chifres de rena ou sei lá - eu achei umas forminhas de gelo com formato de caveirinha, comprei e mandei pra casa dele.
Sim, eu fiz isso.
Eu mandei duas formas de gelo pra ele, sem cartão ou explicação do motivo pelo qual eu estava mandando duas formas de gelo pra ele. Porque não tinha explicação, né? Não tem explicação. Eu queria comprar uma rena-caveira e comprei duas formas de gelo. Eu posso tentar, mas não vou conseguir explicar. Porque não tem explicação.
Acho que a única forma de terminar este post é lembrando o que eu faço da vida: educo pessoas.
Você já sabe a quem culpar se daqui a uns 10 anos nós tivermos toda uma geração de pessoas fluentes em Inglês (vamos torcer, né?) que não têm um namorado.
domingo, 18 de dezembro de 2011
se eu chorar
No sonho que eu tive há algumas semanas, nós nos reencontrávamos lá, como vai ser de verdade, mas a cidade tinha praia. Nós íamos comprar peixes numa barraquinha na areia e eu dizia "eu vou comprar peixe aqui todos os dias e vou te esperar em casa com o jantar pronto." Tudo que eu não fui capaz de fazer. Não sou capaz.
tô (mais) dramática.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Ele disse, rindo, que gosta de músicas estranhas.
Eu não disse - não sei por que não disse, acho que porque sou tonta - mas pensei.
Pensei que uma das coisas que eu mais gosto nele é o gosto musical. Mesmo que eu não conheça nem metade do que ele ouve. Eu amava chegar lá, quando a gente ainda estava se conhecendo, e ver que tava tocando uma música que eu nunca tinha ouvido na vida. E quando tava tocando alguma coisa que eu conhecia, eu queria dar um abracinho e dizer "também gosto dessa!" Mas não dizia.
A gente pode ser bem pateta às vezes. Quando eu digo a gente, estou falando de mim. Quando eu digo às vezes, estou falando do tempo todo. Sempre.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
Eu trabalho num lugar onde as aulas são constantemente observadas. Alguém assiste à aula da professora e depois envia um feedback, dizendo o que foi legal e o que não foi.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
É ruim terminar. Acho que pra todo mundo. Pra mim tem uma coisa particularmente difícil em terminar.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
gosto que me enrosco
Menino que diz, enquanto nós dois andamos de mãos dadas, cheio de deboche:
terça-feira, 15 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
Eu nunca dividi nada com meu irmão além dos meus pais. Nunca dividi quarto, comida, brinquedos, computador, nada. Fomos mimados como filhos únicos. Eu sou muito chata com essa coisa de espaço. Nem vou começar a falar porque senão nunca mais paro se começar a falar dessa coisa de "dá licença, você tá muito perto de mim, tá respirando o meu ar!"
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
A pior coisa do mundo é esperar alguém mudar.
domingo, 30 de outubro de 2011
No meio da historinha que eu estava contando para meus minialunos, havia a palavra "mouse". Daí fiz todo um teatrinho sobre como eu tinha medo e não gostava de ratos.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Este semestre fiquei com uma turma que já tinha sido minha há um ano. Na primeira aula, fiquei impressionada em ver como o inglês de uma aluna - adolescente - tinha melhorado. Ela tava mais participativa, sem medo de falar, boa gramática, bom vocabulário.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
como os sentimentos esdrúxulos
Eu tinha que procurar os comprovantes de que votei nas últimas eleições. Mergulhei na minha gaveta de documentos e coisas que importam. Por coisas que importam você pode entender desde canhoto de cheque até ticket usado do metrô de Paris. Coisas que importam.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
-Ah, então você tá apaixonada?
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Perdoei muitas coisas. Consegui entender que a dificuldade dele era a minha. Que o medo dele era o meu. Que o que ele não podia prometer a mim eu também não podia prometer a ele. Que a culpa não foi só dele. Que se ele não quis se jogar, eu também não quis, do meu jeito. Que a mágoa era da vida, do amor, que chegou tão grande num momento tão impróprio, não dele. A mágoa não é dele. É de nós dois, dois atrapalhados.
sábado, 8 de outubro de 2011
uma flor roxa
Vou repetir aqui a pergunta que já fiz mais de três milhões de vezes para amigos, analista, Hannah de língua de fora e focinho molhado, estrelinhas no céu.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Funciona assim: você dá uma topada no pé da cama, o seu pé dói, você xinga. Se doer muito, você pode até chorar um pouquinho, cai uma lágrima, talvez caiam duas. Você vai andando com a dor e deixa pra lá.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Tá tudo errado. Tudo errado. De dar vontade de passar o dia de boca aberta, perguntando "por quê?"
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
das pequenas obsessões
Estou convencida de que o verdureiro cobra mais caro de mim. Tenho passado a maior parte do meu tempo pensando nisso e pensando na armadilha que vou montar pra pegá-lo no flagra.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
como pude
Quando finalmente acabou e você treme de pavor só de pensar em quando ainda não tinha acabado.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Depois de muito tempo. Muito tempo. A coragem de descer do meu pedestalzinho e dizer "eu gosto de você."
Stunt Poetry from Rishi Kaneria on Vimeo.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Dor no corpo, moleza, cansaço, tontura, vontade de passar o dia na cama, olhos pequenos e vermelhos, taquicardia.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Na análise:
-Mas então, Renata, o que você tá dizendo é que as pessoas têm que correr atrás de você e cair aos seus pés sem que você faça qualquer esforço pra que isso aconteça?
Ahn...
Bom.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Na aula anterior, o Vinícius, oito anos, avisou que na próxima aula era aniversário dele. O Matheus, oito anos, prometeu que ia dar um tobogã de presente. Eu logo disse:
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Eu tenho astigmatismo e não gosto de usar óculos. Se você não tem astigmatismo nem se importa em usar óculos, essa informação não significa nada. Se você é como eu, sentiu a dorzinha no coração que deve sentir sempre que compra lentes.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Minialuno me chama, pedindo:
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
É sempre estranho falar com quem eu mais amei na vida e só desejar feliz aniversário. Não dizer "I love you", "I miss you", "Que saudade!"
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Eu gosto de reclamar. Caso isso ainda não esteja claro, mas acho que está: eu gosto de reclamar e eu reclamo de tudo. I'm only happy when it rains. Quando as coisas dão certo eu me sinto desconfortável, eu não sei o que fazer, eu quero fugir, correr bem rápido até não estar mais aqui.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Por mais que você tenha aceitado que não dá e tenha entendido que não tem como. Porque você entendeu. Tá? A questão não é essa. Você tá indo pra frente com os dois pés, em passinhos pequenos, mas um atrás do outro.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
E tem aqueles dias em que no meio do dia, eu sento pra almoçar e me sinto tão cansada que não consigo nem pensar em cortar minha salada.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
não esperou, :P
Eu estava embrulhando um presente na mesa comum da sala dos professores, no meu horário de almoço.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Passo o dia todo de mau humor, tudo me irrita, odeio o mundo, odeio a vida, odeio essa caneta que eu estou segurando. Até que eu olho pra baixo e percebo a causa. É ele, o sapato. O sapato, esse maldito, tá muito apertado, tá machucando meu pé em três pontos diferentes. Não sei como estou aguentando ficar em pé. Que dor, que dor.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Não adianta. Posso reclamar, espernear, fazer pirraça. Não adianta, não tem jeito. Não posso fazer nada além de chegar lá com o rabinho entre as pernas, na humildade e dizer de uma vez:
domingo, 31 de julho de 2011
As únicas coisas chatas de viajar sozinha são:
1. Em quase todas as suas fotos você vai sair com aquelas bochechas gigantes porque tirou fotos de si mesma da distância do seu braço. Se você vai viajar sozinha, abre mão de sair linda nas fotos. Abre mão. Aceita suas caras na foto. Aceita.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Nao sei acentuar neste teclado.
Jah corri da policia.
Jah fui atropelada por uma bicicleta.
Jah encantei garcons.
Jah comi muito bem.
Jah bebi muito vinho. E pisco sour. E cervezas.
Jah andei a cidade quase toda a pe.
Jah amei muito esse friozinho seco que faz aqui.
Jah me apaixonei muitomuitomuito por Santiago.
domingo, 24 de julho de 2011
Sobre essa minha, hum, tendência, a curtir meninos que estão longe de mim, minha analista fez a seguinte pergunta:
quinta-feira, 21 de julho de 2011
nada
Eu mordi a língua. Todo mundo morde a língua às vezes, eu sei. Mas, olha só, eu dei uma mordida tão forte na minha língua que não sei como não arranquei um pedaço. Foi a mordida na língua mais forte de toda a história das mordidas na língua.
terça-feira, 19 de julho de 2011
-Você me faz suar. Calor não me faz suar. Um rottweiler rosnando me faz suar. Um carro buzinando pra mim porque eu atravessei a rua na hora errada e ele quase me atropelou me faz suar. Perder o equilíbrio e quase cair me faz suar. Me atrapalhar e mandar uma DM por engano pra minha timeline me faz suar. Um morcego voando baixo quase batendo na minha cabeça me faz suar. Você me faz suar.
domingo, 17 de julho de 2011
como sempre
Entro no táxi, já jogando a cabeça pra trás no banco, com aquela cara de quem vai pensando até chegar aonde tem que chegar.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
na teoria é fácil
-Você é bonita.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
"E aí, Renatinha, tá solteira?"
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Final de domingo, tô lá esperando o embarque e - opa, o que tá acontecendo comigo? - começo a chorar lendo um texto da Martha Medeiros no celular. Sim. Isso mesmo. Pois é. Pois é. Eu me vi, num domingo à noite, chorando com um texto da Martha Medeiros.
Você chega em casa no domingo à noite depois de um fim de semana fora. Vem puxando sua malinha vermelha linda que a empresa aérea quebrou porque não manuseia as coisas com o mesmo amor e carinho que você.
Opa, opa, opa.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
E na terapia a pergunta:
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Chego em casa num dia comum, era uma quarta-feira. Na quarta todo mundo trabalha, na quinta também. Ninguém tem folga no meio da semana. Daí chego em casa numa quarta-feira, num dia comum, entro na cozinha e tem, veja bem, não estou brincando:

