quinta-feira, 31 de maio de 2012

É incrível a capacidade que a gente tem de ser rejeitada tanto e de tantas maneiras diferentes.


Eu me sinto um joão-bobo.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Estar sentada ali, naquele consultório, e ouvir a palavra autossabotagem faz a pessoa querer sair correndo sem olhar pra trás.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

"Enfim Willy ponderou a ideia de que não havia nada de errado com a gentileza, mas sim algo de errado nela."


Por causa da Mari, que me deu de presente, e da Dri, que há meses fala que eu preciso ler esse livro, estou lendo. Com muito medo das próximas páginas.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Melhor elogio dos últimos tempos:


-Você deixa meu banheiro tão cheiroso quando toma banho nele.

he. ;)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

No começo do dia, minha chefe nova me pediu pra organizar umas coisas numa planilha de Excel.


- Quero fazer uma pausa e dizer que sempre que uso Excel me sinto uma farsa. Só sei usar pra fazer tabelas. Não uso fórmulas e essas coisas para qual o programa foi criado. Mas construo tabelas bonitinhas, com cores diferentes e tal. Acabou a pausa. -

Daí passei o dia conferindo as atividades, abrindo arquivo por arquivo e registrando tudo na minha planilha que tinha três abas diferentes, cada uma de uma cor pastel. E na última coluna de cada, o aviso em vermelho avisando que algo estava faltando.

No final do dia, planilhas prontas, enviadas pro google docs, ops, google drive, compartilhadas, e-mail de aviso enviado, falei com a minha nova chefe:

-D., adorei o que eu fiz hoje. Adoro organizar coisas em tabelinhas. Nossa, me deu até uma onda! Fiquei high de organização.

me.deu.até.uma.onda.

Pra que ser centrada se eu posso ser inadequada?

domingo, 13 de maio de 2012

Eu queria escrever "eu tenho um senso de humor meio perturbado". Quando vi, tinha saído "eu tenho um senso de amor meio perturbado".


Corrigi e continuei escrevendo o e-mail, como se nada tivesse acontecido.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A noite que se encerra depois de ver Namorados para sempre, com Faz parte do meu show repetida à exaustão.


Que filme assustador. Sinto que regredi meses na terapia só por ter assistido.


uma oportunidade de dizer que tradutores não têm nada a ver com o título do filme em português nunca é uma oportunidade desperdiçada. não nos odeie porque a gente faz legenda. a culpa do título não é nossa!

terça-feira, 8 de maio de 2012

E tem aqueles dias em que você chega a se perguntar se "não consigo achar o pé esquerdo do meu tênis e tá chovendo" é um bom motivo pra ter a falta abonada no trabalho.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Passar a vida me desculpando.


Desculpa, não te liguei. Desculpa, não falei direito com você quando te vi por acaso na rua. Desculpa, hoje não dá. Desculpa, não tenho vontade de sair de casa. Desculpa, não tenho ânimo. Desculpa, eu como pouco mesmo. Desculpa, não quero comer o prato que você fez pra mim. Desculpa, não vai dar pra te acompanhar. Desculpa, não encosta em mim hoje. Desculpa, nada do que você fizer vai melhorar o meu dia. Desculpa se eu estraguei o seu dia. Desculpa se não estou como você esperava. Desculpa não ser a mesma pessoa de quando você me conheceu, eu tava bem naquele dia. Desculpa se eu estou triste desde os 15 anos de idade. Desculpa se eu não achei graça na piada. Desculpa se eu não gosto dessa banda que você me mostrou. Desculpa, não gostei do filme. Desculpa por não ser boa companhia. Desculpa se eu não vou fazer o que eu tinha combinado.

Sei bem.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Acordei de um cochilo à tarde com um mau humor tão grande, mas tão grande, que quando vi, já tinha mandado e-mails irados com reclamações para três empresas. Uma das reclamações era sobre um problema de novembro de 2011. Novembro de 2011.


Isso tem que entrar pra uma série chamada É por isso que eu não posso ter um namorado.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Quando me perguntaram por que pegar um avião, gastar tempo, dinheiro e energia por menos de 24 horas, não soube responder. Tentei rapidamente achar um motivo que fizesse sentido, mas não consegui.


Mais tarde, já esparramada no sofá, vendo televisão, pensei que é porque isso me faz bem feliz.

Também. Me faz bem feliz também, como outras coisas fazem. Do jeito que eu acho que tem que ser.

quarta-feira, 11 de abril de 2012


Eu tava indo encontrar a Mari pra um choppinho, já tinha me atrasado comprando um presente pra minha prima, tava tudo engarrafado, então resolvi ir de táxi pra chegar um pouco mais rápido.

Estou lá, na rua cheia de carros, braço estendido, tentando pegar um táxi. Todos os táxis estavam ocupados. Todos os táxis passavam com pelo menos uma pessoa dentro, além do motorista. Uma pessoa sortuda que começaria a tomar chopp muito mais cedo do que eu.

Daí eu tava lá, balançando meu bracinho e aparece na mesma esquina onde eu estava uma mãe com um bebê no colo. Percebendo minha insignificância - ninguém pararia pra mim e não pra uma mãe com bebê no colo. e, se parasse, eu não poderia não ceder o táxi pra ela - mudei de lugar à procura de um táxi.

Daí, estou lá, pedindo ao universo que me mande um táxi, por favor, que é sexta, já trabalhei a semana toda e ainda vou trabalhar no sábado e no domingo tenho freela pra entregar. Do nada, aparece uma freira. Uma freira. Ninguém vai parar pra mim podendo parar pra uma freirinha e ganhar pontos com deus. Ninguém. Saí e fui procurar um táxi em outro lugar.

Daí tô lá, no meu pontinho da rua, braço balançando, um táxi vazio finalmente para. Um táxi! Um táxi vazio! Do nada - do nada! - surge uma velhinha.


Não tive nem tempo de cogitar ser uma pessoa terrível e entrar no táxi assim mesmo. A velhinha olhou pra mim e eu dei um pulinho pra trás.

Ela estava com uma maquiagem de Cisne Negro.


Eu nem tinha tomado o chopp com a Mari ainda, então posso jurar.

O post é mais uma dica mesmo. Ande sempre com um lápis preto na bolsa. Se estiver difícil de conseguir um táxi, faz o cisne.

domingo, 1 de abril de 2012

Uma vida inteira sendo esquecida.


Uma vida inteira esperando ser esquecida.

(às vezes até torcendo)

quarta-feira, 28 de março de 2012

Ainda não tá claro?


Não é medo do início. A gente tem medo é do fim.

Nós. Todos nós que andamos por aí com um coração trancadinho. É medo do fim, do fim.

De todas aquelas semanas que nós vamos passar nos arrastando pelos cantos, comendo doce-de-leite, relembrando diálogos, imprimindo e-mails e levando pra analista ler, vasculhando a vida do outro pra ver como é possível ser feliz sem a nossa presença, de todas as vezes que vamos ter certeza que vamos morrer sozinhos. É medo de engordar ou emagrecer de tristeza. Dos discos da Alanis que a gente vai ouvir sem parar.

Medo de montanha-russa e de nunca saber exatamente em que ponto a gente vai ficar de cabeça pra baixo.

Porque, né? A gente vai ficar de cabeça pra baixo.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Fico olhando o cabelo, tão lindo, com uns poucos fios brancos e penso que vai ficar mais bonito ainda grisalho.


É nesse tipo de coisa que eu penso.


não é do meu cabelo que eu tô falando, hihihi.

domingo, 18 de março de 2012

Mais engraçado ainda do que quando uma desconhecida me consola enquanto choro em público, é quando ninguém ao meu redor consegue olhar pra mim.


Tô chorando em público e as pessoas ao redor estão esperando o elevador olhando pro teto, fingindo que nada está acontecendo.

Fica à vontade, pessoal. É só tristeza, não é contagioso.

(às vezes é)

terça-feira, 13 de março de 2012

Eu vou e volto do trabalho num ônibus executivo bem confortável, com iluminação fraca, bem apropriado pra descansar/dormir. E chorar. Curto muito chorar nesse ônibus, porque, indo ou voltando, geralmente a maioria dos passageiros tá dormindo, ou na Internet do celular, ou ouvindo música, ninguém presta muita atenção um no outro. Dá pra chorar com tranquilidade.


Daí outro dia tava voltando pra casa e chorando, tentando ser discreta, fungando um pouquinho aqui, secando uma lágrima ali. Na maior dignidade.

Até que a moça ao meu lado olhou pra mim, segurou na minha mão e perguntou o que estava acontecendo. Um pouco chocada, eu disse "ah, as coisas dão tão errado!"

Ela me deu um abracinho e disse "vai passar, vai passar."

Nossa, vou te contar que toda a energia que estava sendo usada pra gerar lágrimas teve que ser usada pra impedir uma crise de ansiedade. Porque só o que eu conseguia pensar era "tem uma pessoa me consolando. eu PRECISO parar de chorar AGORA."

Da próxima vez, finjo um desmaio, vai ser mais simples.

sábado, 10 de março de 2012

Eu nado muito bem. Meus pais nadam muito bem, se conheceram à beira de uma piscina. E desde pequena sempre ouvi dos dois que, caso um dia eu estivesse nadando no mar e uma onda me puxasse, não era pra lutar. Era pra ficar relaxada, deixar a onda me levar e depois voltar de onde ela tivesse me deixado.

Com a depressão é igualzinho.

domingo, 4 de março de 2012

Ele gosta de mim do jeito dele.

Eu gosto dele do meu jeito.

É mais complicado do que eu gostaria, mas é mais simples do que eu pensava.

:)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Aí na hora do lanche você vai e diz pra um amigo que arruinou as chances de casar e ter três filhos com o Lindo e conta o que aconteceu e ouve:


-Ah, que isso, as pessoas se casam com idiotas o tempo todo!