Aí eu tô super na minha, ouvindo Ben Folds, quando as pessoas do ônibus viram pra mim, e querem que eu diga se o motorista avisou ou não avisou que ia fechar a porta.
Gente, não. Eu não.
Eu tô aqui, querendo usar esses 15 minutos entre o trabalho e a minha casa pra decidir o que eu faço da minha vida. Pra decidir se eu viajo semana que vem ou na outra. Pra decidir se eu troco a minha mala pelo modelo médio e completo o valor. Ou se eu compro o modelo grande de uma vez e fico com as duas. Pra decidir se eu faço as legendas primeiro ou se continuo a tradução do artigo. Se eu faço ou não licenciatura.
Então, passageiros e motorista irritados, não me peçam nada. Porque eu tô aqui, decidindo minha vida em 15 minutos.
terça-feira, 31 de outubro de 2006
Bolsas lindas no Mercado Imaginário.
Corre, que me disseram que acabam rápido.
A Lu de Mari também tem bolsas lindas. Adoro mistura de estampas na mesma peça. Adoro estampas.
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
Minha mãe tem o mesmo nome da minha avó. Quando casou, ela adotou o sobrenome do meu pai (¬¬), mas o nome dela de solteira era Ruth F. B., Filha.
Hoje minha avó ligou pra cá pra falar com a minha mãe.
-Rutinha, você comprou alguma coisa na loja tal?
-Não, por quê?
-Porque ligaram aqui pra casa procurando por Ruth F. B., achei que você tinha comprado alguma coisa lá e dado meu telefone como referência.
-Mamãe!
-Que foi?
-Ruth F. B. é você! Eu tenho mais um sobrenome há 26 anos!
E isso explica por que não é uma boa idéia colocar o nome do pai ou da mãe num filho. Porque 48 anos depois os pais começam a se confundir.
Não sei se é um cacoete de professores ou se é só uma coisa de gente que acha pouca gente interessante e se sente culpada quando não dá atenção. Mas ultimamente eu percebo que ajo fora da sala de aula como ajo com meus alunos.
Alguém me conta uma história nada interessante. E mesmo não querendo saber, eu fico falando "ahh, sério? mas por quê? não acrediiito."
Eu ESQUEÇO de pagar as minhas contas. Quase todas atrasam porque eu ESQUEÇO que minha mãe não paga mais as minhas contas.
Algumas contas, tipo tv por assinatura e provedor de Internet, tão no débito automático. Mas conta de telefone não dá pra deixar, porque sempre pode vir errado. Tipo a de uma amiga da minha mãe que veio 5 mil. Ou a minha, que uma vez veio 300 reais mais cara, porque algum técnico ligou a minha linha na casa de uma pessoa que ligava pro disque-amizade.
Daí o banco paga a conta, porque banco, a gente sabe, existe pra atormentar os clientes. E, se você não tiver dinheiro na conta, o banco gentilmente empresta - a juros, claro - pra você, e você passa a dever ao banco.
Eu tenho uma memória tão boa. Boa de verdade. Só não serve pra dia de vencimento...
domingo, 29 de outubro de 2006
gentileza gera gentileza
Não contentes em deixar a música do bar em frente a minha casa altíssima, os donos ainda me fizeram o favor de contratar uma pessoa que fica fazendo/cantando/? rap e dizendo coisas como "vamos fazer um barulho pros vizinhos."
Weee, vamos fazer uma ligação pra polícia.
como tem gente fofa neste mundo!
sábado, 28 de outubro de 2006
Comprei uma mala tão gracinha que acho que nunca mais viajo de ônibus na vida.
Ela só merece avião.
...
Tem um tempo que eu decidi me transformar numa pessoa que viaja com elegância. Cara, cansei de ficar arrastando minha mala de 287 kg. E de chorar porque a mala tá pesada.
Eu quase morro de inveja quando vejo aquelas pessoas que conseguem viajar com uma malinha pequena.
Comprei, enfim, uma mala pequena.
Mas não dá certo isso de deliberadamente se transformar numa outra pessoa, né? Porque agora tô desesperada. Não cabe nem metade do que eu preciso. Gente, meus cremes, onde eu vou levar?
Tô quase voltando à loja pra comprar uma maior e deixar essa só pra sapatos.
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
quinta-feira, 26 de outubro de 2006
Minha mãe trabalha na Receita Fed.eral.
As pessoas não entendem que um dia ela fez um concurso e começou a trabalhar lá, numa função sem muitos privilégios. As pessoas acham que minha mãe é ministra da fazen.da e pode resolver qualquer problema.
E aí TODO DIA vem alguém aqui em casa pedir um favor. Todo dia. É sempre uma tontice tipo a pessoa perdeu o CPF porque não fez declaração de isen.to. Ou quer entregar a declaração fora do prazo pra minha mãe, como se minha mãe pudesse receber.
Tem maluco e tem gente menos maluca também. Mas o principal é que a maioria não conhece a minha mãe. Eles vêm indicados por outros pedintes outros malucos outras pessoas.
-Oi, eu vim falar com a sua mãe, a Ritinha.
-Não é Ritinha, não. É Rutinha, RU-tinha.
-Ah, desculpa. É que fulano me falou que a mulher do Cabeção trabalhava na Receita.
-...
-Aí eu vim aqui, porque meu CPF...
-É PEZÃO! O apelido do meu pai é PEZÃO!
Uma coisa que eu estou tentando corrigir em mim: quando eu me machuco, em vez de ai, eu digo "uarrau".
Eu não sei como nem quando começou, só sei que é bem ridículo. Ontem eu fui ao mercado e, cara, tinha algum problema com o carrinho que eu peguei, porque ele ficava batendo no meu pé. E eu fiquei falando "uarrau" pelo supermercado inteiro.
quarta-feira, 25 de outubro de 2006
Eu fiz assim: Cortei tomates e levei ao forno com uma mistura de azeite, pimenta do reino, manjericão, molho de pimenta e alho.
Cozinhei o brócolis e refoguei junto com o alho poró e o champignon.
Fiz um molho branco e juntei os legumes e o macarrão.
Os tomates ao forno ficam bem gostosos e ficam legais caso você não tenha tomate seco. Eu não tinha. Vi nesta receita e nunca mais vou passar vontade se não tiver tomate seco em casa. Não é igual, mas o sabor lembra.
tá amarelinho assim porque eu usei massa tipo caseira. só tipo, né?
E, gente, pagar conta já é uma coisa tão desagradável, né?
Ainda mais se é a conta de celular que você percebeu hoje que tá atrasada há quase uma semana. A conta que você não pagou porque esqueceu, não porque não tinha dinheiro. Porque esqueceu que tem contas pra pagar. E vai pagar multa no mês que vem porque é tonta.
Daí já é uma coisa tão desagradável você ter que pagar pra utilizar serviços essenciais como a telefonia móvel. E ainda tem alguém pra deixar a coisa mais desagradável. E te fazer ficar em pé durante mais tempo do que você gostaria, digitando uma infinidade de números*, enquanto as pessoas te olham achando que você não tem competência pra lidar com um caixa eletrônico.
*porque ninguém leva a sério aquele papo de que os números não têm fim até ter que digitar um código de barras.
Um dia os bancos inventaram que o ideal é pagar conta no caixa eletrônico. E ficam sugerindo que os clientes façam isso.
Eu tento. Porque eu sou legal, quero poupar trabalho das pessoas e evitar problemas que caem na minha cabeça quando eu ponho meus pezinhos numa agência bancária.
Mas eu nuncanuncanunca consigo pagar usando o leitor do código de barras. Nun-ca. Sempre tenho que digitar o código gigantesco.
A praticidade não é uma via de mão dupla, né, BB?
Eu divido um banheiro com o meu irmão.
O balcão da pia tem 2 metros de comprimento.
E mesmo com todo esse espaço, ele insiste em deixar a roupa suja na pia. Onde eu escovo os dentes, lavo o rosto...
Eu acho que ele deveria fazer uns exames e ver se existe algum tratamento pra ajudar quem não tem noção de espaço.

