terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

-Quem vai morar no apartamento, você?
-Sim.
-Vai casar?
-Não.
-Você vai morar sozinha lá?
-Sim.
-Aimeudeus, e a sua mãe?

Funcionária da imobiliária pra mim, uma mulher de 31 anos.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Dois dias depois de voltar pra cidade dele (que é perto, eu sei que tenho um problema com isso, mas desta vez é perto, eu juro), ele mandou uma mensagem "não sei se deu tempo pra você, mas pra mim já deu." "tempo de quê?" "tô com saudade!!"

Tá indo mais rápido do que eu esperava ou queria, mas não quero fazer uma parada. Sem tempo de pensar, um mergulho.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Controlando uma vontade muito grande de perguntar "você nunca sofreu? por que você tá com esse coração tão aberto? você não tem medo do que pode acontecer?"

E, principalmente, "me ensina?"

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

De presente, se eu pudesse, pediria um dia com você, um dia e uma noite. Um dia em que nada tivesse acontecido, um dia inteiro em que a gente não tivesse machucado um ao outro. Um dia ouvindo você rir até perder o fôlego, só mais uma vez. Eu sinto falta da sua risada e de você me abraçando.

Um dia só em que nada tivesse acontecido. Ou um dia só em que eu pudesse ser burra e fingir que não entendi que não dá, que chega, uma última vez, só mais uma vez.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Comprei um livro usado pela primeira vez na vida. Sempre acho que vou abrir um livro usado e ali entre as páginas vai estar um vírus mortal causador da morte do último leitor ou uma barata morta, mas superei e comprei esse livro usado, que nem parece usado.


Talvez ele nunca tenha sido lido, só esquecido em alguma prateleira - por isso está amarelado, encontrado e vendido para que ninguém ficasse no prejuízo. Só a lateral das páginas está um pouco amarelada, não há nenhuma parte sublinhada ou anotação e acho que por isso eu não acredito que ele tenha sido lido. Porque eu rabisco todos os meus livros ou quase todos. Se ele não foi lido, ainda assim é um livro usado?

Então eu comprei esse livro usado porque não achava mais dele novo, estava esgotado.

Comecei a ler o meu livro usado e me vi cheia de pudores de rabiscá-lo. Pensei que ele tinha sido guardado até aqui, por que eu merecia escrever nele? Depois de mim, ele ficaria imprestável.

Até que eu não resisti.

"O amor é fodido. Hei de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodido.

É melhor do que morrer. Há coisas, como o álcool e os livros, que continuam boas. A morte é mais aborrecida.

Por que é que fodemos o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja pelo menos parcialmente fodido. Tem de haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz. Um amor só um bocado fodido pode ser a coisa mais bonita deste mundo."

(O amor é fodido, de Miguel Esteves Cardoso)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Eu tô fazendo esse post só sobre o passeio de barco do Galego na Praia da Pipa, RN, porque assim fica mais fácil pra quem pesquisar por ele e porque eu amei mesmo.


O passeio dura o dia todo. Ele sai da praia do centro, depois vai até a praia dos golfinhos pra gente nadar e ver os golfinhos. Não tinha golfinho na praia dos golfinhos, então fomos pra próxima praia, a do Madeiro, e eles estavam lá. Nesse ponto o barco para e a gente desce pra nadar.

Depois o passeio segue, para na Lagoa Guaraíbas, que é uma parte bem mansinha do mar. Ali tem muitos bancos de areia, então a gente desce pra tomar banho nas piscininhas que se formam. Mas eram piscininhas mesmo, rasas demais pra nadar.

Daí o barco faz mais uma parada num lugar onde tem um pequeno restaurante (o Galego avisa que não é pra comer, porque o almoço vai ser ótimo - e ele não mente, é ótimo mesmo) e uma subida para olhar a vista. Eu não subi, fiquei sentadinha, he.

Quando a gente volta pro barco, o almoço está pronto. Começa com ostras fresquinhas e depois mexilhões (e mais ostras chegando) com um molho delicioso. Depois chegam os espetinhos de camarão com uma salada muito gostosa (e as ostras não acabam nunca nem os mexilhões) e depois vem o peixe com abacaxi. Quando você já está de joelhos chorando porque tem apenas um estômago, chega a banana assada.





E tudo isso com caipirinha à vontade de limão, maracujá ou abacaxi.

O Galego e a tripulação são simpáticos e engraçados, o passeio vale cada centavo (quando eu fui, custava 150 reais)

Se você tá indo pra Pipa, aqui tem o telefone e e-mail.

cuidado se você enjoa no mar. o barco balança muito e muita gente enjoou, mas só no início do passeio, até chegar na lagoa.

Um post com mil fotos da minha viagem à Praia da Pipa, no Rio Grande do Norte. Eu tentei remover algumas fotos, mas não consegui. =) Pipa é bom demais!

Foi uma viagem diferente porque eu fui com a Mari, minha amiga que eu conheci aqui pelo blog e nunca mais saiu da minha vida, e ela foi mais ativa do que eu no planejamento. Sugeriu o lugar, sugeriu a pousada e quando eu vi, tava na Pipa.
 Bobó de camarão no Bistrô da Pipa, na rua principal. R$45 reais para duas pessoas =)) e é delicioso!
 É lindo, ainda não terminei, estou amando.
 Gostei muito.
 O atum do bar de tapas.
 Wok de camarão com vegetais do Pipa Beach Club
 A caipirinha custa 7 reais, em alguns lugares 6. Eu repito: sete reais uma caipirinha. Eles são puristas lá no Nordeste: caipirinha só de limão. De outras frutas você tem que chamar de caipifruta. Daí toda vez que você pede "uma caipirinha de cajá, por favor", eles fazem questão de corrigir "caipirinha de limão. você quer uma caipifruta." Mas, olha só, eu não tô reclamando, porque o Nordeste é o melhor lugar do Brasil.
 Ostras fresquinhas no passeio de barco do Galego.
 Eu tomando um coco dentro de uma cesta na Ponta do Pirambu.
 Olha eles aí: os golfinhos. No minuto que eles apareceram eu nadei de volta pro barco que eu tava com o pressentimento que um golfinho ia me morder.
 Caipirinha à vontade no passeio de barco do Galego.
 Caipiri-opa-capifruta à beira da piscina na Ponta do Pirambu, um day use muito bonito.
Uma pena que acabou =)

Minhas coisas preferidas: 
Passeio Gastronômico do Galego. Na Pipa você vai achar muitos passeios de barco que te levam pra ver os golfinhos e duram 1:30, mas eu recomendo que você gaste um pouquinho mais (ok, ok, bem mais, hehe, mas vale a pena!) e vá no passeio do Galego. Ele dura o dia todo, você almoça a comida deliciosa do Galego e tem caipirinha à vontade. Eu disse à vontade, ok? O Galego e a tripulação dele são bacanas e simpáticos. (vou fazer um post só sobre esse passeio)

Tapas. É um bar de tapas com comida incrível. Nós comemos o atum, que é o prato principal da casa e estava maravilhoso.

Pipa Beach Club. É um bar pé na areia na praia do centro com caipirinhas deliciosas e comida gostosa. Nós fomos muito lá, porque era pertinho da nossa pousada e porque o wifi é ótimo. No final da tarde tem sempre alguém tocando.

Bistrô de Pipa. Nós comemos o bobó de camarão, que tava tão bom que a gente voltou outro dia e repetiu. Barato e delicioso.

Ponta do Pirambu. É um day use muito bonito. Pra descansar um pouco da praia =) Tem piscina, restaurante, massagem, um lugar só com redes. Reserva antes. A nossa pousada fez a reserva pra gente.

Minha praia preferida foi a dos golfinhos, depois a do Madeiro. Felizmente nenhum golfinho encostou em mim.

Pipa é linda, eu amei.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Eu tava saindo de uma livraria onde eu não comprei nada, porque livrarias me deixam nervosa e na verdade eu entrei pra procurar uma embalagem de presente para embrulhar um livro que eu comprei na Internet.

Eu tava saindo de uma livraria quando eu vi duas mulheres abraçadas. Elas não estavam abraçadas exatamente, uma colocou o braço no ombro da outra e perguntou o que ele tinha dito. Ela respondeu, a que estava sendo abraçada mas não de verdade, que tinha chegado e logo dito o que ela tinha para dizer. A que estava abraçando mas não de verdade disse que ela devia ter esperado ele falar. Ela devia ter perguntado o que ele tinha a dizer. Ainda sendo abraçada, a da direita disse que não, que não fazia mais diferença. Eu que chamei ele pra conversar, eu que tinha o que dizer. Eu disse e acabou.

Eu passei por elas, porque ando mais rápido do que a maioria das pessoas. Meu pai tem 1,86m, eu tenho 1,67m, é uma vida inteira tentando acompanhar os passos dele e eu não estou falando por metáforas. Eu consigo desde criança e por isso ando mais rápido do que a maioria das pessoas. Eu passei por elas, não pude evitar. Não olhei pra trás, mas fiquei pensando que ali, a alguns passos de mim, estava a coragem que eu sempre quis ter.

Eu disse e acabou.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Não tenho um post de retrospectiva porque o blog inteiro é uma retrospectiva - e essa é a parte mais legal de ter blog e o motivo por que eu ainda tenho um, mas tenho desejos para 2014.

Eu adoro anos novos e desejo que o nosso ano novo seja cheio de sorrisos, nossos e para nós.

"Para onde eu vou, vai-me o coração também, que ainda não arranjei modo de o largar pelo chão." (de O filho de mil homens, do Valter Hugo Mãe)

Então, vamos com cuidado, que a gente tá carregando um coração, mas sem medo.

Feliz ano novo!

domingo, 22 de dezembro de 2013

"amor é um cavalo com a perna
quebrada
tentando se levantar
enquanto 45 000 pessoas
observam"

Um dia um eu estava no trabalho, me arrumando pra um encontro na hora do almoço. Olhei pro espelho e pensei que ninguém desiste. De verdade, a gente continua tentando.

Preparando surpresas, mandando mensagens ao longo do dia. Segurando o choro porque nada é como a gente imaginou, como a gente queria. Ou tudo é, mas a gente não quer mais. Eu posso querer outra coisa?

"amor é a chave perdida da sua porta
quando você está bêbado"

E você senta e conversa sobre livros, sobre cinema, sobre cachorrinhos. Sobre futebol. Sobre comida. Sobre como você não consegue mais virar uma noite sem ficar dois dias arrasada. Sobre seu pai, sua mãe, sua família ou pelo menos o que você pode revelar sem que pareça uma maluca desajustada com um monte de problemas pra resolver.

"amor é o jeito que nós fervemos
como a lagosta"

Você se defende, se protege, discute com os amigos, faz uma lista de prós e contras. Por que não?, você se pergunta, quando no fundo quer saber por que sim, por que ainda.

"amor é o que se arrasta
pelo chão"

Enquanto você engole a seco, sente um nó na garganta, uma pontada no estômago, torcendo para que a próxima sensação seja de frio na barriga.

"those ears those
arms those
elbows those eyes
looking, the fondness and
the wanting I have been
held I have been 
held"


versos do poema "uma definição", última estrofe de "um poema de amor". os dois de charles bukowski, tradução de fernando koproski.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Falando com a Nath sobre como os relacionamentos ficam mais fáceis à medida que a gente envelhece. Não quero dizer "envelhece", mas é isso.

Minha aposta é que na juventude - não quero dizer juventude, mas é isso - a gente tem mais tempo livre, muito tempo livre. Muito tempo pra pensar. Muito tempo pra drama.

Embora, às vezes, eu ainda precise dizer a mim mesma, nãopossoobcecar, nãopossoobcecar, nãopossoobcecar. Às vezes.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Uma vez eu saí com um cara e ele disse que arte era conteúdo sobre forma e não o contrário e eu soube naquele momento que nunca poderia me apaixonar por ele.

É difícil pensar no momento exato em que você pensa "não é isso, não é assim" e decide não levar a história adiante.

Foi alguma coisa que eu disse? Foi a roupa que eu estava usando? Foram meus amigos, meu esmalte, porque eu fiz uma piada sobre o celular dele? Foi porque eu disse que não quero ter filhos, porque não acredito em deus, porque moro longe? Foi porque eu não aceitei que ele pagasse a conta?

Foi porque ele tinha planos diferentes, porque estava numa fase diferente da vida. Foi porque ele pareceu confuso, porque os amigos pareceram idiotas. Porque ele não conseguia entender que o que define arte é a forma. Foi porque eu vi uma foto dele com um abadá, porque o pai dele tinha um barco e eu achei que ele era rico demais pra mim. Foi porque ele era jovem demais, porque ele não tinha um emprego e eu não conseguia superar que os pais estavam pagando aquela metade da conta.

Foi porque ele não morava nem aqui nem ali, mas por aí e não sabia dizer pra onde ia nem quando voltava. Porque ele me disse que não se entendia, quando, depois de tanto tempo e tanto esforço, eu entendo uma grande parte de mim.

E foi porque eu sei que tudo o que vai pode voltar e tudo o que acaba pode recomeçar num outro momento, quando fizer sentido, se fizer.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

outro dia tive o seguinte diálogo com o meu pai:

-tenho duas notícias. você quer a má ou a boa primeiro?
-ai, pai, nem sei. acho que quero a má.
-não tem má notícia!
-então conta as duas boas.
-meu eletrocardiograma está ótimo.
-ah, que bom. e a outra?
-e o meu cardiologista disse "é isso aí, bola pra frente. vamos comer muito torresminho, costelinha e picanha."

quer dizer, a má notícia é boa e uma das boas notícias ele inventou.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Eu tenho um problema nas digitais, que são muito fraquinhas. Daí, toda vez que quero entrar na academia, que libera a entrada por um leitor de digitais, são várias tentativas até que o computador me libere. Vai se formando uma fila, eu tenho que deixar as pessoas passarem e tal.

Enquanto isso, as recepcionistas ficam lá conversando. Quando eu tô quase chorando ou pedindo pra alguém "deixa eu passar juntinho com você?", elas resolvem me ajudar. Com isso, percebi duas coisas:

1. tô pagando a mensalidade de bobeira, porque elas só chegam e liberam a entrada com a digital delas, sem nem saber se eu estou matriculada de verdade. Calculo que poderia comprar mais 1 1/2 par de sapatos todo mês com esse valor.

2. eu achei que era incompetência elas não perguntarem meu nome ou o número da minha matrícula e me deixarem entrar direto, até que prestei atenção na foto que aparece quando a entrada é liberada: elas têm fotos lindas. Hoje eu vi uma foto que era tipo capa da revista Nova, cabelos ao vento.


Se minha foto fosse assim, eu, que tenho uma foto na ficha da academia tirada após o término de um relacionamento longo, quando eu tava arrasada, abaixo do peso e despenteada, se eu tivesse uma foto daquelas, passava a tarde na porta da academia me oferecendo pra liberar a roleta com a minha digital, só pra minha cara linda aparecer pra todo mundo ver.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Todo ano há anos uso o mesmo cartão de crédito para comprar minha passagem da viagem de férias. Este ano, a operadora do cartão resolveu achar isso estranho e eu tive que ligar pra me explicar.

Fiquei tentando imaginar o que eles estavam achando estranho. Sim, credicard, eu vou ficar aqui no Brasil. Você já viu quanto tá o euro? Sim, eu amo praia, não sei de onde vocês tiraram a ideia de que eu não gosto. Tenho fotos bronzeada, posso mostrar pra vocês.

Daí liguei e tive que confirmar minhas últimas compras. Eu não uso muito o cartão de crédito, então minhas últimas compras eram:
-a passagem das férias
-um app na google play pra fazer colagens
-um pacote de fundos para usar no app

E eu me vi tendo que dizer "sim, paguei dois reais por fundos para fazer colagens nesse app de celular. eu paguei por isso sim."

Me deixa, gente, que eu que sei da minha vida e vou comprar quantos coraçõezinhos e estrelinhas eu quiser pra fazer colagens. Me deixa.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

-Eu quero remover essa tatuagem aqui com laser.
-Ah, por quê? Eu gosto dessas tatuagens.
-Não, só essa aqui, olha. É uma tatuagem de delator. Olha, uma flecha no dedo. Se eu for preso, vai parecer que eu sou um dedo-duro.
-Mas, espera. Isso existe? Delatores têm tatuagem de flecha no dedo indicador?
-Não sei. Mas, olha, parece que eu estou apontando.
[aponta de verdade]
-Se eu for preso e virem essa tatuagem, eu vou me dar muito mal na prisão.

E isso, meus queridos, é o que você ganha ao se apaixonar por um aquariano.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Ontem vim no ônibus sentada ao lado de uma pessoa que, com fone de ouvido, cantarolava uma música que tinha o verso "me perdoa, me perdoa, me perdoa" repetido à exaustão (minha, não dela). Eu não sei a quem ela pedia perdão, mas, se era pra mim, eu não dei, não.

Depois, achou uma boa ideia tirar o fone e escutar o jogo do flamengo com narração do garotinho José Carlos Araújo. Afinal, por que não?

Só não vou dar a ela o título de minha arqui-inimiga #2 porque peguei o ônibus num horário diferente do meu horário normal e acho que nossos destinos nunca mais vão se cruzar, amém.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

date #1

Quando ele voltou pra sala eu já tinha aberto as duas cervejas, a minha e a dele. Ele disse "obrigado, eu ia abrir pra você."

Depois que trouxe a segunda cerveja, ele abriu as garrafinhas com o antebraço e disse "não tô tentando ser machão. é mais fácil assim."

Eu não tinha dito nada.

Muitos minutos depois eu vi uma marca vermelha no antebraço, ele viu que eu vi e disse "parece uma marca de mordida, mas é da cerveja. lembra?"

Parecia mesmo uma marca de mordida. Eu já tinha esquecido a cerveja. Eu disse "parece mesmo uma mordida. mas eu não ia dizer nada, ia ser discreta. eu não sou ciumenta."

Ele chegou bem perto de mim. E.


eu menti, é claro. quando disse que não sou ciumenta. mas ele ainda não sabe.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Quando ele tava planejando nosso dia na praia e disse que queria que o dia tivesse 25h pra me conhecer mais, minhas mãos ficaram cheias de suor na mesma hora.

De tão quente que ficou o meu coração.
...
Eu fiquei tão atrapalhada, talvez até apavorada, que não soube direito o que dizer. Eu queria dizer pra ele voltar logo, que eu tava com muita saudade dele, da barba, de cada uma das tatuagens e dos olhos que ficam pequenininhos quando ele sorri.

Eu queria dizer voltalogovoltalogovoltalogo e acabei não dizendo nada que fizesse muito sentido ou diferença.

Mas ele voltou. Logo. Seis dias mais cedo.

E mesmo assim demorou tanto.

you're gonna make me lonesome when you go 1

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

-Estou com todos os ingredientes prontos pra fazer caldo verde.
-E o que falta pra fazer, pai?
-Você não disse se quer.
-Então basta eu dizer que quero e você faz caldo verde?
-Não.
-Então o que é preciso pra você fazer caldo verde?
-Eu ter vontade.

Dentro da cabeça do meu pai, só imagina como deve ser lá dentro.